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Tecnologia

CEO da Epic Games descarta rotular jogos criados com inteligência artificial

O executivo-chefe Tim Sweeney disse não ver sentido em lojas digitais informarem o uso de IA no desenvolvimento de jogos

CEO da Epic Games descarta rotular jogos criados com inteligência artificial
CEO se pronunciou respondendo a um internauta no X | Foto: Reprodução/Instagram/Epic Games

O executivo-chefe da Epic Games, Tim Sweeney, afirmou que não vê propósito nas lojas de jogos digitais sinalizarem quando um título usou inteligência artificial (IA) durante seu desenvolvimento.

A discussão ganhou destaque nas redes sociais. No início deste mês, o usuário Matt Workman, da plataforma X, reclamou. “Steam e todos os mercados digitais precisam acabar com o rótulo ‘Feito com IA’”, postou o internauta. “Não importa mais.”

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Sweeney encontrou o post na última quarta-feira, 26, e respondeu, concordando com Workman. Para o executivo, a inteligência artificial será utilizada em tantos jogos futuramente que sua presença será quase implícita.

“Concordo”, escreveu Sweeney. “A etiqueta de IA é relevante para exposições de arte, para a divulgação de autoria, e para mercados de licenciamento de conteúdo digital, onde os compradores precisam entender a situação dos direitos. Não faz sentido para lojas de jogos, onde a IA estará envolvida em quase toda a produção futura.”

Quando outro usuário argumentou que “os clientes merecem saber”, Sweeney respondeu com ironia: “Por que parar no uso de IA?”, indagou o representante da Epic Games. “Poderíamos ter divulgações obrigatórias sobre a marca de shampoo que o desenvolvedor usa. Os clientes merecem saber.”

O que a Steam exige e a Epic Games não

Desde o início de 2024, a Steam, plataforma norte-americana de distribuição de jogos digitais da Valve, exige que os desenvolvedores revelem se a inteligência artificial generativa foi usada em seu jogo ao submetê-lo à plataforma.

Além de informar se há IA generativa, o desenvolvedor precisa descrever exatamente como se deu o uso. Essa informação aparece na página da loja do jogo, em uma seção chamada “Divulgação de Conteúdo Gerado por IA”.

Por exemplo, a página da Steam para ARC Raiders apresenta uma explicação nesse sentido. “Durante o processo de desenvolvimento, podemos usar ferramentas processuais e baseadas em IA para auxiliar na criação de conteúdo”, afirma. “Em todos esses casos, o produto final reflete a criatividade e a expressão de nossa própria equipe de desenvolvimento.”

Com essa informação, os jogadores que preferem não apoiar o uso da IA generativa podem decidir se desejam ou não comprar o jogo.

Leia mais: “Conselhos aos humanos“, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 290 da Revista Oeste

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