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Quem eram os líderes mortos no ataque ao Irã

Operação de Israel mirou peças estratégicas na hierarquia inimiga

Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irã: um dos eliminados no ataque 'cirúrgico' promovido pelas forças israelenses | Foto: Reprodução/Twitter/X
Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irã: um dos eliminados no ataque 'cirúrgico' promovido pelas forças israelenses | Foto: Reprodução/Twitter/X

O ataque de Israel ao Irã nesta quinta-feira, 12, eliminou importantes líderes inimigos no campo militar e científico. A televisão estatal iraniana confirmou principalmente a morte do major-general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Do mesmo modo, a ofensiva matou três cientistas nucleares de alto escalão.

Entre os cientistas estavam Fereydoun Abbasi e Mohammad Mehdi Tehranchi. O dois têm ligação direta com o programa de armamento atômico do Irã. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, Mohammad Bagheri, também teria morrido em um bombardeio. A informação é da agência Fars News, que atua em conjunto com a Guarda Revolucionária. A versão, contudo, contradiz reportagens anteriores. Fontes garantem que Bagheri estaria vivo, bem e, assim, trabalhando em um centro de comando.

Irã foi alvo de operações secretas

Um militar israelense afirmou que o serviço de inteligência Mossad realizou operações clandestinas dentro do Irã, mirando sistemas de mísseis estratégicos e defesas aéreas, como parte da ofensiva em andamento. O site Nour News informou que Ali Shamkhani, conselheiro do aiatolá Ali Khamenei, foi gravemente ferido. O site tem vínculo com o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Shamkhani estaria em estado crítico em um hospital em Teerã.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que o chanceler Gideon Sa’ar mantém conversas com líderes estrangeiros, depois da decisão do gabinete israelense de “eliminar a ameaça de aniquilação iraniana”. Missões diplomáticas israelenses ao redor do mundo estão em estado de emergência para coordenar esforços políticos e de comunicação com a imprensa internacional, a fim de justificar a operação militar.

A ofensiva, uma das mais significativas escaladas entre Israel e Irã até o momento, incluiu ataques a pelo menos seis bases militares nas imediações da capital iraniana. Segundo o New York Times, entre os alvos atingidos está a instalação de Parchin, considerada sensível pelo envolvimento em pesquisas militares. Os ataques também atingiram residências dentro de dois complexos de alta segurança que abrigam comandantes militares.

A série de ataques, sem precedentes, faz parte da nova ofensiva israelense chamada Força de Leão e ocorre em meio ao avanço do programa nuclear iraniano e às reiteradas declarações do regime de Teerã sobre a intenção de obter armas nucleares.

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