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Saúde

Tratamento para Alzheimer pode ultrapassar R$ 11 mil por mês com impostos

Valor varia conforme tributação e exige aplicação quinzenal em ambiente especializado

A descoberta da LASSBio-1911 traz esperança no combate ao Alzheimer | Foto: Reprodução/Freepik
A dose administrada varia de acordo com o peso corporal do paciente, o que pode influenciar no custo total ao longo do tratamento | Foto: Reprodução/Freepik

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgou nesta sexta-feira, 17, o preço do lecanemabe, indicado para o tratamento do Alzheimer em estágio inicial e comprometimento cognitivo leve.

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O custo mensal do tratamento, com aplicações intravenosas a cada 15 dias para um paciente de 70 kg, é estimado em R$ 8.108,94, sem a incidência de impostos. Com a aplicação de uma alíquota de ICMS de 18%, comum na maioria dos estados, o valor pode chegar a R$ 11.075,62.

A farmacêutica japonesa Eisai desenvolve o medicamento, comercializado como Leqembi, em parceria com a Biogen. A terapia utiliza anticorpos monoclonais para atuar diretamente sobre o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, associada à progressão da doença.

Tratamento com lecanemabe exige aplicação contínua

O tratamento ocorre por meio de infusão intravenosa em ambiente especializado, a cada duas semanas. A dose administrada varia de acordo com o peso corporal do paciente, o que pode influenciar no custo total ao longo do tratamento.

Estudos clínicos indicam que o uso do lecanemabe pode retardar o declínio cognitivo e funcional em pacientes com comprometimento leve ou demência inicial. No entanto, o tratamento exige acompanhamento médico contínuo, incluindo exames de imagem para monitorar possíveis efeitos adversos.

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A Anvisa aprovou o medicamento em dezembro de 2025, autorizando sua comercialização no país. Apesar disso, ainda não há previsão de cobertura por planos de saúde nem de incorporação ao Sistema Único de Saúde.

A definição do preço pela CMED estabelece um teto para a comercialização no Brasil, mas o valor final ao paciente pode variar conforme a tributação estadual e eventuais custos adicionais relacionados à aplicação do medicamento.

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