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Saúde

Suplemento de Vitamina D tem novas diretrizes e recomendações

Orientações da Endocrine Society limitam seu uso a grupos específicos, como crianças e idosos, destacando a importância de orientação médica

vitamina d
Orientação restringe a suplementação de vitamina D por orientação médica | Foto: Reprodução/Wikipedia Commons

Descoberta no início do século XX, a vitamina D foi inicialmente classificada erroneamente como uma vitamina, apesar de ser um hormônio. Décadas depois, ficou conhecida como uma solução para diversos problemas de saúde, sendo amplamente recomendada em forma de suplementos, especialmente devido à falta de exposição solar.

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Durante a pandemia da covid-19, a vitamina D foi promovida como uma proteção contra o vírus, mesmo sem evidências robustas. Isso fez com que suas vendas aumentassem significativamente. No entanto, a suplementação sem orientação médica pode ser arriscada e não é indicada para todos.

A Endocrine Society atualizou recentemente suas diretrizes, recomendando a suplementação de vitamina D apenas para grupos específicos, como crianças, adolescentes, gestantes e idosos. As informações são da revista Veja.

“A revisão da literatura informa não fazer sentido recorrer a cápsulas e gotas para prevenir doenças entre adultos saudáveis”, afirmou a endocrinologista Marise Lazaretti-Castro, da Unifesp.

Os especialistas também notaram um aumento nos pedidos de exames para verificar os níveis de vitamina D no sangue, especialmente depois da pandemia. Em São Paulo, a demanda por esses testes aumentou 14% no primeiro semestre de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022.

Importância da vitamina D para crianças e adolescentes

As novas diretrizes destacam a importância da suplementação de vitamina D para crianças e adolescentes, ajudando a prevenir o raquitismo e infecções respiratórias.

“A diretriz reforça que alguns grupos devem tomar a vitamina D em doses baixas e diárias sem a necessidade de dosá-la no sangue”, explicou o endocrinologista Sérgio Maeda, presidente da Abrasso.

Já para adultos saudáveis entre 19 e 74 anos, não é recomendada a suplementação ou a realização de exames de rotina.

“A vitamina D tomou um aspecto de bala de prata, capaz de curar tudo, mas requer prescrição, assim como fazemos com qualquer outra reposição hormonal”, sinalizou o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto.

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