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Saúde

Novo tratamento para Alzheimer começa em setembro no Brasil

Medicamento donanemabe vai ser oferecido em São Paulo e no Rio de Janeiro com indicação médica e acompanhamento especializado

O medicamento donanemabe, de nome comercial Kinsula
O medicamento donanemabe, de nome comercial Kinsula | Foto: Divulgação/ Lilly

O medicamento donanemabe, de nome comercial Kinsula, começará a ser oferecido no Brasil, em setembro, para pacientes com Alzheimer em estágio inicial e com indicação médica. O tratamento será disponibilizado em unidades do Alta Diagnósticos, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do fármaco em abril deste ano.

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Quem produz o donanemabe é a farmacêutica Eli Lilly. O laboratório será o primeiro do país a aplicar o tratamento. De acordo com a farmacêutica, ensaios clínicos apontaram que a droga conseguiu retardar a progressão da doença em até 35% em casos menos avançados.

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A medicação é um anticorpo monoclonal que atua contra o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau. Esse processo está relacionado à perda de funções do cérebro que causa sintomas cognitivos e comportamentais da doença.

Quem pode fazer esse tratamento para Alzheimer

Nem todos as pessoas com a doença poderão fazer esse tratamento. Apenas pessoas com comprometimento cognitivo leve ou estágio leve de demência, com comprovação de acúmulo de beta-amiloide.

Leia também: “Novo remédio para Alzheimer pode chegar ao Brasil em 2025”

As infusões são mensais, com duração de 30 minutos, durante 12 a 18 meses. Depois de cada sessão, o paciente permanece em observação por mais 30 minutos. Uma equipe de neurologia acompanha o procedimento. Pessoas com doenças cerebrovasculares também não podem fazer o tratamento.

Segundo a rede de medicina diagnóstica Dasa, o custo do tratamento é a partir de R$ 8 mil. O valor inclui a medicação, o acompanhamento neurológico antes e depois do procedimento, além da aplicação e dos materiais utilizados.

Possíveis efeitos adversos

Outra preocupação são os efeitos colaterais. A Eli Lilly cita a dor de cabeça como o mais comum. No entanto, pacientes podem apresentar anormalidades de imagem relacionadas à amiloide, conhecidas como ARIA, que causam inchaço temporário em áreas do cérebro ou pequenos sangramentos.

“Em eventos raros, podem ocorrer áreas maiores de sangramento no cérebro. A ARIA pode ser grave e eventos com risco à vida podem ocorrer”, informou a farmacêutica. O donanemabe também pode provocar reações alérgicas graves, inclusive fatais, durante ou até 30 minutos depois da infusão.

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