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Saúde

Jovem arrecada mais de R$ 80 mil em vaquinha on-line para custear eutanásia

Carolina Arruda Leite sofre de uma condição rara chamada neuralgia do trigêmeo

Carolina Arruda fazendo pose para a foto, com os cabelos ruivos e uma tatuagem no pescoço
Carolina Arruda vê a eutanásia como uma forma 'digna' de encerrar seu sofrimento | Foto: Reprodução/Instagram/Carolina Arruda

Uma jovem mineira de 27 anos conseguiu arrecadar mais de R$ 80 mil em uma vaquinha on-line para custear sua eutanásia na Suíça. Carolina Arruda Leite busca um total de R$ 150 mil para realizar o procedimento na instituição Dignitas.

Desde a última segunda-feira, 1°, a campanha já recebeu R$ 83 mil. As doações partiram de 1,9 mil doadores.

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Ao falar sobre sua dor, jovem planeja realizar eutanásia

Carolina convive há 11 anos com a neuralgia do trigêmeo. Trata-se de condição rara que provoca “a pior dor do mundo”.

Recentemente, ela começou a compartilhar sua experiência nas redes sociais. Exibe visitas ao hospital, crises de dor e tratamentos com morfina e canabidiol. Em abril, passou a discutir o suicídio assistido.

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Em uma das postagens, Carolina revela ter tentado suicídio duas vezes. “Quando estou em uma crise de dor muito forte, perco completamente a noção do que estou fazendo, só quero que aquilo acabe.”

A decisão pela eutanásia

A estudante de medicina veterinária decidiu pela eutanásia depois de “esgotar todas as opções médicas disponíveis e enfrentar uma dor insuportável diariamente”. Ela vê a medida como uma forma “digna” de encerrar seu sofrimento.

Existem dois métodos principais de encerrar a vida em casos de doenças terminais ou limitantes: a eutanásia e o suicídio assistido.

Na eutanásia, profissionais de saúde administram os medicamentos. Já no suicídio assistido, o próprio paciente toma a medicação.

Legalidade dos métodos no Brasil e na Suíça

No Brasil, ambos os métodos são ilegais e classificados como homicídio pelo Código Penal. A Suíça, onde fica a instituição Dignitas, é um dos poucos países que permitem o suicídio assistido para estrangeiros.

“Antes da neuralgia do trigêmeo dominar minha vida, eu era uma pessoa cheia de energia e com muitos sonhos”, relata Carolina, na plataforma da “vaquinha”. “Sempre adorei ler, estudar e fazer atividade física. Queria seguir uma carreira que me permitisse ajudar os animais, algo pelo qual sou muito apaixonada. No entanto, a dor constante tirou de mim a capacidade de fazer essas coisas, transformando meus dias em uma luta contínua.”

Ela acrescenta que a decisão é “profundamente pessoal e dolorosa”, mas que acreditar ser “a melhor solução para acabar com o sofrimento interminável”. Segundo Carolina, a dor crônica severa impactou profundamente sua vida, bem como sua saúde mental.

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3 comentários
  1. Syllas
    Syllas

    Há, sim, tratamento. Existem cirurgias, procedimentos com agulha e também com radiação.
    A opção pela eutanásia é muito ruim, principalmente porque se ela acha que ficará sem dor após a morte do corpo físico, está completamente enganada. É melhor que ela se informe a respeito.

  2. Dario Palhares
    Dario Palhares

    Toda essa dinheirama para uma menina mimada se matar??? Fala sério!! Tanto faminto querendo viver e todo esse dinheiro torrado?? Faça uma boa ação, pegue essa dinheirama, distribua a quem mais precisa e se joga do prédio, é de graça.

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