A morte de uma adolescente de 14 anos, em função de uma cirurgia estética, neste mês, causou comoção no México e levou a mãe e o padrasto dela para a cadeia. Este tipo de procedimento, feito de forma precipitada e sem os necessários cuidados, também é causa de muitas mortes no Brasil.
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Para o cirurgião plástico Alexandre Sato, graduado pela Universidade Estadual Paulista e especialista em procedimentos estéticos, casos em que pacientes morrem depois de realizar esta cirurgia, muitas vezes, precisam acender um alerta.
“Não é só querer operar”, afirma Sato a Oeste. “A paciente precisa passar por uma avaliação médica completa, com exames de sangue, risco cirúrgico, histórico de saúde.”
O médico ressalta que o profissional deve informar sobre qual será o tempo de recuperação, sobre a necessidade de ajuda no pós-operatório, sobre a necessidade de afastamento do trabalho e, principalmente, sobre as dificuldades emocionais e físicas que podem ser necessárias no processo.
“Cada detalhe faz diferença para ter um resultado bonito e seguro”, observa Sato,.
Bem-estar depois da cirurgia plástica
Sato não considera que uma dose de vaidade, na medida certa, seja algo prejudicial. Mas ele diz que, somente com as condições necessárias, a autoestima gerada por uma cirurgia pode contribuir com a saúde do organismo como um todo.
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“O desejo estético é totalmente válido, faz parte do ser humano querer se sentir melhor com a própria imagem”, observa o cirurgião. “Mas ele precisa vir junto com segurança, preparo e expectativas reais. A cirurgia não é só sobre beleza, é sobre saúde, autocuidado e bem-estar.”
Uma cirurgia, prossegue ele, somente pode ser realizada quando estes itens estão alinhados.
“Aí sim a estética se torna um argumento saudável e responsável para a cirurgia”, observa Sato. O médico também considera importante a escolha do local. Nem sempre uma clínica é o mais indicado.
“Procedimentos de baixa complexidade como retirada de pinta , retoque de cicatriz , podem ser realizados com segurança em clínica, desde que a mesma seja habilitada”, alerta o especialista. “Isto porque elas são realizadas com anestesia local, paciente acordada e têm curta duração.”
Sato, porém, faz uma ressalva.
“Só realizo cirurgia em ambiente hospitalar, onde temos equipe de anestesia, paciente monitorado, sedado, ambiente controlado, equipe multidisciplinar e, claro, muito mais segurança para o paciente e para mim como médico.”
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