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Saúde

Anvisa libera novo medicamento para esclerose múltipla no Brasil

Tratamento é voltado a adultos com forma recorrente da doença

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A esclerose múltipla afete cerca de 2,9 milhões de pessoas no mundo | Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso do medicamento Briumvi para o tratamento da esclerose múltipla no país. A decisão saiu na quarta-feira 22.

O remédio é indicado para adultos com formas recorrentes da condição. O princípio ativo, o ublituximabe, atua sobre os linfócitos B, células do sistema imunológico ligadas ao avanço do quadro. Ao reduzir a ação dessas células, o tratamento busca diminuir as crises.

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Doença atinge sistema nervoso e tem evolução variável

A esclerose múltipla é uma doença crônica, inflamatória e autoimune que atinge o sistema nervoso central, como cérebro e medula espinhal. O quadro envolve a destruição da mielina, estrutura que protege os neurônios, o que compromete a transmissão dos impulsos nervosos e pode causar perda progressiva de funções.

A origem da doença ainda não é totalmente conhecida, mas está associada à interação de fatores genéticos e ambientais. A condição ocorre com maior frequência em adultos entre 20 e 50 anos, com maior incidência por volta dos 30 anos, e afeta mulheres em proporção maior.

A decisão da Anvisa foi oficializada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 19 | Foto: Reprodução/Flickr
Decisão foi aprovada pela Anvisa no dia 22 de abril | Foto: Reprodução/Flickr

No Brasil, cerca de 40 mil pessoas convivem com o diagnóstico. No mundo, são aproximadamente 2,9 milhões de casos.

Os sintomas variam conforme o paciente e a fase da doença. Entre os mais comuns estão fadiga, fraqueza muscular, alterações de equilíbrio e coordenação, dores, além de problemas no controle urinário e intestinal. Também podem ocorrer manifestações como depressão e dificuldades neurológicas progressivas.

A evolução do quadro não é uniforme. Alguns pacientes mantêm baixa incapacidade ao longo da vida, enquanto outros desenvolvem limitações mais significativas.

A condição não tem cura, mas os tratamentos disponíveis ajudam a controlar a atividade inflamatória e a retardar a progressão. A esclerose múltipla está entre as principais causas de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens.

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