Uma série de lotes do medicamento furosemida injetável produzido em Minas Gerais teve sua comercialização, distribuição e uso suspensos, conforme determinação recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão envolve cinco lotes da solução, fabricados pela Hypofarma em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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O fármaco, utilizado rotineiramente em hospitais e clínicas para tratar edemas, insuficiência cardíaca aguda e emergências hipertensivas, passou a ser recolhido de modo voluntário e preventivo pela própria fabricante. O motivo foi a identificação de fragilidade no vidro das ampolas, o que poderia comprometer a segurança do produto.
Medida é preventiva e não há registro de efeitos adversos
Em comunicado, a Hypofarma informou que não existem registros de queixas ou eventos adversos relacionados a esses lotes, e assegurou que os demais produtos da empresa permanecem inalterados. A empresa também ressaltou que a medida foi preventiva e tomada por iniciativa própria.
A suspensão foi divulgada no Diário Oficial da União em 6 de novembro e atinge especificamente os lotes 25060692, 25060693, 25060694, 25060695 e 25060696, todos referentes à furosemida injetável 10 mg/ml, acondicionada em caixas de cem ampolas de 2 mL cada.
Em episódio anterior, outro lote, o 24111911, já havia sido suspenso em 17 de setembro depois de ser constatada a presença de material semelhante a caco de vidro nas embalagens, ocorrência detectada pela Vigilância Sanitária Municipal de Jaraguá do Sul (SC) em julho. O problema, segundo as autoridades, teria origem na fragilidade do vidro.
Depois de implementar medidas corretivas, a farmacêutica teve a interdição revogada em setembro, depois de nova vistoria com participação da Anvisa
Em agosto, a Hypofarma chegou a ser interditada cautelarmente depois inspeção da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais evidenciar falhas nas Boas Práticas de Fabricação. Depois de implementar medidas corretivas, a farmacêutica teve a interdição revogada em setembro, depois de nova vistoria com participação da Anvisa. O órgão federal esclareceu que a inspeção não está relacionada ao recolhimento recente.
“A decisão foi tomada por iniciativa da própria empresa, depois da identificação de possível fragilidade no vidro das ampolas desses lotes específicos”, informou a empresa por meio de nota. “Não há registro de eventos adversos ou queixas técnicas relacionadas ao produto no mercado.”
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