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Saúde

Anvisa barra lotes de medicamento produzido em MG

A decisão envolve cinco lotes da solução, fabricados pela Hypofarma em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Sede da Anvisa
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Uma série de lotes do medicamento furosemida injetável produzido em Minas Gerais teve sua comercialização, distribuição e uso suspensos, conforme determinação recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão envolve cinco lotes da solução, fabricados pela Hypofarma em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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O fármaco, utilizado rotineiramente em hospitais e clínicas para tratar edemas, insuficiência cardíaca aguda e emergências hipertensivas, passou a ser recolhido de modo voluntário e preventivo pela própria fabricante. O motivo foi a identificação de fragilidade no vidro das ampolas, o que poderia comprometer a segurança do produto.

Medida é preventiva e não há registro de efeitos adversos

Em comunicado, a Hypofarma informou que não existem registros de queixas ou eventos adversos relacionados a esses lotes, e assegurou que os demais produtos da empresa permanecem inalterados. A empresa também ressaltou que a medida foi preventiva e tomada por iniciativa própria.

A suspensão foi divulgada no Diário Oficial da União em 6 de novembro e atinge especificamente os lotes 25060692, 25060693, 25060694, 25060695 e 25060696, todos referentes à furosemida injetável 10 mg/ml, acondicionada em caixas de cem ampolas de 2 mL cada.

Em episódio anterior, outro lote, o 24111911, já havia sido suspenso em 17 de setembro depois de ser constatada a presença de material semelhante a caco de vidro nas embalagens, ocorrência detectada pela Vigilância Sanitária Municipal de Jaraguá do Sul (SC) em julho. O problema, segundo as autoridades, teria origem na fragilidade do vidro.

Depois de implementar medidas corretivas, a farmacêutica teve a interdição revogada em setembro, depois de nova vistoria com participação da Anvisa

Em agosto, a Hypofarma chegou a ser interditada cautelarmente depois inspeção da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais evidenciar falhas nas Boas Práticas de Fabricação. Depois de implementar medidas corretivas, a farmacêutica teve a interdição revogada em setembro, depois de nova vistoria com participação da Anvisa. O órgão federal esclareceu que a inspeção não está relacionada ao recolhimento recente.

“A decisão foi tomada por iniciativa da própria empresa, depois da identificação de possível fragilidade no vidro das ampolas desses lotes específicos”, informou a empresa por meio de nota. “Não há registro de eventos adversos ou queixas técnicas relacionadas ao produto no mercado.”

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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