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Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock/IA
Edição 328

Banco Central já admite: inflação vai estourar em 2026

Enquanto isso, Braskem corre contra o tempo, Petrobras e BNDES buscam terras raras, Embraer faz parceria na Polônia, MRV vende ativos, e está mais caro viajar

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O Banco Central do Brasil admitiu que a meta de inflação será ultrapassada em 2026, com a probabilidade de a inflação superar 4,50% em 2023 subindo para 79%. A Braskem enfrenta um prazo até 5 de julho para evitar recuperação judicial, reestruturando uma dívida de R$ 51,8 bilhões. A Petrobras e o BNDES firmaram parceria para desenvolver pesquisas sobre terras raras. As vendas de fertilizantes devem cair 8,2% em 2026, e o governo planeja um novo Plano Safra para renegociar dívidas.

O Banco Central (BC) já jogou a toalha na luta contra a inflação e admitiu que o teto da meta será estourado em 2026. No Relatório de Política Monetária divulgado pelo BC, a probabilidade de superar os 4,5% de inflação este ano passou de 30% para 79%. Quase uma certeza absoluta. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,5%, é nula. A meta de inflação não é cumprida deste julho de 2025, pois a alta dos preços no acumulado dos últimos 12 meses foi de 5,35%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o ano que vem, a chance de a inflação superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%.

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A corrida contra o tempo da Braskem

A Braskem fixou no dia 5 de julho o prazo para evitar uma entrada em recuperação judicial. A empresa, controlada pela Petrobras e pelo fundo IG4, deve reestruturar uma dívida de R$ 51,8 bilhões. Será necessário que os credores aceitem até aquela data o plano de recuperação extrajudicial (RE), alternativa preferencial para evitar uma recuperação judicial (RJ). O objetivo da diretoria da Braskem é alcançar um apoio inicial de ao menos 33% dos créditos por classe, percentual mínimo exigido pela legislação para protocolar o pedido de homologação da recuperação extrajudicial. Os grandes bancos credores, assim como a empresa, querem evitar uma recuperação judicial, pois passariam a enfrentar um processo mais longo, complexo e sujeito a disputas sobre garantias e prioridades de pagamento.

Braskem fixou no dia 5 de julho o prazo para evitar uma entrada em recuperação judicial | Foto: Reuters/Diego Vara

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Petrobras e BNDES em busca de terras raras

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram uma parceria para construção de iniciativas em pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionadas a minerais críticos. As famosas terras raras. O objetivo da parceria será permitir a troca de informações e a realização de análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica, projetos e iniciativas em execução e em fase de desenvolvimento. O centro de pesquisas da petroleira, o Cenpes, será encarregado de levar adiante a parte científica.

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Embraer na Polônia

A Embraer assinou um memorando de entendimento com a Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 S.A. (WZL-2), a principal empresa de manutenção aeroespacial da Polônia e subsidiária estratégica dentro do grupo Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ). As duas fabricantes irão preparar uma estrutura ampla para colaborações futuras, que incluem capacidades em serviços e suporte, finalização e conversão de aeronaves, pintura externa e integração de sistemas. A empresa polonesa estaria interessada no KC-390 Millennium, além de serviços e suporte. A Embraer também estuda uma possível venda desse modelo de aeronave para o Marrocos.

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Menos fertilizantes por inadimplência no agro

As vendas de fertilizantes para produtores rurais brasileiros deverão cair 8,2% em 2026 na comparação com 2025, segundo a previsão divulgada pelo banco holandês Rabobank. Caso essa análise se confirme, o volume cairia para 45,1 milhões de toneladas, a menor entrega de fertilizantes aos produtores do país desde 2022, quando o mercado foi impactado pela invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo o banco, os preços elevados e a situação financeira de muitos produtores no Brasil resultarão em menor procura pelo produto. Entre os pontos de atenção do documento está a inadimplência do agronegócio, que continua a atingir patamares recordes.

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Plano Safra irá renegociar dívidas

A situação é tão grave que o governo se prepara para anunciar um Plano Safra 2026/2027 com medidas voltadas ao seguro rural e à renegociação das dívidas. Integrantes da área agrícola defendem que o governo apresente uma resposta para produtores que enfrentam dificuldades financeiras. A área econômica do governo, todavia, resiste à inclusão de medidas que atendam às demandas do setor. Nos últimos dias, o orçamento destinado ao programa sofreu um bloqueio de R$ 56,3 milhões, depois de um contingenciamento de R$ 461,7 milhões realizado anteriormente.

Governo se prepara para anunciar um Plano Safra 2026/2027 com medidas voltadas ao seguro rural e à renegociação de dívidas | Foto: Shutterstock

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Está mais caro viajar

As passagens aéreas subiram 11,2% em maio deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio da tarifa das passagens aéreas domésticas atingiu R$ 632,53 contra os R$ 568,96 do mesmo mês do ano passado. A alta ocorre não obstante as medidas do governo federal na tentativa de frear o impacto da alta do preço de petróleo no setor da aviação. O preço do querosene de aviação (QAV) teve alta de 68,5% no período.

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Bares movimentados

As vendas em bares e restaurantes aumentaram 4,6% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo os dados do Índice Abrase-Stone, esse foi o oitavo mês consecutivo de alta anual. Um resultado puxado, em parte, pelo Dia das Mães. Mas que surpreende, pois ocorre não obstante a alta de preços, pressão por custos e crédito caro.

As vendas em bares e restaurantes aumentaram 4,6% em maio | Foto: Shutterstock

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MRV vende ativos

A MRV vendeu seus empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, localizados no Texas, Estados Unidos, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). O objetivo da transação é reduzir o endividamento líquido consolidado da MRV em US$ 87 milhões (R$ 448 milhões), o equivalente a uma queda de 7,5%. Além disso, haverá redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em participações de minoritários. A operação implicará uma perda contábil de 26% em relação ao valor patrimonial dos empreendimentos. Mesmo assim, a avaliação da empresa é positiva, pois os benefícios da desalavancagem em um momento de possível alta de juros nos EUA justificam a antecipação da venda.

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