“Eu odeio a classe média”, berrou Marilena Chauí, uma das ideólogas do PT, durante um evento em 2013. Ao lado, sentados num sofá, Lula e Emir Sader riam de forma abobalhada. Passados mais de 10 anos, o que parecia uma provocação isolada de uma professora fanática hoje ajuda a traduzir o desempenho econômico do governo.
À ideologia se somam o inchaço da máquina pública, a gastança desenfreada, o assistencialismo eleitoreiro e irresponsável, a inflação, o aumento de impostos, fora o resto. “Quem trabalha, produz e paga impostos que sustentam o governo — essa gente ‘odiosa’ da classe média — foi sendo cada vez mais asfixiada”, afirma Adalberto Piotto no artigo de capa desta edição. “O modelo de achatar a classe média real é insensato porque beira a estupidez. Vai contra tudo o que deu certo no mundo.”
Um dos reflexos mais evidentes deste processo é a escalada do endividamento da população, como mostra a reportagem de Anderson Scardoelli. O Brasil atingiu um novo recorde: 80 milhões de brasileiros endividados em fevereiro. “Desde que Lula voltou ao poder, o patamar esteve sempre acima dos 70 milhões, mas, nos últimos 12 meses o crescimento acelerou.” O quadro se repete entre empresas, sobretudo micro e pequenas. Em entrevista exclusiva a Oeste, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e um dos mais habilidosos articuladores políticos do país, resume numa frase a situação atual: “O Brasil ainda não é terra arrasada, mas pode ficar”.
Enquanto a classe média empobrece e se endivida, figurões da República acumulam fortunas, como indicam os casos do Banco Master e da roubalheira do dinheiro dos aposentados do INSS. O empresário Maurício Camisotti pode ser o primeiro delator, lembra Eugenio Esber. “Sua decisão pode desarmar a resistência que até o momento o Careca do INSS vem apresentando a contar o que sabe.”
No Congresso, a reação também falha. Assim como ocorreu com a CPI do INSS, Alexandre Garcia lembra que o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuaram para esvaziar a CPI do Crime Organizado. Ainda assim, o relatório do senador Alessandro Vieira sacudiu o debate institucional ao pedir o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Pega de surpresa, a trinca tentou enquadrar o relator.
“Caso tivesse ocorrido no outono de 2022, quando a insolência beligerante do STF alcançou altitudes assustadoras, a ofensiva desta semana apenas confirmaria que o país do Carnaval fora o primeiro do mundo a engolir sem engasgos a ditadura do Judiciário”, observa Augusto Nunes. Passados quatro anos, o ataque às leis e à verdade serviu para provar que o Brasil decente está farto de gente que enxerga na toga um manto de imperador.
Mesmo a imprensa velha, que durante muito tempo fechou os olhos para os abusos do Judiciário, a inércia do Legislativo e a incompetência — para dizer o mínimo — do Executivo, agora cobra a depuração dos Poderes. O atraso, porém, tem seu preço. Um estudo com mais de 5 mil pessoas revela que metade dos usuários de internet não confia no conteúdo dos veículos tradicionais. Como mostra a reportagem de Edilson Salgueiro, a confiança aumenta quando a informação chega por meio de amigos ou familiares nas redes sociais. “A informação não desapareceu da mídia tradicional, mas passou a circular com força nas redes sociais.”
A Oeste sempre mostrou as coisas como elas são. É isso que explica o crescimento da revista — do site ao YouTube, e agora também na televisão a cabo e na Fast TV. Num ambiente em que a informação se fragmenta e a confiança se dilui, o compromisso com a realidade deixa de ser diferencial. Passa a ser obrigação.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de Redação

Fiz questão de gravar a propaganda do governo Lula, nos intervalos musicais da Alexa, dirigida especificamente para os paulistas:
“Alô São Paulo, você precisa e o governo do Brasil entrega : as obras da via Dutra no trecho para Guarulhos encaram no grau é uma nova via Dutra mais moderna e mais segura. Ainda vem aí o primeiro túnel embaixo d’água da América Latina. ligando Santos Guarujá em cinco minutos e muito mais. É isso, olha. o governo que zerou o imposto de renda para quem ganha até 5000 é o governo que tá do seu lado. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.”
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Isso acontece porque o senado é uma côrte água de macarrão
👏👏👏👏👏👏👏
Mais uma vez, um resumo bom. N ão savia da Fast TV. Vou procurar. Acho