Esta semana, Lula de novo se envolveu em erro de CEP. Da outra vez, foi Curitiba, e não São Paulo/Brasília. Agora, fez discurso político na reabertura do Supremo em vez de fazê-lo na arena política, na reabertura do Congresso. Errou de endereço na Praça dos Três Poderes. Foi inédito, pois sempre quem fala na reabertura do Supremo é só o presidente do Poder Judiciário. O chefe do Executivo apenas ouve, em respeito ao outro Poder. Mas Lula aderiu à hipertrofia do Supremo e deixou o Rui Costa para representá-lo no Congresso. Afinal, a outra troca de CEP lhe fora vantajosa e precisa mostrar agradecimento ao Supremo. Entre cumprir o juramento de defender a Constituição e defender o Supremo, Lula vai além das linhas de independência e harmonia.
Não perdeu nada deixando de ouvir os discursos de Motta e Alcolumbre. Se tivesse lido Eça, os acharia muito semelhantes aos pitacos do Conselheiro Acácio. Já o discurso de 13 minutos de Lula no Supremo é imperdível. Chegou ao ápice quando mencionou a “esperança renovada, porque o Brasil é maior do que os golpistas ou traidores da pátria”. A agência oficial mancheteou: “Brasil é maior que golpistas”. É o que todos temos percebido ao longo dos anos. O Brasil foi maior que o golpe dos anões do orçamento, maior que os golpistas do Mensalão. O golpe do Petrolão, segundo a Polícia Federal, desviou R$ 42,6 bilhões da Petrobras. Quem golpeia uma empresa do povo brasileiro, sem dúvida, como afirma Lula, é também traidor da pátria. E agora temos os golpistas dos idosos da Previdência, que desviaram dos velhinhos R$ 6 bilhões; os golpistas do Master, que estão sugando R$ 42 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos. Sim, o Brasil é maior que os golpistas, porque resiste, embora dilapidado nos impostos suados dos brasileiros.
O Master escancarou a promiscuidade no Supremo, já capengando com tanto pontapé desferido na Constituição e no devido processo legal. Depois de ter ajudado o Supremo a se livrar de Bolsonaro, a mídia percebeu que havia perdido audiência e assinantes e trata de voltar à sua missão e agora denuncia a promiscuidade do Supremo. O Supremo se surpreendeu com o ex-aliado e, para entregar alguns anéis de turmalina e ficar com os dedos e anéis de brilhante, saca um código de ética, como se já não estivesse tudo na Constituição: reputação ilibada, notável saber jurídico, publicidade, moralidade, impessoalidade. Um código casuístico para calar a boca dos críticos.

O presidente Fachin escolheu relatora do código a ministra Cármen Lúcia, autora do “cala-boca já morreu”. Marcou a primeira reunião geral sobre o tema para o dia 12 próximo, mas já tirou o bloco da rua. Vai ficar, talvez, para depois do Carnaval. Quando anunciou a missão de Cármen Lúcia, Fachin cometeu ato falho: “Momentos de adversidade exigem mais que discursos; pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição”. Isso significa que ele tem consciência de que o Supremo vive maus momentos, de que falta responsabilidade institucional, os limites estão sendo ultrapassados e é preciso deixar de ser infiel à Constituição.
Enquanto isso, o plenário reabriu debatendo uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, ao qual o Supremo não está subordinado, que tenta enquadrar toda a magistratura — menos o Supremo. O que se ouviu foi um “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Toffoli ensinou aos magistrados: “Na carreira, há restrições que precisam ser respeitadas”. Está se referindo aos outros, é claro. Mas depois, se torna um dos sujeitos da frase: “Na magistratura, não somos livres para dar opiniões políticas e eleitorais”. E, pensando estar numa disputa esportiva: “Agora vamos zerar o jogo. Arquivados todos os processos, agora todos têm que seguir as regras”. Ah, quer dizer que a tal resolução foi uma anistia???

O ministro Moraes acusou os outros: “Havia magistrada que não aparecia na comarca para trabalhar, mas estava na Jovem Pan. Magistrados que ensinavam advogado a fazer a defesa, juízes que queriam ser influencers nas redes sociais. Isso é incompatível”. Moraes foi lapidar: “Os magistrados, inclusive os desta Suprema Corte, não julgam nunca processos em que têm ligação. O magistrado está impedido”. Depois, desabafou: “Nenhuma carreira pública tem tantas vedações. Magistrado não pode fazer nada na vida. Só o magistério”. É, só contrato de professor. Contrato de R$ 129 milhões com o Master, nem pensar. Aí parece que Toffoli lembrou do resort-cassino: “Mas pode ser acionista e receber dividendos, se não tiver cargo na administração”. Ah, sim, os ingênuos acreditam que o Cardeal Richelieu, atrás do trono, não mandava nada. Toffoli parece ter, então, lembrado de Gilmar: “Vários magistrados são fazendeiros e donos de empresas”.
Enquanto se falava na necessidade de conduta ilibada, o Superior Tribunal de Justiça mandava para o Supremo o caso do ministro Marco Aurélio Buzzi, denunciado como agressor sexual de uma moça de 18 anos, filha de pais que estavam visitando o ministro em sua casa de veraneio em Balneário Camboriú. Segundo o boletim de ocorrência que ela e os pais registraram em 9 de janeiro, a moça estava no mar e o ministro a agarrou, ela se desvencilhou e ele repetiu a tentativa. Ela, então, saiu d’água e contou aos pais. O gabinete do ministro do STJ argumentou que ele está surpreso e que não cometeu ato impróprio. É possível que o código de conduta do ministro não registre assédio como algo impróprio. O relator do caso é o ministro Kassio Nunes Marques. Será que o Supremo ganhou um bode expiatório?

A vaga de Barroso, retirado por Trump em tacada de tabela, ainda não foi preenchida. É por causa de Alcolumbre, que quer Pacheco, seu antecessor. É mais uma distorção. A exigência da Constituição não é a concordância do presidente do Senado, mas o “notável saber jurídico”. A falta dessa exigência básica é que tem enfraquecido o Supremo. Desconhecimento da Constituição, do devido processo legal, de princípios básicos do Direito. Um presidente pode indicar por razões políticas, mas o Senado é, supostamente, a Câmara Alta, o revisor que testa a formação ética e o saber jurídico.
Notável saber jurídico é saber acima dos que estão acima da média. E, de preferência, magistrado de carreira, com sólida experiência em todas as instâncias — principalmente na primeira, no chão do fórum. Dia 26, mato as saudades de outros tempos do Supremo indo ao lançamento do livro A Corte de Moreira Alves. Foram 28 anos de Supremo com ele. Saiu em 2003. O Supremo não resistiu à ausência de José Carlos Moreira Alves, num agravamento progressivo. Nos últimos dez anos, uma erosão rápida, que ficou camuflada pela aliança antibolsonarista, eivada de politização infecciosa. A aliança procurou normalizar os desvios da Constituição e do devido processo legal. Isso fere mortalmente a democracia, a cidadania, pois incutiu nas mentes mais passivas e distantes a banalização da ausência de ética. Quem achou natural a podridão moral, apodreceu também.
O Stanislaw Ponte Preta satirizou: “Restaure-se a moralidade, ou locupletamo-nos todos”. A realidade mostra que, se for restaurada a moralidade, castas estatais não continuarão a desfrutar de certos privilégios. Então, para manter o status quo, se indica alguma mudança para não precisar mudar. Fachin quer um código, Dino tira alguns penduricalhos… Ceder o enganador anel de turmalina, para continuar com o de brilhante e os dedos.
Leia também “Tempestade perfeita”




Triste realidade!
Sem reputação ilibada, sem ética e sem freios
Artigo fantástico
Fantástico Alexandre, você já tentou entrevistar alguém do STF para a Revista Oeste, que constantemente se dedicam a entrevistas no canhoteiro programinha RODA VIVA?.
Pega essa corja de ladrão comunista assassino terrorista narcotraficante torturador genocida que estão nos poderes da República joga dentro de um saco passa o cadeado e solta na cordilheira meso-oceânica do atlântico
Majestoso artigo caro Alexandre Garcia.
Se as instituições apodreceram por omissão do Congresso Nacional aprisionado às prerrogativas de função, quem será o altivo que trará o país nos caminhos da Constituição Federal e do processo legal?
Temos eleições este ano, mas no meu entendimento não será suficiente pelos mais variados motivos: confiança na urna eletrôniuca, não termos escrutínio público conforme previsto na CF, população equivalente a uma Argentina pendurada nos “benefícios” assistencialistas, falta de processo eleitoral com voto distrital, os partidos políticos tem “donos”, etc, etc.
Tiririca, aquele do “pior que está não fica” em 2010 com sua expressiva votação em SP levou mais quatro deputados para o Congresso, entre eles o corrupto Valdemar da Costa Neto. Para a eleição deste ano já anunciou sua candidatura pelo Ceará porque em SP seu espaço acabou.
Grande Mestre Alexandre, o Garcia!, sempre brilhante. É um deleite ler seus textos e ouvir e ver seus vídeos.
Parabéns pelo artigo Mestre Alexandre Garcia
Reverbero!
Supremo ESCANDALOSO!!!
Apois, Oeste. TEMOS AGORA TRÊS NOVOS “BOLSONARISTAS” TENTANDO DAR UM GOLPE DE ESTADO NA DEMOCRACINHA TUPINIQUENSE
LUCIANO LEWANDOWSKI, DENUNCIANDO O IRMÃO RICARDO LEWANDOWSKI, O CARA DOS 250 MIL REAIS POR MÊS E QUE COMPROU MANSÃO DE 9,4 MILHÕES DE UM INVESTIGADO POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO.
“Prezado Luiz Fernando Figueiredo. Só não vê quem não quer. No Brasil não existe Lei nem Justiça. O Congresso é omisso e a corrupção e a CORRUPÇÃO em TODOS os níveis é desvairada. Não devo generalizar por conta de milhões de agentes honestos, mas vejo grande parte dos agentes do Governo, e que tem algum grau de poder, prejudicar quem ainda se esforça para trabalhar. Na Justiça a jurisprudência foi rasgada e cada um decide da maneira que quer. Não existem mais prazos a serem cumpridos. Para os mortais, as decisões duram décadas e para os amigos do rei, horas. Não existe conflito de interesses. O Ministro pode julgar até a MÃE! Alguém com um mínimo de honestidade compraria 12 BILHÕES em papéis do Master? Tudo nesse país é mentira. E sobre o Brasil ter a menor taxa de desemprego da História? É muita cara de pau das pessoas que divulgam uma notícia dessa sem ficar vermelho. As instituições brasileiras estão falidas. Porque os eleitores não são informados de quem recebe Bolsa Família entra nessa estatística como desempregado? Escrevo tudo isso para lhe dizer que na minha opinião o Brasil teria que começar do zero, mas infelizmente, isso não vai mais acontecer na nossa geração. Falar do Master é chover no molhado”
KAKAY, FIGURA CONHECIDA DO STF, TÃO CONHECIDA QUE ANDA DE BERMUDAS NO PARDIEIRO, BALCÃO DE NEGÓCIOS ONDE ANTES FUNCIONAVA O STF DE PRISCAS ERAS
“Quando lá em março de 2019 o Ministro Toffoli presidia o Supremo, ele disse. Kakay, você vai ao Supremo hoje? Posso ir. Segue o Toffoli. Eu vou anunciar uma coisa importante e quero que você esteja lá. Eu vou anunciar uma coisa importante, o chamado inquérito das fake News. Quero que você defenda isso como amigo da Corte. Você é dos mais antigos advogados. Kakay Aí eu falei, claro que vou, é óbvio que você pode distribuir para o Ministro Alexandre, você é o Juiz natural. Toffoli completa. Eu não posso lhe dizer nada mas tem muita coisa acontecendo e nós estamos sendo ameaçados”
MÁRCIO POCHMANN UM “BOLSONARISTA” INFILTRADO NO IBGE CRISE DE SERVIDORES
“Presidente do IBGE é acusado de criar “IBGE paralelo” A IMPRENSA ESTATIZADA tem amnésia seletiva, mas lembro. Quando assumiu o comando do IBGE, Pochmann mudou metodologias consolidadas por servidores históricos da casa, para antecipadamente maquiar dados do PIB, Economia, Emprego, uma infinidade de coisas sérias para manipular em favor do Governo. Lembram do mapa do Brasil de cabeça para baixo, gerigonça funesta bem nos moldes da ultra extrema esquerda cleptocrata do LULA? “Crise no IBGE: mais de 600 servidores e diretores estão contra Pochmann” “Adesão de diretores de diversas áreas tira assunto da agitação sindical e eleva a crise de gestão. Pochmann é escolha pessoal de Lula e é acusado de autoritarismo por funcionários” Não se assustem, se os números do PIB, Economia e outros indicadores fiscais, financeiros, emprego, e renda vierem MANIPULADOS GROSSEIRAMENTE para ajudar o LULA a desgraçar de vez o Brasil.
Apois, Brasil… PARA QUALQUER, REPITO, QUALQUER TIPO DE ESCÂNDALO NO LULOPETISMO, STF, PGR, AGU, TCU E ASSOCIADOS, HAVERÁ ASEMPRE UM PRECEDENTE EM BRASÍLIA.
“ SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER.”
Então, vamos ao insuspeito advogado “ bolsonarista “ Kakay
“Quando lá em março de 2019 o Ministro Toffoli presidia o Supremo, ele disse. Kakay, você vai ao Supremo hoje? Posso ir. Segue o Toffoli. Eu vou anunciar uma coisa importante e quero que você esteja lá. Eu vou anunciar uma coisa importante, o chamado inquérito das fake News. Quero que você defenda isso como amigo da Corte. Você é dos mais antigos advogados. Kakay Aí eu falei, claro que vou, é óbvio que você pode distribuir para o Ministro Alexandre, você é o Juiz natural. Toffoli completa. Eu não posso lhe dizer nada mas tem muita coisa acontecendo e nós estamos sendo ameaçados”
Não que o Ministro Toffoli seja lá grande coisa, quer jurídica, quer moralmente, mas lhe falta grandeza, estatura moral para denunciar quem estava AMEAÇANDO o STF, a ponto de ao Ministro Alexandre de Moraes, SEM SORTEIO, ter sido entregue o Inquérito das Fake News, que o ex Ministro do STF, Marco Aurélio Mello nominou como Inquérito do Fim do Mundo. Esse Inquérito é a gênese de todas as DESGRAÇAS MORAIS e INSTITUCIONAIS que manietam o Brasil desses escuros dias. Não por acaso, o caso do Banco Master foi parar no STF, quando no Estado Democrático de Direito, em homenagem a ele, o Inquérito deveria estar na Primeira Instância. No entanto, AUTORITARIAMENTE, como sempre, o Ministro Moraes sequestrou o escândalo e roubalheira do Banco Master, o mesmo Banco Master que contratou sua esposa por 129 MILHÕES DE REAIS, mas Dona Viviane nunca foi nos órgãos listados no contrato para defender o Banco Master. Quando estourou a liquidação do Banco Master, recorri ao grande Millor Fernandes, que ele nos ensinou que “ Livre pensar, é só pensar “. Daniel Vorcaro, um banqueiro kamikaze, desesperado por dinheiro, viu no conluio supremo uma oportunidade. Como hiena faminta, às escondidas aviou-se o encontro de interesses recíprocos. Alexandre de Moraes, um Ministro do STF MULTIMILIONÁRIO estava sob os efeitos da Lei Magnitsky e precisava de um porto seguro para sua fortuna MULTIMILIONÁRIA. Eis que aparece Daniel Vorcaro, o banqueiro kamikaze e assume a guarda da fortuna do Ministro Moraes, ou parte dela, para escondê-la fora do Brasil e Dubai era o paraíso fiscal adequado. Lembremos que os Ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes foram a ROMA se encontrar com o controverso banqueiro Daniel Dantas para esconder suas fortunas, mas o rolo era tão grande, que nem Daniel Dantas topou a empreitada. Então a solução mágica foi o Banco Master “ CONTRATAR “ Dona Viviane Moraes, esposa do Ministro Morais e devolver 129 MILHÕES DE REAIS através de parcelas mensais de 3.6 MILHÕES DE REAIS, como honorários, coisa muito longe dos mais poderosos advogados de Brasília. O caso Master ser entregue ao Ministro Moraes, é o caso de a raposa faminta cuidar de um galinheiro. No fim das contas, “ primeiro eu “. Bem que Kakay, o advogado “bolsonarista” está ajudando a desnudar Toffoli, Moraes e quem lhes apoia, ou AMEAÇA. Como disse o ex-Ministro do STF Marco Aurélio, PEGA FOGO, CABARÉ. Se precisarem de gasolina e fósforo, procurem o advogado “bolsonarista” Kakay.