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Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm relações pessoais com Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação | Foto: Reprodução/X
Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm relações pessoais com Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação | Foto: Reprodução/X
Edição 302

E livrai-nos deste STF, amém

Precisamos, urgentemente, de uma Suprema Corte Paralela, que se debruce sobre os grandes temas que hoje estão, oficialmente, entregues aos mandos e desmandos do STF

Campeia nas estâncias do Rio Grande do Sul um ditado:
“Cachorro que come ovelha, só matando.”

De tão marcante, o adágio cruzou pontes, rios, estradas e já chega até mesmo a quem nunca viu uma ovelha na vida, mas faz uma ideia do que a ancestral sabedoria campeira quer transmitir. O fazendeiro confia nos cães para pastorear o gado, não para devorá-lo. Ainda mais quando se trata de um bichinho com uma docilidade à toda prova — assim como as pessoas do povo que, em 8 e 9 de janeiro de 2023, atenderam candidamente ao pedido de militares para que entrassem num ônibus que, segundo diziam aquelas pessoas de farda, as levaria à estação rodoviária de Brasília para retornarem às suas cidades de origem.

Acredita-se que, em muitos casos, nem seja a fome que leve um cão a perseguir e cravar suas presas no pescoço da ovelha. Pode ser por um rompante, associado ao seu instinto de caça.

O que ninguém põe em dúvida é que, depois de sentir o gosto de sangue e de experimentar a adrenalina da conquista, a fera não serve mais para a lida de ajudar os peões no pastoreio do rebanho. Praticamente impossível confiar na regeneração do animal. Assim que começar a escurecer, o “ovelheiro” degenerado voltará a agir — sob silêncio e escoltado pelas sombras da noite. Contar com a “autocontenção” da fera equivale a dar de ombros para a provável dizimação do rebanho.

“Cachorro que come ovelha, só matando”, diz o ditado.

Mas nem sempre é assim. O dono pode isolar o cachorro, especialmente à noite. Pode, também, doá-lo para quem precisa de um bom cão de guarda e não cria ovelhas em sua propriedade. O abate é recurso extremo. Especialmente para um cão que prestou tantos e tão bons serviços até sair do controle.

Enfim, soluções existem, desde que a ideia não seja a de cruzar os braços, claro.

Se você chegou até aqui, deve estar perguntando que diabos o autor quer com esta conversa sobre coisas do campo se, no título, anuncia uma sugestão para que o Brasil volte a ter uma Corte Constitucional que cumpra seu papel… constitucional.

Bem, reconheço que o paralelo é um tanto excêntrico — talvez não tanto para o ministro Gilmar Mendes, o decano da Suprema Corte brasileira e homem familiarizado com a atividade rural. Sua família possui terras que, segundo publicou a revista Crusoé, perfazem mais de 7 mil hectares. Cria gado bovino. Ovelhas, não. Nas suas fazendas, não.

Seu colega, Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, é outro que pode entender a analogia campestre que ora proponho. Não, Fachin não é pecuarista como Mendes. Mas está tentando pastorear os colegas de Suprema Corte, de modo a conduzi-los para o cercadinho de uma atuação técnica, e sobretudo decente, como é da boa tradição do STF. Propôs a elaboração de um Código de Ética, e a reação de algumas excelências à sugestão pareceu indicar um rosnar com dentes à mostra. Mal comparando, é como se comportam cães que atacam ovelhas.

Edson Fachin tenta “pastorear” ministros rumo a um Código de Ética, mas proposta é recebida com hostilidade na Corte | Foto: Fellipe Sampaio/STF

Fachin está apostando na estratégia do isolamento dos ministros de conduta reprovável. Mas, como sabem os estancieiros do Rio Grande e de todo Brasil, precisará pelo menos construir o cercado, digo, o Código de Ética. Como presidente, não tem este poder. É um ministro igual a dez outros. E, malgrado detenha a cadeira presidencial, não tem a influência de um Gilmar, de um Alexandre de Moraes e de um Dias Toffoli, as figuras que mais recebem críticas, tardias mas contundentes, da grande imprensa que até bem pouco tempo atrás comportava-se como o peão que fecha um olho, quem sabe os dois, para não alarmar o patrão.

OK, você quer saber logo de uma vez qual é a ideia mencionada no título para devolver ao Brasil uma Corte Constitucional digna deste nome.

Já estamos chegando. Antes, uma contextualização necessária.

Depois de Lula perder a eleição presidencial para Fernando Collor de Mello em 1989, o PT lançou a ideia de criar um governo paralelo. Cada ministro de Collor teria, nas hostes do petismo, um ministro que lhe faria sombra. Um especialista da mesma área do ministro, mas imbuído da fúria oposicionista que notabilizou o velho PT. Foi uma versão do shadow cabinet  (“gabinete paralelo”) criado em governos parlamentaristas da Europa.

Após a derrota nas eleições de 1989, o PT lançou a ideia de um “governo paralelo” para marcar sob pressão cada ministro da gestão Collor | Foto: REUTERS/Adriano Machado

A iniciativa nestes trópicos não vingou por muito tempo. E foi sepultada depois que o PT virou vidraça, assumindo governos estaduais, vencendo em capitais e cidades importantes e se tornando hegemônico na presidência da República desde 2003. O PSDB, oposição light aos governos de Lula e Dilma, não se interessou em fazer esta espécie de marcação cerrada ao petismo.

Lembrei do conceito de shadow cabinet agora, e não por causa do governo Lula — que bem mereceria, se tivéssemos uma oposição coesa.

A lembrança é por causa do STF.

Precisamos, urgentemente, de uma Suprema Corte Paralela, que se debruce sobre os grandes temas que hoje estão, oficialmente, entregues aos mandos e desmandos do STF.

É claro que não basta montar um tribunal paralelo dominado por visões conservadoras com a missão de examinar as decisões de um tribunal oficial aparelhado por 30 anos de governos de tendência socialista. Teríamos um Fla-Flu de teses jurídicas, quando muito. Dois vieses se contrapondo.

Foram quatro abordagens de Moraes a Galípolo — três por telefone, uma em pessoa.

Penso em um sistema baseado em inteligência artificial que se debruçasse sobre os principais temas do país com base na letra fria da lei, na melhor doutrina e na jurisprudência aplicável, com referências nacionais e internacionais. O mesmo sistema seria alimentado com todos os mandamentos éticos da magistratura brasileira e as obrigações formais impostas pela Lei Orgânica da Magistratura.

Não tenho ilusões sobre a dificuldade para implementar uma corte paralela de perfil técnico e, sobretudo, desfulanizado. Quem, dentre os amigos, parceiros ou advogados próximos de Gilmar, Moraes e Toffoli, por exemplo, aceitaria abrir mão de um acesso privilegiado às suas supremas decisões, e voltar ao plano dos mortais para, como todo brasileiro, curvar-se a um sistema judicial em que você não é nem menos nem mais do que ninguém?

A implementação de uma corte técnica esbarra nos interesses de quem lucra com o acesso direto às decisões supremas | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Uma proposta complexa? Sim. Inexequível? Talvez. Mas é inegável que algo precisaremos fazer para, voltando ao termo empregado acima, desfulanizar a Justiça brasileira.  

Hoje, todas as instâncias do Judiciário olham, impotentes, para uma lista exasperadora de abusos e afrontas à lei e à ética, de ministros que têm amigos, têm inimigos, têm patrocinadores, têm protegidos. Quem figura na capa do processo, como réu ou como autor, já sabe como tende a ser a decisão ou a sentença — principalmente quando o caso chegar à Suprema Corte. E se sabe qual será o desfecho do processo, não é pela qualidade da peça jurídica que construiu, mas pela influência de seu advogado.

O escandaloso caso do Banco Master, que contratou o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por indecentes R$ 129 milhões, é a pá de cal na reputação do STF pela cifra em si, pelo objeto vago do contrato e pelo silêncio do casal sobre o assunto há mais de duas semanas. A jornalista Malu Gaspar, a mesma que havia revelado a fortuna oferecida ao escritório da família Moraes, trouxe a informação, confirmada a ela por seis diferentes entrevistados, de que o próprio Moraes contatou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressando preocupação com a situação do Banco Master. Não foi uma vez só, informou Malu. Foram quatro abordagens de Moraes a Galípolo — três por telefone, uma em pessoa.

Contrato de R$ 129 milhões com esposa de Moraes e silêncio do casal sobre o caso são apontados como golpe na reputação do Supremo | Foto: Shuttterstock

Isto tem nome. É lobby.

Na fazenda, se sabe. Cachorro que come ovelha não pode seguir no pastoreio.

Leia também “E os R$ 129 milhões”

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25 comentários
  1. Eugênio Esber
    Eugênio Esber

    Sim, Joaquim, o diagnóstico está corretíssimo. O que está em questão, agora, é como sanear um país controlado por quem mandou a lei e as instituições às favas. Jogo duríssimo.

  2. Joaquim Días do Nascimento Júnior
    Joaquim Días do Nascimento Júnior

    É evidente que a permanência de ministros como Moraes, Dino, Tofolli, Mendes, além de outros é claro, mas o quarteto em particular nas hostes da Suprema Corte brasileira é uma afronta aos mais comezinhots ditames jurídicos. Além da ausência de notável saber jurídico (um deles foi classificado como estagiário) e a falência da moralidade exigîda na conduta do cargo, demonstram a urgência de tomada de providências no sentido de melhorar e muito a composição de tribunais superiores, pois no STJ também há uma preocupante investigação da Polícia Federal quanto a venda de decisões por ministros ou seus gabinentes, o que coloca em risco total a credibilidade e a segurança jurídica, isto sem mencionarmos a possível proximidade de membros de tribunais com o crime organizado.

  3. Daniel BG
    Daniel BG

    Logo Fachin, quem deu a canetada em 22 e logo após discursou como quem havia decretado a polarização. Só não percebia que a polarização que criara se encontrava dentro do próprio STF.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Certos termos, Daniel, de tão repetidos, acabam servindo para enevoar a visão do povo. Polarização é uma palavra elegante para designar o que seria um “problema”. É um falso problema. Na maior parte das vezes, na vida, na política, em tudo o que fazemos, temos de escolher um caminho e, obviamente, rejeitar outro. Aproximamo-nos, naturalmente, de um ou outro pólo de avaliação e de leitura da realidade. Quanto ao discurso de Fachin, bem, dediquei um artigo inteiro a isso (“Crônica de um discurso oco”).

  4. Eugênio Esber
    Eugênio Esber

    Obrigado, Lourival, pela análise. Praticamente um artigo. Quem acompanha em minúcias os acontecimentos, como é o seu caso, se desespera com tantos absurdos, mas um dia este estado de coisas há de ter um fim. Quem sabe o fim já tenha começado a acontecer?

  5. TOMAS DE AQUINO PORTES E CASTRO
    TOMAS DE AQUINO PORTES E CASTRO

    E o judiciário brasileiro, o mais caro do planeta, entre os mais incompetentes e ineficientes e, agora, recordista em corrupção. É a ditadura do judiciário já relatada por Moraes, contra ela não há a quem recorrer. Estão a usando em causa própria. Todos sabem das corrupções praticadas por eles, mas não há a quem recorrer, a não ser a eles próprios. Fica fácil, né!

  6. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    COM A PALAVRA, O PRESIDENTE BUKELE DE EL SALVADOR
    “ SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER.”
    Para Pedro Malan, Ministro da Fazenda (1995-2002) e Presidente do Banco Central (1993-1994), “ NO BRASIL, ATÉ O PASSADO É INCERTO “ Para o grande Tom Jobim, “ O BRASIL NÃO É PARA AMADORES “ A velha imprensa venal e por isso estatizada, é parte significativa dos problemas que assolam o Brasil. É a mesma velha e venal imprensa que tocou o terror desde que Bolsonaro foi candidato e venceu a Eleição de 2018. Nossa Senhora da Internet tem tudo salvo e pode mostrar aos de demência seletiva. Nas Eleições de 2022, o EXTREMO JUDICIÁRIO digno de referência ao Presidente Bukele, PROIBIU que os eleitores falassem que o LULA é, como continua sendo, CORRUPTO, LAVADOR DE DINHEIRO e amigo de DITADORES. Quem duvidar, pode verificar o quanto LULA continua sendo AMIGO DE DITADORES como Maduro da Venezuela, Xi da China, Ortega da Nicarágua, Miguel Díaz-Canel de Cuba. Convém lembrar que nas mesmas Eleições de 2022 tivemos por aqui as injunções do Governo Biden dos Estados Unidos através da Diplomata Victoria Nuland, Departamentos de Estado e Justiça, NSA, CIA, FBI, Generais COAGINDO Generais Melancianos tupiniquenses e sabe lá Deus mais quais intervenções, tudo com a uníssona APROVAÇÃO do STF, TSE, IMPRENSA VENAL, que nós sabemos muito bem a quem ela SERVIU durante quatro anos ferozes. Como no “ Brasil o passado é incerto e não é para amadores “, essa mesma velha imprensa hoje ESTATIZADA finge que acordou do torpor diante de tantos casos absurdos para um país que mente ser NORMAL. O Desgoverno LULA 3 formou com o STF um Sindicato feroz de fazer inveja ao Marcos Camacho e Luís Fernando da Costa, exercendo PODER TOTALITÁRIO de fazer inveja a Pol Pot, Hitler, Lenin, Stalin, Franco ou Mussolini, tanto faz. O STF submeteu-se aos “ agrados “ do LULA, Banqueiros, graúdos empresários, virou um MONSTRO e hoje padece pela rala APROVAÇÃO de 14% dos esfolados brasileiros pagadores de impostos que pagam suas vidas de luxo. O STF, com o apoio do parvo PGR normatizou as próprias ignomínias, mas como criança birrenta avoca para si todos os poderes da República, que anui covarde e subserviente. Suponhamos que a brilhante Advogada Maria do Socorro de Oliveira Penteado de Noronha e Silva, com muitos títulos como PhD, Prof. Dra, Doutora em Direito, filha de família de classe média, moradora em Xique-Xique de Portela e que vai atuar no STF em duas causas, uma contra o Banco Master, defendido pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do Ministro Alexandre de Moraes e contra a JBS, representada pela advogada Roberta Rangel, esposa do Ministro Dias Toffoli. Ganha uma passagem só de ida Sudão do Sul, Somália, República Democrática do Congo ou Iêmen, para quem acertar qual advogada vencerá as pendengas, ou mesmo estimar o valor dos paquidérmicos honorários. Tenho um caso clássico, ilustrativo, mas nem por isso menos bizarro. Após o “ árduo trabalho “ da advogada Roberta Rangel, se marido, o Ministro Toffoli perdoou uma dívida de 10,3 BILHÕES DE REAIS da notória JBS. Considerando que a média de honorários para sucesso em Tribunais MUITO Superiores em Brasília seja de 25%, que sim pode ser negociado, a família do MILAGROSO Ministro Toffoli e sua sortuda esposa, ficou mais rira R$ 2.750.000,000,00 Não estranhem. São sim 25% sobre uma fortuna de 10,3 BILHÕES DE REAIS, conta que qualquer calculadora Xing Ling pode fazer. A Professora Doutora Maria do Socorro de Oliveira Penteado de Noronha e Silva foi PROIBIDA DE MOSTRAR PROVAS CONTRA O PROCESSO FRAUDULENTO E FOI RETIRADA do Tribunal pela Polícia do Judiciário. Quem acha isso normal, é CÚMPLICE!

  7. Osmair Mendonça
    Osmair Mendonça

    Essa corte é envergonha qualquer cidadão brasileiro.. São missionários, julgam errado e ganham com isso. Lixo, puro lixo.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Seu repúdio é o de muitos brasileiros, Osmair. Aliás, corte? Que corte?, muitos se perguntam.

  8. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Eugênio Esber, oportuno seu artigo e a comparação com a ovinocultura.
    Lembro de quando tinha uns 10 anos de idade, meu amigo Walter Schwartz me presenteou com um carrinho que ele não queria mais.
    Chegando em casa minha mãe questionou a origem do brinquedo e eu informei ter sido presenteado pelo Walter.
    Como éramos vizinhos, minha mãe me pegou pelo braço enquanto segurava o carrinho com a outra mão e nos dirigimos à casa do Walter.
    Fomos atendidos com gentileza pela Dona Dora sua mãe e o Walter foi chamado.
    Chegando a nossa presença minha mãe perguntou a ele se havia me presenteado com o tal carrinho o que foi prontamente confirmado.
    Embora não entendesse, eu havia tido uma aula de ética.
    Agora se alguns dos 11 usuários de togas que vilipendiaram a Constituição Federal e os ritos processuais necessitam de um código de ética, é porque não possuem um dos princípios para ocupar o Plenário do STF que é o comportamento ilibado.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Não poderia estar mais de acordo com a sua visão, Donizete. Código de conduta não vai parar quem sequer se submete às leis e faz uso alargado ou absurdamente restrito de comandos constitucionais, ao sabor de suas conveniências.

  9. José Pedro Scatena
    José Pedro Scatena

    Um texto que amarra do título ao ponto final e faz a imaginação dar cambalhotas. Na minha, vejo a matilha de cães hidrofobos espalhando o vírus para as cortes abaixo, numa epidemia incontrolável de interesses e arbítrio. Os sinistros estão babando.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Tocas num ponto essencial, José Pedro: a contaminação de tribunais inferiores, que já vem se tornando realidade – mas ainda há tempo de detê-la.

  10. Ulisses Sampaio Colares
    Ulisses Sampaio Colares

    A matilha toda tem que ser substituída. As ovelhas somos nós, até quando vamos aceitar sermos abatidos e mastigados por eles ?

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Também me pergunto, Ulisses: até quando? Normalmente, o primeiro pensamento que vem é pessimista. Mas já estivemos em situação pior – basta ver o levante, tardio mas real, de setores da elite brasileira, contra a autoconspurcação da suprema corte.

  11. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Ironia não é humor! Não tem nada pra rir ! Primor de texto!

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Pois é, Leonardo. O riso solto, de felicidade pura, terá de esperar. Quem sabe 2026 nos surpreeenda positivamente?

  12. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    Analogia perfeita. O difícil será nos livrarmos desses lobos raivosos e sedentos do nosso sangue.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Concordo, Ana Cláudia. Será dificílimo. Mas apresentei uma sugestão para desfulanizar a Justiça – e convido outras pessoas, sejam elas do campo do direito ou não, a também pensarem sobre como é possível virar este jogo tão viciado em lobby e ambições pessoais que corrói o Judiciário brasileiro e fere a consciência ética da nação.

    2. Ana Maria de Miranda
      Ana Maria de Miranda

      Quem sabe acabando com o governo federal e com as centenas de instituições aparelhadas, centralizadas em Brasília, onde tudo se vende e tudo se compra? Federação de direito e de fato já, voto distrital puro, representação parlamentar exatamente na proporção da população de cada Estado, mandatos curtos, sem reeleição, para todo e qualquer cargo, e tudo, a começar pelo orçamento, arrecadado e aplicado nos Estados, etc, etc. Ah, e extinção de foro privilegiado para todas as “otoridades”! Os atuais congressistas não farão nada, uma nova Constituição é necessária, convocada por iniciativa popular, e, para ganhar tempo, aproveitando o modelo que o Prof. Modesto Carvalhosa publicou, bem como muitas das sugestões práticas para pôr o Brasil nos trilhos, do Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, e do jornalista Fernão Lara Mesquita, alguns dos poucos que se dedicam a pensar um Pais para todos..

  13. ELIAS
    ELIAS

    A analogia é perfeita. Somos um povo de ovelhas, dóceis e submissas que se entregam aos cães raivosos e sedentos de sangue do ventrículo direito do rebanho. Porém não há canil paralelo que substitua o bando que tomou gosto pela caça.

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Sim, Elias, acho que entendo tua afirmação de que não há “canil paralelo” que possa dar conta da missão. Por isso mesmo me vem a idéia de “desfulanizar” a Justiça com o emprego de inteligência artificial. Já temos leis demais, e uma Constituição detalhista demais. Basta aplicar o que está codificado em lei e no texto constitucional, sem dar margem a tráfico de influência nem dar campo a “criatividades”. O resultado será segurança jurídica. E previsibilidade.

  14. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Mais uma vez o magistral artigo de Eugênio Esber, É um clássico para ser degustado por todos que amam a boa leitura. A analogia com os cães de pastoreio e o STF é de fato sensacional.Apenas a tarefa de repensarmos o que essa corte de justiça juntamente com a permissão do atual governo destruiu nosso país nos últimos anos..

    1. Eugênio Esber
      Eugênio Esber

      Prezada Teresa: dia chegará, e com a graça de Deus haverá de chegar logo, em que celebraremos, em um grande carnaval, pelas ruas e pelos campos, a refundação da Justiça brasileira. Vai dar trabalho, sem dúvida. O país, como bem disseste, está moralmente destruído. E o mal, entronizado.

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