— Que show legal! É comemoração de quê?
— Não é comemoração. É protesto.
— Protesto contra o quê?
— Contra a ditadura.

— Ah, muito bom. Esse regime tá pesado mesmo.
— O protesto não é contra esse regime.
— Ah, não? É contra qual regime?
— É contra a sombra do autoritarismo que ameaça o sol da democracia.
— Cadê essa sombra? De onde ela vem?
— Do passado. Você não ouviu falar do fantasma da ditadura? O Brasil ganhou até Oscar por causa disso.
— Ah, bem que eu vi a Nanda em cima do palco. Ela tá defendendo a liberdade?
— A liberdade, as mulheres e as árvores.
— Isso é importante. Teve até uma mulher que ganhou o Nobel da Paz pela luta contra a ditadura, né?
— Essa mulher não é importante. Nem essa ditadura.
— Não entendi.
— Não é pra entender. É pra decorar.
— Ah, tá. E aquele cercadinho ali na frente do palco? O que é aquilo?
— Área VIP.
— Protesto com área VIP?
— Qual é o problema? Se tem pessoas diferenciadas no protesto tem que ter área VIP.
— O que são pessoas diferenciadas?
— Pessoas que não são da ralé.
— Ah, entendi. As pessoas diferenciadas que estão protegendo o povo têm uma área protegida do povo.
— Os líderes não podem correr riscos. Senão o fantasma da ditadura volta.
— Mas não seria interessante eles se misturarem um pouco com o povo? Afinal o povo está ali por causa deles.
Artistas manifestam no Rio de Janeiro contra o Congresso e os desmandos de Hugo Motta.
— Cídya Mara🚩 (@arc_maiana) December 14, 2025
SEM DOSIMETRIA pic.twitter.com/4wO25MUa2J
— O papel do povo é aplaudir e sair na foto.
— É um papel nobre.
— Muito nobre. O povo é tudo.
— Eu vi nas músicas. São lindos os versos contra a tirania.
— O importante é deixar claro que o problema está na tirania do passado.
— O passado é muito perigoso.
— Que bom que você entende. O perigo do passado é que ele fica ali, com cara de quem já passou, e quando não tem ninguém olhando ele volta.
— Não tem um jeito de proibir o passado?
— Olha, proibir não digo. Mas um bom corretivo já está sendo dado.
— Tem coisas muito desagradáveis no passado, né?
— E constrangedoras também. Se o passado estivesse intacto, esses cantores não teriam nem cara de subir no palco.
— Ficaria chato defender certas figuras do presente, né?
— Bota chato nisso.
— Que bom que tudo foi superado e a dignidade dos nossos artistas está salva.
— Agradeça também à nossa imprensa. Não pense que foi fácil colocar todo mundo olhando pelo retrovisor pra se defender de um fantasma.
— Haja efeitos especiais!
— Por isso ganhamos o Oscar.
— E vem outro aí…
— Temos chance.
— E o que a gente faz se ganhar mais um Oscar?
— Dedica ao Lula e faz outro show contra o fantasma da ditadura.
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Esses artistas decrépitos , poderiam nos poupar, e não aparecer… dá até um asco ver essa gente feia. Suas criações são do século passado. Nunca mais produziram nada. Ficam esses baba-ovo que vivem nos idos dos anos 70 aplaudindo esse conluio de perdedores. Caiam na vida privada, seus boçais! Vão viver de sua arte! Larguem da teta pública! Vamos ver se pagam suas contas! Ninguém sabe quem são vocês.
A única serventia desses agrupamentos de desprovidos de massa encefálica é podermos ver quem grita “ sem anistia”, sendo muitas vezes, um anistiado.
Deus tenha piedade dos reféns , a quem acusam injustamente , e quanto a vocês, colherão. A cobrança vem, usaram seu “ poder” para semear o mal. Não será impune.
Fiuza, insuperável, show.
Maravilhoso o texto do Fiuza
Entendi mestre Fiuza, agora também tem os mortadela gourmet defumada.