Ganhar eleição ou tomar o poder? A resposta de José Dirceu, numa entrevista ao espanhol El País, em setembro de 2018, às vésperas da eleição que levou Bolsonaro à Presidência, faz a gente pensar, sete anos depois. “Dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.” Como o tempo é o senhor da razão, hoje fica menos difícil decifrar o que parecia frase de esfinge. Lula foi descondenado, virou ficha limpa e virou presidente pela terceira vez, no quinto mandato do PT. O PT, enfim, tomou o poder?

A esquerda nunca se descuidou da doutrinação. Aplicou Gramsci com persistência. Começou na universidade e no meio artístico, o que há 90 anos o Partido Comunista tentou pelas armas, sem sucesso. Agora a esquerda sabe que mais seguro para a tomada do poder é tomar as mentes. A via universitária e artística rendeu. Espalhou-se pelo Ministério Público e infiltrou-se no Judiciário; da classe artística e das faculdades, foi para mídia, num domínio massivo — e isso foi essencial para as escolhas das pautas, não necessariamente geradas por fatos. Como a Teologia da Libertação, infiltrou-se na Igreja há muitas décadas.
Como na Intentona de novembro de 1935, os proletários são minoria. Há 90 anos, a massa era de militares; hoje a massa está mais ampla e se espalha com seus objetivos e doutrinas abertamente, expressamente. Quando o então presidente do Supremo, ministro Barroso, defendia um novo Supremo como tribunal político, estava realizando o sonho de repetir tribunais do partido, como havia na União Soviética. E a Constituição, feita para impedir tomada de poder que não fosse por eleições, ficou secundária ante o novo poder político de
uma corte sem a legitimidade do voto, mas com poder acima da Constituição e dos princípios do devido processo legal, de descondenar um e condenar outro, dependendo da cor ideológica.

Os movimentos precisaram do silêncio da mídia, que abandonou sua razão de existir: a crítica, a fiscalização, a defesa da lei; a OAB fez o mesmo, ao esquecer sua vocação. A garantia dos poderes constitucionais, a defesa da lei e da ordem, como está na Constituição sobre as forças armadas, ficou camuflada. Os pagadores de impostos continuaram pagando cada vez mais impostos, enquanto o governo gasta cada vez mais e a elite do Estado anula mais um preceito constitucional: o limite de vantagens. Mais de 53 mil pessoas da nomenklatura brasileira recebem acima do teto máximo previsto na esquecida Constituição.
A rede social desmascara o Mágico de Oz, um fraco com megafone; tira o poder do Irmão mais Velho, o Big Brother de Orwell.
A tomada de poder exige debilitar a força abstrata e moral da Constituição, porque ela é o documento que limita o poder do Estado e garante aos indivíduos direitos fundamentais. Foram desrespeitados na pandemia, porque a mídia criou a síndrome das covas abertas, a esperar os que não se paralisassem de pânico. Como se precisasse de mais “covas”, vieram as prisões do 8 de janeiro, para que não ousassem levar ao pé-da-letra o único parágrafo do primeiro artigo da Constituição, que estabelece o regime democrático dizendo que todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente.
Somos mais de 210 milhões. Em junho, no julgamento do marco civil da internet, a ministra Cármen Lúcia afirmou que é preciso “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos soberanos dominem os espaços digitais no Brasil”. A ironia revela muito. Foi a internet que ampliou a voz da fonte do poder. Qualquer pessoa que tinha sua voz limitada a alguns metros de alcance, agora pode alcançar o planeta inteiro. Um brasileiro do Chuí pode ser ouvido ou lido nos confins de Roraima. A ágora digital se tornou o lugar dos debates, dos gritos, das mentiras e verdades, da crítica e do elogio, dos engodos e das denúncias. A voz do povo. A voz do soberano.

Os tiranos se assustam e reagem. Antes podiam dominar meia dúzia de canais de informação. Agora ainda podem comprá-los, convertê-los em agências de propaganda, mas a rede social desmascara o Mágico de Oz, um fraco com megafone; tira o poder do Irmão mais Velho, o Big Brother de Orwell. “Viva la muerte” — gritou o general franquista Milán Astray quando invadia a Universidade de Salamanca para prender seu reitor Miguel de Unamuno. Hoje se repete em desespero o grito de “Viva a ignorância”, porque os ignorantes são a massa de manobra dos votos para a conquista formal, via voto, na tomada do poder. Ignorância de milhões e fanatismo de milhares explicam a concordância com a desordem, a ausência de valores, a destruição vocacionada, a sede de poder pelas vantagens fisiológicas.
Por isso se compram votos usando benesses com o dinheiro dos pagadores de impostos. A lei eleitoral proíbe, mas o que é a lei ordinária ante uma Constituição desrespeitada em suas cláusulas mais pétreas, diamantinas? O governo gasta cada vez mais com propaganda. Se, em vez de propaganda, aplicasse em bons serviços públicos, a propaganda seria espontânea e verdadeira. Assim como está, é enganosa. Talvez agora mais representantes do povo e dos Estados estejam caindo na real, de que não se reelegerão se não agirem, pois nas redes sociais os eleitores vão se informar e trocar opiniões sobre como agiram seus representantes. A correção da rota de desastre do Brasil começa em cada eleitor.
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SOBRE TOMAR O PODER.
As Eleições de 2022 no Brasil foram precedidas por périplos dos enviados do então Presidente americano Joe Biden, para atuarem aqui de forma ostensiva, “ como nunca antes na História deste país” para a QUALQUER custo o Bolsonaro não ser reeleito. Por aqui, flanaram de forma ostensiva, com alforjes fornidos, a Diplomata Victoria Nuland, os Departamentos de Estado e Justiça, NSA, CIA, FBI, graúdos Generais do Tio Sam coagindo Generais Melancianos, como se fosse algo normal. Daí que houve o “ engasgo “ do sistema de votação, que quando acabou o hiato, o Lula “ venceu “ a Eleição à Presidência com vantagem de 1%. Bem que o celebrado Maestro Tom Jobim nos avisou que “O Brasil não é para amadores”. Para melhor ilustração, o Economista, ex Ministro da Fazenda do FHC, nos lembrou que “ No Brasil, até o passado é incerto.” Como a VELHA IMPRENSA PERMITIU-SE SER ESTATIZADA pelo LULA, eis que a foia, sim, foia, começa a preparar o ambiente para as narrativas de ocasião, pois nem ela, a “ foia “ acredita na reeleição do Lula. “ Abin vê riscos de interferências externas e de atuação do crime organizado nas eleições de 2026.” Onde estava a ABIN em 2022?
Aí aparece um portal que faz 360 piruetas para tentar aprumar o xote. “ Abin lista riscos para 2026 e fala em ameaça à eleição Relatório cita desinformação, interferência externa e vulnerabilidade digital como principais focos de preocupação..” A publicação identifica 5 eixos centrais de risco para 2026: 1-segurança do processo eleitoral; 2-transição para criptografia pós-quântica; 3-ataques cibernéticos autônomos com IA; 4-reconfiguração das cadeias globais de suprimentos; 5-dependência tecnológica e interferência externa. ” Dona ABIN, um país cujo Presidente gaba-se que ninguém vai interferir na “ SOBERANIA DESTE PAÍS “ é antecipado pedido de desculpas, ou fracasso por falta proteção cibernética? “ A Abin destaca a necessidade de avançar na soberania digital, mas alerta para obstáculos como: dependência de hardwares estrangeiros; concentração de poder em big techs, que “monopolizam dados e desafiam estruturas estatais.” Ninguém com mais de um neurônio engole essa lorota, dona ABIM. Vamos a JOSÉ DIRCEU, Dona ABIN? “Quem quer alterar a legislação Penal ou Constitucional, tem que ir ao Congresso Nacional. O Judiciário não é. O Problema é que o Supremo Tribunal Federal, não sei porque esse nome Supremo, entendeu. Corte Constitucional, primeiro devia tirar todos os poderes do Supremo e ser uma Corte Constitucional. Depois que Judiciário não é Poder da República. A nossa Constituição estabeleceu Três Poderes, mas só existem Dois Poderes ELEITOS que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é um órgão, que se assume os poderes do Executivo e Legislativo abertamente, porque quando um Ministro do Supremo Federal avoga pra si um Decreto Presidencial sobre um INDULTO que é exclusiva competência discricionária do Presidente, nós estamos caminhando para uma ditadura da toga.” Vamos a JOESLEY BATISTA, Dona ABIN? “ “ E no final, a realidade é essa. NÓIS não VAI ser preso. NÓIS sabemos que NÓIS NUM vai. Vamos fazer tudo, menos ser preso. Surtou por causa do Zé. Não, surtou porque NÓIS SABE se NÓIS entregar o Zé, NÓIS ENTREGA o Supremo. Eu falei pro Marcelo. Ô Marcelo, “ cê “ quer pegar o Supremo? Quero. Pega o Zé. Guarda o Zé que Zé ENTREGA o Supremo.” Bem que Tom Jobim e Pedro Malan nos avisaram, Brasil. Agora, valei-nos São Bukele!
Excelente!
Lembro do Hadad bem antes das eleições de 2022, respondendo a um comentário que com Lula preso o PT não teria nenhuma condição de ganhar o pleito, quando de imediato respondeu, “mais isso vai ser revertido”, fiquei desconfiado de tanta certeza.
As Forças Armadas está repleta de vermelhinhos.
Alexandre Garcia, seu ótimo artigo remete a reflexões.
O RS um Estado com paisagens cinematográficas e povo trabalhador é também a pátria da esquerda brasileira.
De Luiz Carlos Prestes a Maria do Rosário e Paulo Pimenta o estado é um celeiro de esquerdistas.
O filme Adeus, Lenin! que conta parte da história do socialismo na antiga Alemanha Oriental após a queda do muro de Berlim, mostra em uma de suas últimas cenas 2 senhores caminhando pela rua e um fala ao outro: nos enganaram por 40 anos.
As eleições de 2026 no Brasil tem cheiro de Venezuela e espero não ser enganado por 40 ou mais anos até porque não tenho mais idade para viver esse tempo todo.
Eu estou com medo. Muito medo. Como vamos sair dessa ditadura, cada vez mais forte, se todos os segmentos da sociedade foram tomados? Somos quantos que não se renderam? Somos quantos que mantiveram a lucidez? E esses,quantos, o que poderão fazer para reverter esse quadro demoníaco
A midia tradicional é um lixo, liderada pela rede esgoto, a cada dia perdendo audiência.
Só que com a tomada do poder pelo Zé D(aniel) as eleições vão dar o resultado que eles querem com a vantagem das urnas não serem as do maduro que teve sua farsa demonstrada para o mundo e simplesmente ficou lá…aqui vai ser o mesmo, a não serque realmente Trump consiga a queda de maduro dealguma forma, aí talvez o efeito seja o mesmo aqui
A desacreditada imprensa tradicional, ante a fuga de assinante por culpa dela mesma, homiziou-se no CONSÓRCIO STF/PGR/TSE/LULA/PT tornando-se, com muito gosto e milhões de Reais, a IMPRENSA ESTATIZADA por covardia, cumplicidade, desapreço aos fatos e à verdade, tornou-se porta-voz ESTATIZADA do REGIME SUPREMO PT, abdicando de fazer jornalismo e perdendo assinantes. Agora a IMPRENSA ESTATIZADA finge demência seletiva, como se o Brasil não soubesse do que esses pobres diabos fizeram. CENSURADO por anos pelo Governo Sarney, o Estadão finge ser uma Madalena arrependida assustada com o monstro da CENSURA, das ilegalidades processuais, das provas falsificadas, do CLEZÃO morto sob a TUTELA DO ESTADO BRASILEIRO por sadismo, ódio, egocentrismo e gosto por ser DITATOR de opereta bufa. Mas vem um tal de Andreazza cheio de dedos tentado escolher as palavras, pois sabe que por culpa dele mesmo, o Andreazza ajudou a esculhambar a DEMOCRACIA do Brasil e a bem da verdade, não foi apenas ele, mas os jornalulistas venais também são sócios nessa desgraça institucional. Vejam a idiotice tardia do Andreazza. “ O gênio xandônico não voltará mais à lâmpada “ É mesmo, Andreazza? Tá com medinho agora de fazer jornalismo digno do termo para tentar uma tardia remissão? Talvez, Andreazza, Nayib Bukele, Presidente de El Salvador lhe lembre o óbvio. “SE VOCÊ NÃO DESTITUIR OS JUÍZES CORRUPTOS, VOCÊ NÃO CONSEGUE CONSERTAR O PAÍS. ELES FORMARÃO UM CARTEL – UMA DITADURA JUDICIAL – E BARRARÃO TODAS AS REFORMAS, PROTEGENDO O SISTEMA CORRUPTO QUE OS COLOCOU NO PODER” Andreazza, foi o gênio xandônico que mandou a Polícia Federal COAGIR, uma criança de sete anos, outra de catorze, retirando-lhes telefones celulares, apreendeu dispositivos eletrônicos da mãe dessas mesmas crianças. Você sabe, Andreazza que a Rebeca, esposa do Deputado Federal Ramagem e as duas filhas no casal não têm nenhum processo em andamento contra elas, mas onde você estava, Andreazza, que não tentou ao menos buscar para a COAÇÃO, SEM QUE ELAS TENHAM SIDO CITADAS EM NENHUM, REPITO, ANDREAZZA, NENHUM PROCESSO, ANDREAZZA. VOCÊ AJUDOU A CRIAR O GÊNIO XANDÃO, O MONSTRO XANDÔNICO, VOCÊ FOMENTOU A SANHA XANDÔNICA E TRIPUDIAVA DE QUEM ERA PERSEGUIDO, mas se você não andar na linha, Andreazza, talvez a sanha xandônica lhe baterá à porta, mesmo você sendo servil ao REGIME. Mas o xote se apruma, Andreazza, caso você tenha tutano, profissionalismo e honestidade, coisa que duvidamos. ENTREVISTA DE JOSÉ DIRCEU “Quem quer alterar a legislação Penal ou Constitucional, tem que ir ao Congresso Nacional. O Judiciário não é. O Problema é que o Supremo Tribunal Federal, não sei porque esse nome Supremo, entendeu. Corte Constitucional, primeiro devia tirar todos os poderes do Supremo e ser uma Corte Constitucional. Depois que Judiciário não é Poder da República. A nossa Constituição estabeleceu Três Poderes, mas só existem Dois Poderes ELEITOS que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é um órgão, que se assume os poderes do Executivo e Legislativo abertamente, porque quando um Ministro do Supremo Federal avoga pra si um Decreto Presidencial sobre um INDULTO que é exclusiva competência discricionária do Presidente, nós estamos caminhando para uma ditadura da toga.” QUANTO À TOGA, Andreazza, vamos ao notório Joesley Batista, íntimo do REGIME, que talvez não tolere a sua “ conversão “. JOESLEY BATISTA SOBRE GRAMPEAR JOSÉ EDUARDO CARDOZO “ E no final, a realidade é essa. NÓIS não VAI ser preso. NÓIS sabemos que NÓIS NUM vai. Vamos fazer tudo, menos ser preso. Surtou por causa do Zé. Não, surtou porque NÓIS SABE se NÓIS entregar o Zé, NÓIS ENTREGA o Supremo. Eu falei pro Marcelo. Ô Marcelo, “ cê “ quer pegar o Supremo? Quero. Pega o Zé. Guarda o Zé que Zé ENTREGA o Supremo.” Claro, Andreazza, que você não tem profissionalismo, honestidade, independência para publicar, sequer lembrar o que disseram José Dirceu e Joesley Batista, porque você faz parte da DITADURA que quer calar a todos.
a imprensa sempre foi esquerdista, desde sempre, conta a lenda que quando da implantação de filiadas da Globo, o Iineu Marinho orientava a contratação de jornalistas de esquerda, dizendo que o sucesso da emissora afiliada seria certo,,,,,,