Se dependesse do movimento feminista moderno, todos os homens seriam uma espécie de Justin Trudeau. Qualquer vestígio de masculinidade do tipo provedor e protetor é logo chamado de “masculinidade tóxica”. Produzir homens afeminados e fracos parece ser a missão consciente dessas feministas. Mas o sucesso de gente como Jordan Peterson mostra que há enorme demanda pelo resgate de uma visão mais digna e masculina dos homens.
Um ótimo exemplo disso foi o acordo assinado por Taylor Sheridan esta semana. Autor de Yellowstone, entre vários outros shows e filmes com figuras masculinas e femininas fortes, Sheridan nunca perdeu tempo com lacração, com pedágio para a ideologia woke. Ele produz bom entretenimento, histórias instigantes com seus roteiros, e usa de certa violência como pano de fundo. O público simplesmente adora.
O resultado está aí: o prolífico escritor e diretor de Tulsa King está migrando da Paramount para a NBCUniversal, começando com um contrato de filme que entrará em vigor no próximo ano. O acordo de TV de Sheridan com a Paramount não termina até o final de 2028, mas já o transferiu para a NBCUniversal para quando terminar. E as cifras são astronômicas, podendo chegar a US$ 1 bilhão por oito anos de trabalho na nova parceira.
“Passei os primeiros 37 anos da minha vida fazendo concessões”, disse Sheridan ao The Hollywood Reporter em 2023. “Quando parei de atuar, decidi que contaria minhas histórias do meu jeito, ponto final. Se você não quer que eu as conte, tudo bem. Devolva-as e encontrarei alguém que o faça — ou não, e então as lerei em algum maldito jantar-teatro. Mas não vou fazer concessões. Não há como fazer concessões”, disse.

O autor de Sicário, Landman e Mayor of Kingstown não renega suas raízes de fazendeiro do Texas. Sua conexão com o estilo de vida de cowboy vem de sua mãe, que era originalmente de Waco e gostava de visitar a fazenda de seus avós naquela área. Quando Sheridan tinha 8 anos, sua mãe insistiu em comprar um rancho em Cranfills Gap para que seus filhos pudessem “aprender em primeira mão sobre o sentimento pacífico de liberdade na natureza”. Sheridan aprendeu a ser um cowboy durante as frequentes visitas de sua família ao rancho quando era criança, no final dos anos 1980.
Sheridan se destaca como alguém que escreve boas histórias para adultos sem firulas, e isso tem muito valor.
Essa influência ficaria evidente em seu maior sucesso, Yellowstone, além das prequelas 1883 e 1923. Em 2017, Sheridan criou a série de televisão Yellowstone, estrelada por Kevin Costner, que foi ao ar na Paramount Network por cinco temporadas consecutivas, a partir de 20 de junho de 2018. O personagem de Costner é o típico “machão” e encantou o público.
Os números não mentem: a audiência da série cresceu a cada temporada. A estreia da terceira temporada atraiu 7,6 milhões de telespectadores, e a estreia da quarta temporada registrou 12,7 milhões de telespectadores. A estreia da quinta temporada atraiu 12,1 milhões de espectadores. O sucesso retumbante explica o acordo assinado com a NBCUniversal. Sheridan é alguém que entrega resultados.
Num universo em que tantos produtores e roteiristas tentam acenar para a patota politicamente correta, Sheridan se destaca como alguém que escreve boas histórias para adultos sem firulas, e isso tem muito valor. “Quem lacra não lucra”, diz o ditado. E basta pensar em vários lançamentos fracassados da Disney e outros estúdios, que fizeram enormes concessões ao mundo woke, para constatar isso. É nesse contexto que o bilhão acordado com Taylor Sheridan merece destaque. É o reconhecimento de um trabalho bem-feito, e feito para adultos. É o resgate do homem forte num mundo de gente afetada e afeminada.

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Eu gostei do artigo. Bom saber que ainda há cineastas sérios e competentes num mundo de frescura e homens fracos
Hoje está muito difícil encontrar seja onde for alguma coisa que preste entre séries e filmes
OK, Constantino, pra você que está levando uma vida bem mais leve aí nos EUA (câncer à parte), talvez seja divertido falar de Sheridan, Yellowstone, Paramount e outras mumunhas totalmente dispensáveis. Por que você não gasta o precioso tempo do brasileiro que lhe lê para falar da Anistia aos nossos presos políticos? Para destacar o excelente trabalho que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo vêm fazendo nos EUA?
A cultura foi instrumentalizada pela esquerda para conquistar um pider mundial, mas a direita mais chucra nao consegue entender isso! Mandou bem Constantino!