Há uma relação antiga entre aqueles que defendem o socialismo, mas que nunca abriram um livro de história. Sim, pois defender o regime socialista implica ter uma ignorância completa da história. Ainda assim, existem muitos fatos que grande parte dos brasileiros desconhece por completo.
Você já deve ter ouvido falar sobre as mortes que esse regime trouxe para a antiga União Soviética ou para a China. Além disso, sabemos dos problemas que o socialismo está trazendo para a Venezuela, Cuba ou Coreia do Norte. Mas você já ouviu falar das mortes do socialismo no Cazaquistão?
Foi semelhante ao Holodomor da Ucrânia, chamado aqui de Holodomor Cazaque, que ocorreu entre 1930 e 1933, levando à morte de 25% a 30% da população total do Cazaquistão. Isso aconteceu quando as autoridades soviéticas iniciaram uma brutal política de coletivização das terras.
Essa tragédia dizimou cerca de um terço da população cazaque, alterando drasticamente a composição demográfica do país. Dessa forma, a principal consequência é que a fome levou a um grande êxodo de cazaques e fez com que se tornassem uma minoria em seu próprio território.
Essa tragédia dizimou cerca de um terço da população cazaque, alterando drasticamente a composição demográfica do país.
Pode-se encontrar dois fatores principais que promoveram essa catástrofe no Cazaquistão. O primeiro é que as suas terras produtoras de grãos, situadas nas regiões do norte, próximas às fronteiras russas, eram consideradas prioritárias para a coletivização forçada imposta pelo regime soviético.
O segundo é que também foi implementada uma “zona de assentamento especial” para os habitantes “deskulakizados” em regiões inóspitas e pouco povoadas, como os Urais e a Sibéria.
“Deskulakizar” foi uma expressão comum da época que significava isolar os kulaks, ou proprietários de terra da região, desapropriando suas terras e quebrando a espinha dorsal de uma eventual resistência a essa política socialista. Os kulaks opuseram-se ativamente ao poder soviético, que buscava a coletivização da terra e a supressão da propriedade privada.
No início dos anos 1930, durante a era de Josef Stalin, a política de “deskulakização” foi implementada como parte da coletivização forçada da agricultura. O termo kulak tornou-se pejorativo, usado para rotular qualquer camponês que se opusesse ao regime ou que fosse considerado “avarento”.
Exemplificando, os rebanhos bovinos, que totalizavam aproximadamente 40,5 milhões de cabeças, foram drasticamente reduzidos para abastecer as áreas urbanas (veja o gráfico).

Ao mesmo tempo, as requisições de trigo no mesmo período representaram aproximadamente um terço da produção total de grãos da república, atingindo um pico de 1 milhão de toneladas de trigo em 1930. O impacto combinado da criação forçada de gado e da coleta de grãos foi um fator importante na eclosão da fome.
Essas políticas incluíam uma campanha para eliminar as elites nacionais dos órgãos políticos e confiscar as propriedades pertencentes aos bay (criadores de gado), deportando-os em seguida.
Ao final do processo de coletivização, dois terços dos sobreviventes cazaques da fome foram sedentarizados com sucesso devido à redução de 80% de seus rebanhos, à impossibilidade de retomar a atividade pastoril no ambiente imediatamente posterior à fome e ao programa de repatriação e reassentamento realizado pelas autoridades soviéticas.
Tudo isso é que levou a essa mortandade tão elevada no Cazaquistão.
Nesse dia 7 de novembro é aniversário da Revolução Bolchevique. Mas não há nada a comemorar.
Reforçando, muitos a chamaram de “Kazakh Holodomor”, ou o Holodomor do povo cazaque. Mas também ficou conhecida como o “Genocídio de Goloshchekin”, levando o nome do secretário-geral do Partido Comunista do Cazaquistão que implementou as ordens de Stalin.
Enfim, fica aqui registrado na Oeste mais um capítulo macabro da história do socialismo no mundo, escrito com o sangue do povo cazaque.

Antonio Cabrera é veterinário com pós-graduação em produção animal e presidente do Grupo Cabrera, que atua no agronegócio. Foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Fernando Collor e ex-secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP durante a gestão Mário Covas. Atualmente, é titular da Sociedade Nacional de Agricultura e membro de várias entidades nacionais e internacionais, além de cônsul honorário da Espanha. Ele está no LinkedIin: Antonio Cabrera
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Só um jumento batizado não entende que o socialismo é um regime genocida e que o Brasil está nesse caminho e se não fizermos algo vamos perecer como todos os países que adotaram tal regime. É urgente que Donald Trump mande pra cá uma Arraia preta e uns 600 jatos e uns fuzileiros pra acuar esses bandidos ladrões comunistas terroristas narcotraficantes que se instalaram aqui no Brasil