Em tempos de COP30, é importante descortinar algumas ações que o governo federal quer apresentar nesta Conferência. Uma delas é a NDC, algo como Contribuição Nacionalmente Determinada (em inglês, Nationally Determined Contribution) e refere-se aos compromissos que cada país signatário do Acordo de Paris assume para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas.
No caso do Brasil, a nossa NDC pode ser explicitada pela Meta Brasileira de Redução de Emissões. Brasília sugere cortar até 67% dos gases de efeito estufa ao longo dos próximos dez anos, a partir de 2025.
A pergunta que não quer calar é: Não é muito ousada? Afinal, quem definiu isso? Houve um debate transparente sobre esse compromisso do Brasil? Mas, e o restante dos países, quais são seus compromissos na mesma COP30? A comparação é vital para a eficiência e a tomada de decisões sólidas, principalmente na esfera das políticas públicas.

Veja o caso da China, o país que abandonou a sua postura de “net zero”. O maior emissor do mundo tinha prometido atingir zero emissões líquidas até 2060, mas seu enviado para o clima diz agora que “a eliminação completa dos combustíveis fósseis não é realista” porque “os combustíveis fósseis são essenciais para manter a estabilidade da rede e a segurança energética, dada a natureza por vezes pouco fiável das energias renováveis.” Assim, a China continua a permitir a abertura de uma a duas novas centrais elétricas a carvão toda semana e agora tem 243 GW de nova capacidade permitida e em construção.
Segundo um relatório do projeto Our World in Data, da Universidade de Oxford, a China emitiu mais dióxido de carbono nos últimos oito anos do que o Reino Unido desde o início da Revolução Industrial. Tendo isso em mente, vale a pena trazer à tona um estudo de Daniel Vargas, professor da FGV, que fez uma comparação muito interessante entre a NDC Chinesa e a NDC Brasileira.
O contraste é gritante. Em primeiro lugar, uma diferença notável de ambição, pois a meta brasileira de redução de emissões é cortar até 67% dos gases de efeito estufa ao longo dos próximos dez anos, uma das metas mais ambiciosas do planeta. A China prometeu cortar apenas de 7% a 10% até 2035, sendo que o pico dessa redução será em 2030. Ou seja, vai continuar aumentando as suas emissões até 2030.

Além do mais, nossos iluminados de Brasília dizem que a meta brasileira é incondicional, ou seja, será cumprida independentemente da situação da economia ou do estrangulamento que isso causará em nosso sistema de produção de alimentos. Já a meta da China é condicionada ao desempenho econômico, ou, de forma mais clara, sua NDC tem uma condição atrelada ao PIB. Se não crescer, não corta.
Podemos deduzir que, nesse tipo de sacrifício, o Brasil está limitando e restringindo a produção econômica em nome do clima, ao passo que a China interpreta como investimento, ou seja, é a aposta para gerar uma nova economia avançada.
Para piorar, quanto aos valores tradicionais, o Brasil estará restringindo o uso de técnicas e tecnologias avançadas entre os grupos nativos, como os indígenas. É negar aos indígenas brasileiros o acesso à inovação, mantendo-os na obscuridade, longe da modernidade.
Mas a China lida com esse tópico de forma totalmente diferente, acreditando que o seu povo nativo precisa enriquecer materialmente, e para isso, dará permissão e incentivo para que adote novas técnicas. O resultado é que os indígenas brasileiros continuarão proibidos de exercer atividades econômicas ou de ter acesso a novas tecnologias que poderiam levar prosperidade e melhoria na qualidade de vida em suas reservas.
Por fim, quanto à biodiversidade, outra contradição digna de menção. O Brasil restringe a domesticação e produção de espécies na Amazônia. Ponto. Já a China abre os braços para a biodiversidade, como um imenso campo a ser explorado. Quer domesticar os bens da natureza para aumentar a produção e produtividade, quer aproveitar da flora e da fauna para enriquecer, conquanto aqui nossos recursos naturais são transformados em santuários intocáveis.

A ironia é que a China já está fazendo isso com os bens dos outros países, como o nosso Tambaqui. Sim, hoje a China já é o maior produtor e exportador desse peixe amazônico. A realidade é uma campeã invicta no curso da história e, às vezes, pode ser uma professora severa.
É preciso que esses burocratas que estão tratando do futuro de 220 milhões de brasileiros nessa Conferência do Clima tenham mais apego à realidade e abandonem essas ideias utópicas de engenheiros do clima de prancheta. Basta olhar para a China e aprender um pouco com a sua milenar sabedoria que tem atravessado a história por milhares de anos.
Antonio Cabrera é veterinário com pós-graduação em produção animal e presidente do Grupo Cabrera, que atua no agronegócio. Foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Fernando Collor e ex-secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de SP durante a gestão Mário Covas. Atualmente, é titular da Sociedade Nacional de Agricultura e membro de várias entidades nacionais e internacionais, além de cônsul honorário da Espanha. Ele está no LinkedIin: Antonio Cabrera
Leia também “Por que cometer erros velhos”




A COP é mais uma das ideias dos petistas, que nem eles acreditam. Vender parte da Amazônia ( sempre discutido que a AMAZÔNIA É NOSSA. E AINDA FAZER PROMESSAS DE REDUÇÃO COMO FOI PROMESSA DA PICANHA. AQUELES QUE ACHAM QUE TENDO DINHEIRO PODEM TUDO. E TRISTE VER UMA GERAÇÃO EM NOME FAMA , POIS CHAMAIS TERÃO SUCESSO, SE VENDE E NEM VOU DIZER QUE VENDEM IDEIAS , POIS NÃO SE VENDE O QUE NÃO SE TEM. FAKTA-LHES UMA LIDERANÇA EM CASA , ESCOLA E NO TRABALHO.
Está escrevendo comentários e ao fechar apaga tudo. Há necessidade da OESTE QUE QUER IR PRA TV ABERTA avaliar coisas que não é perdoada. Assim como textos divergente são importante , mas deixar DELTAN usar a revista pra colocar suas ideias do NOVO , JUNTOU MBL SÃO ESTAPAFÚRDIO.
O Brasil preserva suas espécies para vender para a China que vai usufruir das mesmas
O Brasil será eternamente o pais do futuro.
braziu promete desde 92 o que sabe que não vai cumprir, é só jogo de cena
Espantoso !! Quer dizer que uma ditadura que censura, prende e mata(e ainda cobra da família pela bala além de vender os órgãos do prisioneiro) esta mais preocupada com o bem estar da população chinesa do que os o burocratas daqui pelo povo brasileiro.
Nos somos ainda um povo que se preocupa com agora e com umbigo. Não temos a dimensão o que é comunismo e até aonde vai a ambição humana.
A estabilidade, o emprego perpetuado vitalício causa isso…só atrai a escória….e quando não é escória…com o tempo…transforma-se nela.
NORMAL!
O BOSTIL não tem futuro gente….so por Deus isso aqui um dia vai ser regido por uma sociedade realmente do BEM…bandidagem e religiosos advindos dessas famílias procriadoras de tranqueiras….sao 40 milhões!
Carga muitíssimo alta para o resto da sociedade levar nas costas….8 milhões de famílias tem bandidos em suas fileiras genealógicas desde as capitanias hereditárias….
Nunca vi gente com mentalidade mais atrasada do que os burocratas brasileiros