publicidade
Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
Edição 291

Mercado Livre quer vender medicamentos online

E mais: Gás dos Hermanos; Embraer conquista os suecos; Gringos à vista?; Brasil favorito; Ninguém para a Shopee; Bauducco se expande; Varejo em queda; Agronegócio de gigantes; Todo mundo comprando carros

O Mercado Livre quer mudar a regulamentação sobre a venda de medicamentos online e conversa com autoridades para alterar a legislação. A gigante argentina do comércio eletrônico pretende criar uma plataforma para as redes de farmácias, tanto pequenas como grandes. Recentemente, o grupo comprou a Target, uma pequena farmácia localizada no bairro Jabaquara, na zona sul da cidade de São Paulo, que servirá de teste para aprender sobre as operações e se preparar para seu uso no marketplace quando permitido. O Mercado Livre já opera com a venda de medicamentos com receitas nas plataformas de México, Argentina, Chile e Colômbia.

***

Gás dos Hermanos

A Petrobras realizou a primeira importação de gás natural não convencional de Vaca Muerta, na Bacia de Nequém, na Argentina. A operação contabilizou 100 mil metros cúbicos de gás natural e foi realizada via gasodutos com a empresa Pluspetrol. O objetivo é viabilizar a importação do combustível para o Brasil. A Petrobras pode importar até dois milhões de metros cúbicos de gás natural, na modalidade interruptível.

***

Embraer conquista os suecos

A Embraer vendeu quatro aeronaves multimissão C-390 Millennium para a aeronáutica da Suécia. A operação faz parte de um programa europeu de aquisição com a Holanda e a Áustria e inclui sete opções de compra adicionais. Com isso, a Embraer caminha para futuras vendas do cargueiro para outras nações europeias.

***

Gringos à vista?

O fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa de Valores do Brasil estaria apenas começando. Essa é a opinião do banco americano JP Morgan, que considera os R$ 20,5 bilhões que já ingressaram no Brasil neste ano apenas o começo de um fluxo que poderia superar os R$ 160 bilhões. Segundo a pesquisa, os fundos de investimentos americanos estão ainda pouco posicionados em mercados emergentes como o Brasil e isso poderia significar a chegada de novos recursos no país.

***

Brasil favorito

O Brasil aparece como um dos mercados favoritos dos investidores americanos. Segundo a XP Investimentos, que realizou uma série de encontros e reuniões com gestores nos EUA, o país figura ao lado do México como os destinos mais procurados por investidores. O objetivo é diversificar as carteiras, especialmente por causa do ciclo de corte de juros nos EUA e a escassez de boas alternativas em outros mercados emergentes. No entanto, uma possível retomada da inflação no Brasil, a volatilidade eleitoral em 2026 e uma eventual postura mais dura com os juros por parte do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, podem mudar rapidamente o humor dos gringos.

Brasil aparece como um dos mercados favoritos dos investidores americanos | Foto: Shutterstock

***

Ninguém para a Shopee

A Shopee não para de inaugurar centros de distribuição e alcançou a 14ª planta em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. A gigante varejista chinesa construiu a estrutura no modelo cross-docking, em que as mercadorias chegam ao local e são transferidas para o destino final, sem serem armazenadas. O novo centro terá o maior sistema automatizado de classificação de produtos dentre suas operações no Brasil, com capacidade para processar cerca de 3,8 milhões de pedidos por dia, pronto para atender os picos de vendas da Black Friday e do Natal.

***

Bauducco se expande

A Bauducco aumentará a capacidade produtiva de uma de suas seis fábricas, se preparando para a temporada do Natal. A planta escolhida para a ampliação foi a de Rio Largo, em Alagoas, inaugurada em 2013, que já possui três linhas de wafer e que produzirá mini panettones e chocotones, passando de 160 para 230 empregos. O investimento previsto nas novas linhas de produção é de R$ 10 milhões.

Bauducco aumentará a capacidade produtiva de uma de suas seis fábricas, se preparando para a temporada do Natal | Foto: Shutterstock

***

Varejo em queda 

As vendas no varejo brasileiro encolheram 0,2% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação. Segundo o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de pagamentos controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco, esse foi o quarto mês seguido de resultado negativo. Mas o ritmo diminuiu devido à recuperação do setor de serviços. Em agosto, o ICVA teve queda de 1,5%, em julho apurou recuo de 0,8% e em junho registrou retração de 2,5%.

***

Agronegócio de gigantes

As fusões e aquisições no agronegócio cresceram 17% no primeiro semestre de 2025. Segundo um levantamento da consultoria PwC Brasil, esse dado supera a média de 13% registrada no mercado nacional. O avanço foi puxado principalmente por insumos agropecuários e nutrição animal.

***

Todo mundo comprando carros

Os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em setembro subiram 7,9% ante agosto. Segundo a Anfavea, associação das montadoras, a produção caiu 1,5%, pressionada em parte pelo segmento de caminhões. Na comparação com setembro do ano passado, as vendas somaram 243,2 mil veículos, alta de 2,9%. A produção, por sua vez, avançou 5,8%, para 243,4 mil unidades. As exportações, que têm sido puxadas nos últimos meses pelo crescimento do mercado interno na Argentina, saltaram 26,2% em setembro ante a um ano antes, para 52,5 mil veículos.

Os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em setembro subiram 7,9% ante agosto | Foto: Shutterstock

Leia também “‘Efeito cascata’ das recuperações judiciais preocupa a Faria Lima”

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Anterior:
Sem alarde, Lula promove ‘revogaço’ prometido na campanha
Próximo:
Quem banca a imprensa livre?
publicidade