Aloprados, Sanguessugas, Pasadena, BNDES, Mensalão, Petrolão… O desfile de escândalos que eclodiram durante os governos petistas só não é maior que a quantidade de políticos ligados ao partido envolvidos nas bandalheiras. Inicialmente calculada em centenas de milhares de reais, a corrupção saltou para muitos milhões. Na segunda década deste século, enfim chegou aos bilhões.
As cifras do escândalo da vez ultrapassam R$ 6 bilhões. O número de envolvidos tem tudo para superar as pequenas multidões que produziram as maracutaias anteriores. O dinheiro foi roubado de aposentados e pensionistas por meio de sindicatos e associações que contaram com a cumplicidade de funcionários do INSS.
Com a relatoria e a presidência nas mãos de parlamentares da oposição, a CPMI instaurada para apurar a roubalheira promete ser tão devastadora quanto a dos Correios — aquela que culminou na descoberta do Mensalão. Na reportagem de capa desta edição, Silvio Navarro revela o que se sabe até agora — e mostra como ministros do STF voltam a agir para dificultar a devassa.
Nenhuma novidade. De alguns anos para cá, o Supremo subverteu a lógica histórica: passou a punir inocentes e a favorecer a bandidagem. Um exemplo: o ministro Gilmar Mendes, no momento, dedica-se a punir o senador Sergio Moro pelo crime de ter contado uma piada. O decano do STF exibe em seu currículo a vida em liberdade de Sérgio Cabral, Roger Abdelmassih, José Dirceu e Naji Nahas, fora o resto. Uma lista de 20 destaques está no artigo de Augusto Nunes.
A boa notícia é que o Congresso deu sinais de vida nesta semana ao barrar a tentativa feita por Lula de tornar ainda mais pesada a carga tributária. De acordo com o site Poder360, o governo federal, nos últimos três anos, elevou os impostos 27 vezes. “O governo Lula atual e sua sanha arrecadatória, gastança sem limites, sem eficiência ou efetividade, são o presente de uma economia que patina”, observa Adalberto Piotto.
Enquanto torra o dinheiro dos pagadores de impostos em inutilidades como viagens ao exterior, tapetes novos para o Palácio do Planalto ou o excesso de ministérios, o governo esbanja sovinice ao lidar com projetos essenciais. Um exemplo: algum plano consistente de ajuda aos produtores rurais do Rio Grande do Sul, ainda afetados pela enchente de maio de 2024. Fábio Bouéri conta que 25 agricultores, desesperados com a impossibilidade de arcar com as dívidas, optaram pelo suicídio.
Outro projeto inevitável é a retomada do sistema usado pela Receita Federal para fiscalizar a produção de bebidas no Brasil, o que coibiria o gigantesco mercado de falsificações e contrabando que existe no país. A presença de metanol nesses produtos corresponde a uma parte mínima de um colosso. A reportagem de Artur Piva mostra que uísque, gim, vodca e até refrigerantes vendidos ilegalmente resultaram numa sonegação calculada em R$ 90 bilhões ao longo de 2024.
Nada do que aqui se lê é mostrado pela imprensa velha. Quem busca informações nesses veículos estatizados ignora o terremoto em gestação na CPMI do INSS. A linguagem da esperteza qualifica de “golpistas” donas de casa sexagenárias, autistas, vendedores ambulantes e outros brasileiros sem culpa presos no 8 de janeiro. E continua atribuindo a Jair Bolsonaro a culpa por todos os problemas do Brasil.
Em sua coluna, Eugênio Esber explica por que só um veículo de comunicação que não aceita dinheiro público pode ser independente. “Quem paga a banda escolhe a música”, lembra. A Oeste não aceita um único centavo vindo de políticos ou de empresas estatais. É financiada principalmente pelos que leem o que aqui se publica. É o assinante que viabiliza não apenas a revista, mas também o site, os programas no YouTube e a iminente chegada à TV a cabo. Aqui, quem escolhe a música é você. Nós todos gostamos de ouvi-la.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de redação





Nossa até quando vamos aguentar esse desgoverno meu Deus
Qual a boa notícia? Sexta-feira depois das 10 horas e 20 minutos chega a edição da Revista Oeste. É um oásis no meio de um imenso deserto árido (a velha mídia). Ninguém consegue encontrar uma única verdade na “mídia estatizada”. Qual o motivo: suas “folhas de pagamentos” ficaram completamente dependentes das verbas públicas? Certo mesmo é o aumento considerável de assinantes da Revista Oeste. Quer dar um presente de verdade? Neste final de ano contemple seus amigos e amigas com Assinaturas da Revista Oeste!
Essa roubalheira aos velhinhos, os sindicatos não contam com a cumplicidade dos funcionários do INSS, É uma quadrilha gigante que abrange o governo federal, o ministro da previdência, o INSS e o STF e a CGU a AGU e os anexos e os parlamentares da esquerda vagabunda
Tá bom o resumo Branca. Sempre leio primeiro o editorial e depois passo as matérias lendo de hoje a noite até o final de semana, uma por uma. Tenho uma ligação com a mídia, pois anteriormete ao big-bang atuei em veículos de comunicação, incluindo colunas em jornais e revistas da região. A revista não é jornal e cumpre sua obrigação de jornalismo independente e contando com articulistas de bom nível. Sobre a questão do roubo aos aposentados digo que os valores anunciados são maiores do que o número de supostos contribuintes a associações e sindicatos. Entendo que é possível que muito dinheiro foi tirado dos cofres da previdência, pois os valores são gigantes. Uma vez fui premiado em concurso de monografias e mostrava o Raio X da Previdência ainda na década de 70, e publicada em resumo e em caderno especial num jornal local. Continuam roubando. Estamos num ambiente semelhantes ao mensalão e a lava-jato, com atores conhecidos e método que é apoiado por setores que deveriam fiscalizar, gerenciar e até prender quadrilhas conhecidas, mas que os correios ou oficiais de justiça não conseguem intimar…