Nesta semana, no coração da Assembleia Geral da ONU, em meio a discursos inflamados sobre clima, guerras e soberania, aconteceu o que pode ser o plot twist diplomático do ano no Brasil: um encontro de meros segundos, e que deu o que falar, entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
Os dois presidentes, que pertencem a campos totalmente opostos na política, não se encontraram em uma cúpula formal, nem em uma mesa de negociações. Enquanto Lula deixava o púlpito da ONU e Trump entrava para o seu discurso, em menos de 40 segundos os dois trocaram um aperto de mãos, um breve abraço e um olhar que, segundo fontes próximas, gerou “química excelente”.
No entanto, como em um capítulo de A Arte da Negociação — o best-seller de Trump —, esse momento fugaz não é mero acaso, mas o ápice de uma jogada de mestre: punir com sanções pesadas, isolar politicamente e, no timing perfeito, estender a mão para um acordo que favorece os interesses americanos. O Brasil, atolado em tarifas de 50% sobre suas exportações para os EUA, pode estar prestes a ceder — e Lula, o veterano da política, parece ter mordido a isca.
Vamos aos fatos frios, antes de mergulharmos na psicologia “trumpiana”. Desde julho, a administração Trump impôs tarifas de 50% sobre as importações brasileiras, uma das medidas mais agressivas de sua segunda gestão. Isso não é retaliação aleatória: afeta setores vitais como aço, agricultura e manufaturados, elevando o custo médio das tarifas americanas para níveis não vistos em um século (de 2,5% para cerca de 27% em média). O impacto no Brasil? Bilhões em perdas projetadas, com o agronegócio, carro-chefe da economia, sentindo o baque imediato. Exportadores de soja e carne bovina, que representam 20% das vendas para os EUA, já relatam estoques encalhados e preços em queda. Lula, em seu discurso na ONU, criticou abertamente essas “medidas unilaterais” que “ameaçam o multilateralismo” em tom agressivo, mas sem citar nomes, afinal, a coragem contra gigantes não faz parte de seu perfil.

Por trás dessa enxurrada tarifária, há um ingrediente tóxico e politizado: o Supremo Tribunal Federal (STF) e seu ministro Alexandre de Moraes. Depois da dura carta de Trump em 9 de julho ao Brasil, pela qual impõe as tarifas, veio outro porrete do Norte. Em 30 de julho, dias antes da escalada tarifária entrar em vigor, os EUA sancionaram Moraes sob a Lei Magnitsky, rotulando-o como “violador grave de direitos humanos”. As acusações são gravíssimas. Uma campanha de censura opressiva, detenções arbitrárias e processos judiciais ilegais e politizados, especialmente contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes, relator de inquéritos sobre fake news e “atos antidemocráticos”, é acusado de usar o Judiciário como arma para silenciar opositores: bloqueios de contas em redes sociais, prisões preventivas sem julgamento e ordens secretas que violam a liberdade de expressão e os direitos humanos. E o STF, outrora guardião da Constituição, transformou-se em epicentro de polarização: desde 2019, a maioria dos ministros endossa decisões de Moraes, criando um “clima de censura institucionalizada” que afeta empresas americanas como o X (antigo Twitter).
As sanções não pararam por aí. Na véspera do encontro na ONU, o Departamento do Tesouro americano estendeu as medidas à esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e a uma rede de apoio, congelando ativos e proibindo transações nos EUA. Para os americanos, Moraes usou o STF para manipular eleições, com a supressão da dissidência e a censura a um lado político. O elo com as tarifas mostra que a politização do Judiciário brasileiro é um dos fatores agravantes citados pelo governo Trump para justificar as barreiras comerciais — uma forma de ligar direitos humanos a dólares.
Agora, o pulo do gato: Trump, o negociador. Aos 79 anos e em seu segundo mandato, ele não mudou. Sua cartilha é simples e brutal: crie dor (tarifas e sanções), isole o adversário (colocando Moraes e o STF como “ameaça à democracia e à liberdade de expressão”), sufoque os afetados com um discurso e exemplos duros com outros e, no momento de fraqueza, ofereça alívio com um gesto pessoal. Para todos que estão acostumados a ver Donald Trump diariamente na TV, durante horas em longas entrevistas e numa velocidade alucinante, acreditem: o abraço na ONU não foi espontâneo — foi minuciosamente planejado por ninguém menos do que Donald Trump.
E Trump não é só o homem das tarifas; é o artista do teatro diplomático. Seu estilo, por incrível que pareça, é educado e acessível na superfície — um abraço aqui, um elogio ali —, mas impiedoso quando as portas da Casa Branca se fecham. O encontro com Volodymyr Zelensky em fevereiro deste ano entrou para a história: o ucraniano chegou otimista, com traje casual e posando para fotos com sorrisos ensaiados, só para sair humilhado após Trump questionar publicamente o “desperdício” de bilhões de dólares dos pagadores de impostos em ajuda militar e anunciar negociações diretas com Putin sem o consultar.

Meses depois, em agosto, outro encontro na Casa Branca teve um tom bem diferente. Trump elogiou Zelensky, que apareceu de terno, como “guerreiro”, mas usou a reunião para pressionar por concessões territoriais, deixando líderes europeus em pânico com um cronograma que priorizava “paz rápida” em vez de soberania. A lição diante do mundo? Trump devora inimigos — ou aliados relutantes — com um sorriso e afagos. E Lula vai ter que avaliar o risco. Trump não força negociações; ele as orquestra como um maestro na arte que pavimentou sua sólida carreira como empreendedor.
Enquanto a imprensa estatizada no Brasil noticiava com euforia o breve aceno de Trump na ONU, foi curioso testemunhar a exaltação desencadeada na esquerda brasileira com as palavras do malvadão do Norte a Lula. A mesma turma que há anos rotula Trump como “fascista encarnado”, de repente trocou o tom por elogios à “química excelente” — o ápice da hipocrisia que ecoou nos perfis de jornalistas, influenciadores e políticos ligados ao PT, onde hashtags como #LulaTrump viraram sinônimo de “diplomacia esperta”.
E, claro, Lula é o epicentro dessa contradição. Às vésperas da eleição presidencial americana em 2024, o presidente brasileiro disse que uma vitória de Trump seria “o nazismo e o fascismo voltando a funcionar com outra cara”, ligando o republicano aos eventos do Capitólio e a uma suposta ameaça global à democracia. Seus aliados repetiram o discurso, associando Trump ao nazismo em razão de falas sobre suas políticas de imigração. Agora, com um simples aperto de mãos, a narrativa virou: o “nazista” se torna parceiro comercial, e a esquerda aplaude. Ontem era o “fim da democracia”. Hoje, o “abraço com química”.

Mas o pânico bateu forte quando a adrenalina inicial sucumbiu à realidade. Poucas horas depois de Trump abrir a porta para uma conversa bilateral em seu discurso, prometendo uma reunião na semana seguinte, a assessoria do Planalto jogou água fria naqueles que haviam dito que Lula tinha dado um nó na raposa: “A agenda do presidente está lotada, um encontro presencial é impossível”, disse o chanceler Mauro Vieira à CNN americana. Em vez disso, sugeriram uma ligação telefônica, um downgrade clássico para evitar câmeras e constrangimentos. O efeito Zelensky ainda é um fantasma para quem rosna para Trump em redes sociais ou vídeos no quintal, mas pia mansinho ao vivo diante da fera indomável. O governo confirmou o contato para a próxima semana (vamos ver se essa afirmação dura até lá), mas o tom é de cautela.
A grande verdade é que um tête-à-tête ao vivo poderia ser um desastre para Lula. Trump, com seu faro para fraquezas e safadezas, tem um arsenal de perguntas incômodas prontas — e não hesitaria em dispará-las na frente das lentes. Agora, com Marco Rubio no Departamento de Estado — o filho de imigrantes cubanos que cresceu ouvindo histórias de repressão sob Fidel Castro, amigo próximo de Lula —, o interrogatório ganha um tom pessoal e implacável. Rubio, que em 2023 acusou Lula de buscar “validação” de ditaduras como a de Cuba, da Nicarágua e da Venezuela enquanto se alia à China, sabe exatamente de onde Lula vem e para onde ele olha: o Foro de São Paulo, o “clube de ditadores” que ele co-fundou com Castro em 1990 para unir a esquerda latino-americana após o colapso soviético.
Para Rubio, esse Foro não é só uma rede de partidos, mas um mecanismo para perpetuar regimes autoritários — de Chávez a Ortega —, com laços ideológicos com guerrilhas como as Farc. O homem poderoso do Departamento de Estado vê Lula como o arquiteto de uma extrema esquerda que prioriza “companheiros” sobre democracia. Em audiências no Senado, Rubio já alertou acerca da influência chinesa no Brasil, ligando-a ao apoio de Lula a autocratas. No encontro com Trump, Rubio provavelmente sussurraria: “Lembre-se, ele elogiou Castro como ‘respeitado companheiro’ no Foro — isso é multilateralismo ou seletividade?”

Uma conversa por telefone pode até proteger Lula inicialmente, mas Trump tem um arsenal contra o presidente do Brasil, além das tarifas, que é arrebatador. Além da perseguição política a Jair Bolsonaro e seus apoiadores e a política suja do STF, imaginem o roteiro:
— Lula, o que navios de guerra iranianos, sob sanções pesadas dos EUA, estavam fazendo atracados no porto do Rio de Janeiro em 2023 — e por que o Brasil ignorou nossos alertas sobre a logística suspeita e mísseis a bordo? (O episódio gerou “profundas preocupações” em Washington.)
— Por que enviou seu vice, Geraldo Alckmin, à posse do presidente iraniano em 2024, em meio a gritos de “Morte à América” no parlamento de Teerã e ao lado do chefe do Hamas e de outros grupos terroristas que trabalham contra o meu país?
— E o apoio a Maduro, na Venezuela, financiando um regime que reprime eleições enquanto você prega democracia na ONU? Em 2024, você restabeleceu laços diplomáticos e o recebeu com tapete vermelho, mesmo após fraudes eleitorais que o mundo condenou. O que tem a dizer sobre isso?
— Por que o Brasil se aliou à China em blocos antiocidentais, ignorando nossas tarifas e o déficit comercial bilionário? Seu amigo Xi Jinping, que manda uigures para “campos de reeducação”, recebe elogios do Planalto como “parceiro estratégico” — isso é multilateralismo ou seletividade ideológica?
— O que tem a dizer sobre todas as declarações que deu sobre o Brics e a iniciativa de querer derrubar o dólar como moeda global?
— Como você vê as sanções a Moraes e a outros ministros do STF? Perseguição e censura como ferramenta eleitoral não é exatamente o que você acusa de “fascismo” em mim?
— E Cuba? Como fundador do Foro de São Paulo ao lado de Fidel Castro, você envia bilhões em “ajuda humanitária” a um regime que prende dissidentes e censura a internet enquanto critica “autocracias” na ONU. Por que não deu uma palavra sobre os mais de mil presos políticos em Havana atualmente?
— Sobre Daniel Ortega, na Nicarágua: o que tem a dizer sobre a afinidade com “companheiros de esquerda” que perseguem padres, exilam bispos e fecham ONGs de direitos humanos?
— Não esqueci de Putin: em maio deste ano, você se sentou ao lado dele em Moscou para o Dia da Vitória e estava cercado por autocratas como Lukashenko, da Belarus, ignorando a invasão da Ucrânia e sanções globais. Isso é “paz” ou camaradagem com quem anexa territórios à força?”
— E o óleo russo, Lula? O Brasil comprou 64% do óleo diesel em 2024 e 12% dos produtos petrolíferos de Moscou apenas em junho de 2025 no valor de mais de 400 milhões de euros, ajudando Putin a financiar a guerra na Ucrânia. Com nossas sanções de janeiro, por que o Brasil decidiu ignorar nossas ações e arriscar sanções secundárias como a Índia, que levou 25% extras em tarifas?
Lula, que elogiou o “multilateralismo” na ONU, vai enfrentar, pessoalmente ou por telefone, o dilema: cortar laços com Moscou e ganhar alívio tarifário de Trump, ou persistir e ver o Planalto isolado como financiador indireto da guerra.
Eu queria ser uma mosca se esse encontro acontecesse. Cada pergunta seria uma granada, forçando Lula a gaguejar defesas sobre “multilateralismo” enquanto Rubio, com sua herança cubana, cutucaria: “Eu sei o custo da ‘solidariedade’ com ditadores; quantos mais prisioneiros políticos o Foro vai inspirar?”
A torcida de pompom do governo petista, ou a velha imprensa, como queiram, também entrou na arapuca de Trump com a euforia alimentada pela raposa ianque. Lula saiu da ONU sorrindo, mas agora tem um dilema: abraçar o pragmatismo, entrar na armadilha de Trump e arriscar acusações de submissão, ou dobrar a aposta no “multilateralismo”, ignorar a reunião para não ser devorado e prolongar o sofrimento econômico dos brasileiros.
O Brasil, com uma eleição presidencial se aproximando e sua economia já fragilizada por inflação e dívidas, não pode bancar o idealismo estúpido e eterno de Lula. E Trump sabe disso.

Leia também “O Efeito Charlie”




Difícil enrolar e ser malandro quando não se domina o idioma do outro. Nem o outro compreende a malandragem ou o humor de boteco. O Sr. Silva só é espertalhão em (mau) Português, não consegue enrolar em Inglês.
Excelente artigo.
Eu arriscaria dizer que o descondenado vai dobrar a aposta e levar o Brasil de vez para o buraco.
Excelente o artigo de Ana Paula Henkel. Muito explicativo. Linguagem excelente. E fiquei imaginando esta conversa Trump/Lula na Oeste sem filtro…somente os dois. Qual seria o resultado? Já sei. Maravilhoso para o Brasil. Maravilhoso para Trump. Parabéns Ana Paula Henkel, minha jogadora predileta, no passado e hoje, minha jornalista predileta. Obrigado………………………………………..
Posso fofoquear? Os navios fantasmas com combustível que abastecem uma refinaria dominada pelo PCC deve ter uma ligação política também. A máfia brasileira hoje é mais organizada do mundo.
Artigo maravilhoso
Não nós surpreende essa reportagem !
Mais do mesmo !
De um lado um líder sagaz e do outro no caso o nosso um gestor da época da pedra e sem o menor kow How para negociar !
Devemos esse caos ao STF .
Se queriam colocar e colocaram no palácio da Alvorada um representante da esquerda ,poderiam ter escolhido alguém apto pra ese cargo !
Teria sido fácil já que as eleições foram manipuladas .
Escolheram o que temos de pior !
E todos pagaremos a conta ,mas desta vez teremos o STF junto que serão punidos estão sendo punidos !
A pergunta que não cala :
O senhor Edson F teria imaginado que o tiro sairia pela culatra ?
SE EU FOSSE TRUMP DEPOIS DE LULA NA ONU
1 – No meu discurso, eu diria que tinha havido uma química muito legal com o presidente sul-
coreano, que se sentiu ultrajado com a prisão de centenas de seus filhos, trabalhadores de uma
empresa grande e oficial (Hyundai), que foram flagrados como imigrantes ilegais.
2 – Por simples dignidade moral e vergonha na cara, aquele presidente asiático agiu imediatamente
e providenciou um voo fretado, que foi buscar esses trabalhadores a milhares de quilômetros de
distância.
3 – A medida tanto comoveu os americanos, que eu franqueei aos coreanos uma oportunidade de
permanecerem nos Estados Unidos, mas eles, de forma igualmente digna, preferiram voltar à pátria
mãe.
4 – Pergunto ao mandatário do Brasil: em vez de o senhor ficar alimentando críticas sobre maus-
tratos no transporte da deportação, por que o senhor não fretou avião ou usou os oficiais da força
aérea para resgatar os brasileiros ilegalmente residentes aqui?
5 – A partir de agora os Estados Unidos vão levantar os custos financeiros de cada voo de
deportação ao seu país e emitir a fatura correspondente, enviando-a ao Brasil para liquidação. É
totalmente injusto que os Estados Unidos sejam responsáveis por essas despesas.
6 – Pergunto ainda; por que esses brasileiros fogem da legalidade no Brasil para viverem na
ilegalidade nos Estados Unidos, senhor presidente? Seu país não tem a melhoria de vida com que
esses imigrantes tanto sonham e por isso vêm consegui-la no meu País, mesmo diante do risco de
uma vida de fora da lei?
7 – Por que o senhor se orgulhou tanto de ir buscar brasileiros e até estrangeiros nativos na guerra
do Oriente Médio, mas deixa ao relento milhares de pessoas que aqui vivem sob risco de prisão no
nosso país?
8 – Sobre sua pergunta ‘onde foi que erramos?’ tenho um questionamento lógico, científico e
filosófico: a ‘democracia’ que o senhor afirma tanto defender admite alternância no poder, ou o
senhor acha que é democracia se apenas gente da sua corrente ideológica tem o direito de deter o
poder, em regime de alternância?
9 –Sobre soberania, em algum comentário disponível para todo o mundo, fiz a seguinte afirmação
sobre a guerra Rússia x Ucrânia: ‘PAREM COM ESSA GUERRA RIDÍCULA!’. Não vi ninguém
se achar ameaçado em sua soberania, nem a Rússia, nem a Ucrânia ou quem quer que seja.
Posteriormente, escrevi post de teor idêntico, afirmando que o Brasil PARASSE DE PERSEGUIR
ADVERSÁRIOS E DEIXASSE COM O POVO A DECISÃO DE MUDAR OU MANTER. Por
que a ‘democracia’ ensinada pelo seu país, conforme alguns jornalistas, se sente ameaçada por
meros comentários como esse em rede social? Seu regime se acha tão frágil, ao tratar esses posts
como se fossem convite à venda da soberania? Ou o senhor teria dúvidas sobre a sanidade de seu
povo?
10 – E finalmente peço ao senhor, Presidente Lula, que aplique a reciprocidade e faça a deportação
dos imigrantes americanos que abandonaram o nosso
SE EU FOSSE TRUMP DEPOIS DE LULA NA ONU
1 – No meu discurso, eu diria que tinha havido uma química muito legal com o presidente sul-
coreano, que se sentiu ultrajado com a prisão de centenas de seus filhos, trabalhadores de uma
empresa grande e oficial (Hyundai), que foram flagrados como imigrantes ilegais.
2 – Por simples dignidade moral e vergonha na cara, aquele presidente asiático agiu imediatamente e providenciou um voo fretado, que foi buscar esses trabalhadores a milhares de quilômetros de distância.
3 – A medida tanto comoveu os americanos, que eu franqueei aos coreanos uma oportunidade de
permanecerem nos Estados Unidos, mas eles, de forma igualmente digna, preferiram voltar à pátria mãe
4 – Pergunto ao mandatário do Brasil: em vez de o senhor ficar alimentando críticas sobre maus-
tratos no transporte da deportação, por que o senhor não fretou avião ou usou os oficiais da força aérea para resgatar os brasileiros ilegalmente residentes aqui?
5 – A partir de agora os Estados Unidos vão levantar os custos financeiros de cada voo de
deportação ao seu país e emitir a fatura correspondente, enviando-a ao Brasil para liquidação. É o totalmente injusto que os Estados Unidos sejam responsáveis por essas despesas.
6 – Pergunto ainda; por que esses brasileiros fogem da legalidade no Brasil para viverem na
ilegalidade nos Estados Unidos, senhor presidente? Seu país não tem a melhoria de vida com que esses imigrantes tanto sonham e por isso vêm consegui-la no meu País, mesmo diante do risco de uma vida de fora da lei?
7 – Por que o senhor se orgulhou tanto de ir buscar brasileiros e até estrangeiros nativos na guerra do Oriente Médio, mas deixa ao relento milhares de pessoas que aqui vivem sob risco de prisão no pnosso país?
8 – Sobre sua pergunta ‘onde foi que erramos?’ tenho um questionamento lógico, científico e
filosófico: a ‘democracia’ que o senhor afirma tanto defender admite alternância no poder, ou o senhor acha que é democracia se apenas gente da sua corrente ideológica tem o direito de deter o poder, em regime de alternância?
9 –Sobre soberania, em algum comentário disponível para todo o mundo, fiz a seguinte afirmação sobre a guerra Rússia x Ucrânia: ‘PAREM COM ESSA GUERRA RIDÍCULA!’. Não vi ninguém se achar ameaçado em sua soberania, nem a Rússia, nem a Ucrânia ou quem quer que seja. Posteriormente, escrevi post de teor idêntico, afirmando que o Brasil PARASSE DE PERSEGUIR ADVERSÁRIOS E DEIXASSE COM O POVO A DECISÃO DE MUDAR OU MANTER. Por
que a ‘democracia’ ensinada pelo seu país, conforme alguns jornalistas, se sente ameaçada por meros comentários como esse em rede social? Seu regime se acha tão frágil, ao tratar esses posts como se fossem convite à venda da soberania? Ou o senhor teria dúvidas sobre a sanidade de seu povo?
10 – E finalmente peço ao senhor, Presidente Lula, que aplique a reciprocidade e faça a deportação dos imigrantes americanos que abandonaram o nosso país e foram viver na ilegalidade em seu país. Nós pagaremos as despesas.