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Donald Trump, presidente dos EUA e a Melania Trump, primeira-dama sobem em escada rolante na sede das Nações Unidas em Nova York, EUA (23/9/2025) | Reuters/Kylie Cooper
Edição 289

A vingança da escada rolante

Caetano, Gil e Chico Buarque voltarão a Copacabana para comemorar o nó tático de Celso Amorim em Marco Rubio e entoarão cânticos contra a censura, enquanto seguem o padrão chinês de liberdade de expressão

No dia 13 de julho de 2024 uma bala de fuzil AR-15 triscou a cabeça de Donald Trump na Pensilvânia. O atirador agiu nas barbas do Serviço Secreto e aos olhos dos passantes, que o viram se posicionar tranquilamente num telhado para o disparo.

No dia 23 de setembro de 2025, a escada rolante e o teleprompter usados por Trump na ONU travaram. Da Pensilvânia para Nova York, as forças invisíveis parecem ter dado um abatimento nas ações dedicadas ao seu freguês preferencial.

Por milímetros, após uma leve virada de rosto, Trump não foi morto em Butler antes de voltar à Casa Branca. Pouco mais de um ano depois, na sede das Nações Unidas, a escada rolante enguiçou exatamente na hora em que o presidente dos EUA subiu nela. Durante o seu pronunciamento, o teleprompter também travou. Nessa escalada de acontecimentos, talvez o próximo discurso de Trump seja interrompido pelo gemidão do zap.

Não deixa de ser uma sequência promissora. Quem sabe estejamos entrando numa era em que as assombrações tenebrosas virem fantasminhas camaradas? Se a lógica for essa, da próxima vez que subir num palco em Butler, Trump levará um peteleco na orelha. E o Robert De Niro, que o acusava de destruidor na humanidade, vai acusá-lo de pisar na grama.

Quem sabe a imprensa especializada não descubra que, na hora do abraço inesperado, Lula tenha colado um chiclete no paletó de Trump? Truco! E a vitória final da soberania brasileira: o presidente norte-americano não apareceu na selfie da Janja. Está apagado da história!

Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque voltarão a Copacabana para comemorar o nó tático de Celso Amorim em Marco Rubio, ao inserir no discurso de Lula mais um comovente elogio à ditadura cubana — que meia dúzia de trouxas ainda confunde com resistência democrática. E entoarão cânticos contra a censura, enquanto seguem o padrão chinês de liberdade de expressão. Coragem é tudo.

Donald Trump foi colocado no alvo, literalmente, por Obama, Biden, Hollywood, Davos, a imprensa decadente e a universidade decrépita. No auge da campanha presidencial, Kamala Harris apontou-o como simpatizante de Hitler. Artistas lamentaram publicamente a falta de pontaria do atirador de Butler. Essa gente toda construiu a imagem do vilão a ser eliminado, do monstro a ser abatido.

Como se vê, foi uma irresistível onda de amor — que, por um detalhe, não culminou com o pretendido cancelamento de CPF. Mas os envolvidos puderam celebrar, triunfais, a paralisação da escada rolante. Já é alguma coisa.

Donald Trump, presidente dos EUA | Foto: Reuters/Jonathan Ernst

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5 comentários
  1. Edmar Simplício da Silva
    Edmar Simplício da Silva

    Bacana Fiuza! Me divirto com o seu trabalho crítico.

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Essa esquerda toda deve ir morar num porão e aprender a dançar olhando os passinhos daquela bicha ridículo com uma escrava com uma sobrinha acompanhando aquela atora chamada Wagner Moura

  3. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Olá Fiúza, aqui pra nós, você acha mesmo que Trump abraçou o molusco corrupto? Além do vira-lata causar-lhe repulsa, abraçar desconhecidos não é um costume americano. No fundo mesmo, Trump é um grande gozador e excelente estrategista.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York, EUA, em 23 de setembro de 2025 | Foto: Reuters/Mike Segar; México e Peru Anterior:
A ONU e Lula continuam os mesmos. Trump e o mundo, não!
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