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Ilustração: Shutterstock
Edição 285

Carta ao Leitor — Edição 285

A abertura da CPMI do INSS e as cidades brasileiras que conseguiram reduzir drasticamente a criminalidade também estão entre os destaques desta edição

Documentos publicados com exclusividade por Oeste ao longo da semana reforçam uma certeza que só a imprensa velha e os apoiadores do consórcio Lula-STF fingem não enxergar: no Brasil destes tempos estranhos, vale tudo para perseguir, difamar, prender e destruir inimigos reais ou imaginários. Não há provas? Fabricam-se. Não há crime? “Mostre-me o homem e lhe direi o crime”.

A frase cunhada por Lavrenti Beria, chefe da polícia política de Josef Stálin, ilustra com precisão o modus operandi do gabinete paralelo de Alexandre de Moraes, exposto pelas revelações da Vaza Toga 3. “Na União Soviética, a Justiça era mero instrumento da ditadura”, afirma a reportagem de capa, assinada por Edilson Salgueiro, Carlo Cauti e Rachel Díaz. “Os tribunais funcionavam como palcos de condenações previamente decididas. Primeiro elegia-se o inimigo, depois fabricava-se o delito.” Essa perversidade se repete no Brasil de hoje. “Sob a batuta de Moraes, o STF transformou-se em máquina inquisitorial. Basta apontar o alvo para que subordinados produzam relatórios, certidões e dossiês que garantam a condenação.” 

A sanha persecutória de Moraes e seus discípulos catapulta o país à condição de vilão global. Mas o demérito não é só dele. Também pesa o fracasso de uma diplomacia que já foi exemplar, mas hoje, conduzida por “incapazes capazes de tudo”, age em nome de um governo alinhado ao que há de pior no mundo. Essa política externa da canalhice é o tema do texto de Augusto Nunes e Uiliam Grizafis.

“O presidente Donald Trump enxerga a América como guardiã do mundo livre”, observa o economista Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro, em entrevista a Cristyan Costa. “O que chama atenção é que, em vez de se alinhar aos EUA, o Brasil está se aproximando cada vez mais da China — e também de regimes como Irã, Cuba e Venezuela. Nesse contexto, vejo as sanções de Trump como um alerta. Elas não dizem respeito apenas ao Brasil, mas ao embate maior entre Washington e Pequim”.

Nesse tabuleiro dos verdadeiros gigantes, a China aparece como “uma esfinge moderna que, tal como a de Tebas, precisa ser decifrada sob risco de devorar o futuro do planeta”, afirma Adalberto Piotto. O desafio, mostra ele, é “não permitir a imposição de um modo de vida ou o controle estratégico do planeta sob valores que não sejam os ocidentais democráticos.”

De volta a esses tristes trópicos, Silvio Navarro alerta que esta é uma das últimas oportunidades para a oposição mostrar força diante de Lula em 2026. “Chama-se CPMI do INSS, já em funcionamento no Congresso.” Já Fábio Bouéri revela as cidades brasileiras que conseguiram erguer barreiras contra as facções e reduzir drasticamente a criminalidade. Nenhuma delas, coincidentemente — ou não —, é governada pelo PT.

E porque, como dizia Ivan Lessa, “a cada 15 anos o Brasil esquece o que aconteceu nos últimos 15”, vale conferir a reportagem em que Dagomir Marquezi ensina seis exercícios práticos para a memória. Usar menos o Waze e recorrer ao humor para ajudar a decorar coisas estão entre eles.

A edição traz ainda duas novidades. A primeira é a estreia de Antônio Cabrera, ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor e secretário da Agricultura e Abastecimento em São Paulo sob Mário Covas. A segunda é uma reportagem especial sobre o Hospital das Clínicas, o maior complexo hospitalar da América Latina e um dos 200 melhores hospitais do mundo. Além do texto escrito, o minidocumentário sobre o HC estreia nesta sexta-feira, 29, às 20h30, no canal da Revista Oeste no YouTube — um convite para conhecer de perto um dos raros exemplos de bom uso do dinheiro dos pagadores de impostos.

Boa leitura.

Branca Nunes,

Diretora de Redação

Capa da Revista Oeste, edição 285 | Ilustração: Shutterstock
7 comentários
  1. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    O relator da CPMI do INSS é aqui de minha terra, o Alfredo Gaspar. Votei nele!

  2. JHONATAN SURDINI
    JHONATAN SURDINI

    “Meu Ministro”, disse bolsonaro, quer ser meu vice?! J.B. você nos envergonhou com essa frase!

  3. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Se é uma coisa que não resta dúvida que o consórcio PT/STF é uma organização criminosa, isso é prego batido ponta virada. Cadê os ministros e desembargadores e juízes que são honestos, que prima pelo império da lei, Cadê o parlamento com gente decente, cadê o MP, cadê os outros órgãos públicos com pessoas éticas e honradas que sabemos que existe. Por que não se toma uma decisão pra tornar o país uma nação soberana?

  4. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Tá bom. No entanto, o Santo Ceticismo alerta que os governos dos EUA sempre pressionaram determinados países, como Cuba, Venezuela, Nicarágua e até o Brasil no momnto. Mas, nunca conseguiram extirpar os presidentes ou ditadores. Trump poderá sancionar ainda mais o Brasil, mas Moraes e Lula continuarão em seus projetos. Depois da prisão perpétua de Bolsonaro eles passaram para o próximo plano que sufocará o país e a OAB terá que promover um curso de reciclagem aos adovgados com a Constituição chinesa e as igrejas cantarão a cartilha do partido comunista chinês. Mao tse tung terá um monumento, a cavalo e pilchado no parque farroupilha em Porto Alegre e as escolhinas maternais começaram a ensinar mandarim.

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