Quando Javier Milei foi eleito presidente da Argentina, a imensa maioria dos analistas e jornalistas da velha imprensa passou a fazer previsões sombrias. Um “louco”, um “radical”, alguém de “extrema direita” totalmente “irresponsável” que destruiria o país vizinho — que, na verdade, estava destruído justamente pela esquerda lulista. Milei teve a pior herança maldita de todas, com inflação descontrolada, miséria galopante e cenário de terra devastada.
Com um choque de liberdade econômica sem precedentes, um ajuste fiscal enorme e reformas liberalizantes que apontam na direção de um Estado mínimo, o presidente foi capaz de recolocar a economia nos trilhos. Neste primeiro trimestre de 2025, os resultados já são inegáveis: o PIB cresceu quase 6% anualizado, a inflação está em patamares mais civilizados, a confiança dos investidores está retornando e o futuro parece promissor.

Os dados são tão evidentes e gritam por conta própria que é impossível negá-los ou mesmo ignorá-los. Aqueles “profetas do caos” desapareceram, enquanto escrevem colunas para poupar Lula da desgraça brasileira iminente, que tem total relação com o governo perdulário e irresponsável do petista. Quando Milei venceu, escrevi que sua presença ao lado do Brasil seria justamente esse fardo incômodo para nossos analistas de plantão, pois seria a lembrança constante de que há uma alternativa ao modelo esquerdista, e que o Brasil poderia estar voando com um projeto distinto.
Pois bem: agora até mesmo alguns economistas tucanos precisam admitir a realidade e reconhecer os méritos econômicos de Milei, enquanto demonstram “medo” em relação ao futuro brasileiro. Não faltaram economistas “liberais” de mercado, com viés tucano, que fizeram o “L” ou pregaram voto nulo por nojo do estilo de Bolsonaro, ignorando o que realmente estava em jogo para o país. Agora precisam agir de forma dissimulada, como sonsos, para não confessar a lambança que ajudaram a produzir.
É nesse contexto que um vídeo do economista Ricardo Amorim chamou a minha atenção nesta semana. Amorim reconhece os acertos econômicos de Milei, sua área técnica, e chega a usar seu ajuste fiscal como exemplo para o Brasil. Poderia ter parado sua análise aí, mas aí seu mercado de palestras com a elite tupiniquim poderia sair um tanto prejudicado. Afinal, elogiar Milei e deixar por isso mesmo é pecado capital nessas rodas “inteligentes”. É como elogiar Trump ou Bolsonaro, cruzes!
Foi por isso que Amorim emendou, após sua análise técnica econômica, uma opinião absolutamente subjetiva, sem qualquer evidência ou prova, aderindo a uma narrativa esdrúxula que chegou a comparar Javier Milei a um fascista! Sim, ele tem muitos méritos na economia, mas… os perigos de retrocesso na democracia são deveras preocupantes! E o economista soltou essa pérola do nada, sem absolutamente qualquer subsídio ou fato para sustentá-la. Era preciso só jogar para a plateia, acenar para os colegas tucanos, pagar o pedágio global.
Sem a narrativa de que a direita nacional populista representa uma terrível ameaça fascista, os tucanos não têm como oferecer oposição real a quem efetivamente tem votos populares para implementar uma agenda liberal reformista. Eles preferem os nomes “civilizados” da “terceira via”, a tal “direita permitida”, que julgam sofisticada e democrata, mas que na prática não passa de esquerda tímida e enrustida. Basta pensar que Geraldo Alckmin já foi esse nome no Brasil, e hoje é o vice do “ladrão que quer voltar à cena do crime”. Outro nome ventilado foi Simone Tebet, hoje no governo Lula. Eis a “direita civilizada”, segundo nossa elite.

O mais incrível de tudo isso é que esses economistas e analistas erram suas análises com consistência há anos, pois colocam a torcida ideológica acima da realidade. Por isso tinham tanta implicância com Paulo Guedes, o melhor ministro da Economia que já tivemos. Preferem os nomes atrelados a planos mirabolantes que nunca deram certo, mas de economistas tucanos que adoram pagar pedágio para “progressistas”. O mercado de palestras agradece, pois se trata de um circuito fechado e bancado justamente pela mesma patota que não liga para resultados, só para aparências.
Enquanto isso, as tias do Zap furam a bolha da Globo e buscam análises pertinentes nas redes sociais, de gente independente que não precisa pagar esse pedágio tucano. É aí que entra a censura: William Bonner não esconde que considera as redes socais um “perigo”, e o editorial do Globo prega abertamente a legislação suprema para regular as plataformas e cercear opiniões. Se todos fossem obrigados a consumir “análises” apenas de economistas como Arminio Fraga ou Ricardo Amorim, então haveria “consenso” de que Milei, assim como Trump e Bolsonaro, é um fascista terrível que ameaça a democracia. Uma opinião retirada, cá entre nós, diretamente do esgoto.

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Ricardo Amorim é típico isentao que joga apenas no seu time …e todo o resto q se f…Imoral…pessoas q não se importam com o todo desde q se dêm bem …são bandidos sociais. “Bolsa em 200.000 pontos” chutão ridículo pra vender palestra.
Torço por você na sua luta contra a
doença. Não desanime,vc vai vencer mais essa batalha!Abraços
Houve uma época que até admirava os comentários do Ricardo Amorim. Felizmente deixei de segui-lo a algum tempo.
Meu irmão caçula, doutrinado nos corredores da UFPR, esquerdista/socialista de carteirinha jurou que o então eleito Milei não terminaria o mandato.
Não sei no que eles se baseiam para essas afirmativas, mas contra fatos não existe argumentos.
Sempre achei que Amorim tinha algo de estranho. Agora descobri ou fui alertado de que ele gosta do marketing e pouco de mercado.
As críticas ao Milei nunca foram as de antidemocrático, mas sim de lunático por episódios com os seus cachorros ou acabar com o Banco Central da Argentina no primeiro dia de seu mandato, o que evidentemente não fez. Com Trump, sim, pela omissão à invasão ao Capitólio e pressão ao vice para não diplomar o Biden; e com Bolsonaro também, por motivos, insinuações e silêncios semelhantes, todos na conta de antidemocráticos. No mais, o artigo é preciso para felicidade dos argentinos.
Então, bem se vê, o Brasil está melhor que os “hermanos”. Nossa economia deslancha, a todo vapor, a inflação em queda vem acompanhada pelo desemprego, o país voltou a sr reconhecido lá fora e a democracia pujante abre espaço para retirar exclusivamente os que querem atrapalhar. Eta nós, ninguém segura “eçepaiz”.
Se fizermos o inverso daquilo que Ricardo Amorim recomenda, com certeza vamos ganhar muito.
Perfeito, Constantino! Parabéns pelo seu texto!
”Patota que não liga para resultados, só para aparências”. Exato, Consta!
Depois de todas estas verdades , sempre há um morto que não concorda.
Consta que prá essa gente do Bradesco e Itaú, o que importa é serem covardes!!!
Perfeito Constantino!!! Artigo irretocável. Torço muito por melhoras na sua luta particular!!!
Obrigada Consta ! Você é absolutamente necessário!
Eu gosto de dizer , que quando a ideologia entra pela porta a ciência pula a janela .
Excelente Consta!
Maravilha de artigo.
E Viva a Vida!
Rezando pela sua recuperação.
Óptima análise, Sr. Constantino. Desejo-lhe também uma pronta e definitiva recuperação do seu estado de saúde. Saudações cordiais.
Excelente, Constantino! Como sempre!
Rodrigo, parabéns. Achei que este assunto passaria despercebido nesta semana. Sua coluna, sempre brilhante e precisa, abordou exatamente o que percebi e cheguei a comentar com amigos e conhecidos. É muita cara de pau. É exatamente como você comentou, como executivo, já precisei assistir a estas palestras encomendadas. Se pelo menos ele comentasse “em minha opinião”, ficaria menos feio e mais disfarçado. Para esta turma a solução é a censura, já está provado.
Ricardo Amorim 10 em economia mas 0 em política.