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Apria promove evento pioneiro para discutir o agronegócio na Amazônia: a COP30 do Agro

A cerimônia ocorrerá em outubro deste ano, em Marabá (PA)

Mesmo com poucos meses de existência, a Associação dos Produtores Rurais Independentes da Amazônia (Apria) já desponta como uma das principais vozes em defesa do agronegócio na região amazônica. A entidade vem ganhando relevância ao levantar questões cruciais relacionadas a programas e políticas públicas que impactam diretamente o setor produtivo, como taxação do agronegócio, demarcação de terras indígenas, criação de unidades de conservação ambiental e os controversos programas de “ataque à carne”.

Em um movimento que visa a ampliar o debate e contemplar tanto o setor produtivo quanto os 30 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, a Apria idealizou a COP30 do Agro, marcada para os dias 3 e 4 de outubro de 2025, em Marabá, no Pará. O evento pretende apresentar uma visão alternativa e complementar às discussões que serão realizadas na COP30 oficial, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém.

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Uma voz para o agronegócio

De acordo com os organizadores, a COP30 do Agro não pretende rivalizar com o evento oficial, mas trazer à tona questões que, segundo a Apria, têm sido negligenciadas em fóruns internacionais. “Certamente, a COP30 em Belém será uma repetição de narrativas já cansadas, que priorizam a preservação da floresta acima de tudo, deixando de lado o ser humano que vive nela e dela depende”, declarou um porta-voz da associação. “Nosso objetivo é trazer uma discussão democrática que contemple os dois lados da história.”

A agenda do evento incluirá palestras, painéis e mesas-redondas com a participação de nomes de peso, como o jornalista Alexandre Garcia, o deputado Pedro Lupion e cientistas renomados. Além disso, autoridades estaduais e municipais, como governadores e secretários, também foram convidadas — o que reforça o compromisso com um diálogo aberto e equilibrado.

Defesa da soberania brasileira

Outro ponto central da COP30 do Agro será a defesa da soberania nacional diante da crescente influência de organizações não governamentais (ONGs) internacionais. Segundo a Apria, tais entidades têm desempenhado um papel desproporcional na definição de políticas ambientais brasileiras, muitas vezes em detrimento dos interesses locais. “Nosso evento não é contra o meio ambiente, mas a favor de uma Amazônia onde a floresta e o homem convivam em harmonia, sem a interferência indevida de grupos estrangeiros que desconsideram a realidade de quem vive aqui”, afirmou um representante da associação.

Desafios e expectativas

A realização do evento em Marabá, uma das cidades mais representativas do agronegócio na Região Norte, é simbólica. A escolha reflete a intenção da Apria de se aproximar das bases produtivas e de fomentar um diálogo que realmente represente os interesses de quem vive e trabalha na Amazônia.

Os organizadores esperam que a COP30 do Agro seja um marco para a construção de uma agenda mais inclusiva e realista para o agronegócio na Amazônia. “Queremos que esse evento seja o início de uma nova era, onde as decisões sobre a Amazônia sejam tomadas com base em dados concretos e com a participação de todos os atores envolvidos, incluindo os produtores rurais, que são os maiores responsáveis por fazer a região prosperar”, concluiu um dos integrantes da associação.

Serviço

Evento: COP30 do Agro

Data: 3 e 4 de outubro de 2025

Local: Marabá, Pará

Associação dos Produtores Rurais Independentes da Amazônia Telefone:(94)99151-2754

E-mail: [email protected]

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3 comentários
  1. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Também conhecido como loteamento e venda 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

  2. Osvaldo Russi De Domenico
    Osvaldo Russi De Domenico

    Excelente iniciativa, para uma mudança de postura do Brasil, que já tem um código florestal que preserva a vegetação arbórea em maior escala do que a maioria dos países. Temos que valorizar os habitantes da Amazônia Brasileira, regularizar as propriedades, investir em água e saneamento com tecnologia adequada à população daquela região, investir em educação adaptada às necessidades da região, dar condição aos indígenas de progredirem para o século 21 ao invés de querer deixá-los vivendo como se fossem animais a serem preservados no estágio do ano 1500. E o Governo fazer o seu trabalho de preservação, combatendo incêndios, tráfico de drogas, mineração ilegal e presença de pessoas não autorizadas na região.

  3. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    Bem vindo um debate sério,de verdade,muito diferente desses piqueniques de militantes bem pagos por interesses internacionais inconfessáveis! Esperemos que a imprensa e os partidos políticos deem a atenção que o tema merece!

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