Romeu Zema (Novo) criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante coletiva de imprensa na Câmara nesta quarta-feira, 22, afirmando que a Corte “está podre”. A fala ocorreu em apoio à ofensiva da oposição que inclui o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes.
“O Supremo como está”, afirmou Zema, que deixou o governo de Minas Gerais para lançar sua pré-candidatura à Presidência. “Foi para o Supremo o advogado do presidente (Luiz Inácio Lula da Silva), o advogado do partido do presidente e o ministro nomeado pelo presidente. Desse jeito, só faltou colocar filho e neto.”
Receba nossas atualizações
+ Oposição protocola pedido de impeachment de Gilmar Mendes: ‘Rasga a Constituição’

Ao criticar o atual sistema de indicação da Corte, o ex-governador afirmou que não levou “um parente” para o Executivo mineiro durante seus sete anos de gestão.
“Então dá pra fazer certo”, analisou. “Fiquei sete anos como governador sem um escândalo, sem corrupção, com total transparência. Já mostramos que dá pra fazer certo, sim. E é disso que o Brasil precisa, porque o brasileiro está cansado. É Brasília vivendo na riqueza e o brasileiro vivendo na pobreza. São esses políticos, esses intocáveis vivendo no luxo, e o brasileiro vivendo no lixo.”
Banco Master
O governador também vinculou suas críticas ao escândalo envolvendo o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apontando proximidade entre autoridades e o empresário investigado.
+ Van Hattem critica atuação do STF: ‘Farra dos intocáveis’
“Estamos vendo as mais altas autoridades do Brasil (…) próximas desse senhor (Vorcaro), que pode ser considerado talvez o maior criminoso da história do país”, disse. “Eu, que sou mineiro como esse criminoso, nunca tive contato. E gente aqui do mais alto nível da República próxima desse senhor. Isso é muito preocupante.”
Pacote de mudanças no Judiciário
Além do apoio ao impeachment de ministros, Zema detalhou propostas defendidas pelo Partido Novo para reformar o funcionamento do Judiciário. Entre as medidas estão:
- Fim da dependência do presidente do Senado: a maioria do Senado deveria ser suficiente para abrir inquéritos ou pedidos de impeachment de ministros do STF: “A maioria do Senado é suficiente para abrir qualquer inquérito (…) não ficar dependendo de presidente omisso que tem o rabo preso”
- Idade mínima para nomeação: “Só nomear para o Supremo quem tiver 60 anos ou mais (…) que já tenha atingido maturidade e estabilidade”.
- Fim das decisões monocráticas: acabar com as decisões individuais de ministros que podem anular votos e decisões do parlamento: “Queremos acabar com as decisões monocráticas (…) os parlamentares votam, uma canetada do Supremo e está tudo desfeito”.
- Processo de nomeação ampliado: a indicação de ministros para o STF não deve ser exclusiva do Presidente da República, devendo envolver outras instituições como o STJ, a PGR e a OAB, para garantir maior impessoalidade e competência.
- Processos de investigação céleres: criar mecanismos para investigações rápidas de má conduta de ministros, evitando que casos sejam “engavetados”.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.