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Política

Zambelli aciona TCU contra contrato milionário do Porto de Santos

Serviços contemplam locação de veículos blindados

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sentada. Ela usa um vestido preto
O processo de extradição segue agora no Ministério do Interior da Itália | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a abertura de uma investigação sobre a contratação de serviços de locação de veículos blindados pela Autoridade Portuária de Santos S.A. nesta segunda-feira, 17.

O contrato, firmado com a empresa São Paulo Turismo & Receptivo Ltda, tem valor geral de R$ 4,9 milhões e vigência de 30 meses. No documento, a deputada questiona a transparência e a legalidade do processo de contratação, ao destacar a ausência de informações detalhadas sobre a modalidade licitatória utilizada e os critérios de seleção da empresa.

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“É inadmissível que quase R$ 5 milhões do dinheiro do contribuinte sejam jogados em um contrato nebuloso como esse”, diz Zambelli. “O Brasil não aguenta mais esses conchavos milionários às custas do trabalhador!”

A Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública, com controle majoritário do Governo Federal, e vinculada à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério de Portos e Aeroportos.

Porto de Santos está entre os portos comprados por multinacionais
Porto de Santos é o maior da América Latina | Foto: Divulgação/Porto de Santos

Zambelli pede investigação contra “Chavoso da USP”

Na última segunda-feira, 10, Zambelli encaminhou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República onde solicita a abertura de inquérito policial contra o professor Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP”.

O professor administra os perfis “chavosodausp.02” e “chavosodausp_reserva” no Instagram. Em 6 de março, ele publicou um texto, acompanhado de imagens, em que confessa o roubo e a destruição de uma bandeira de Israel durante o Carnaval em Salvador.

No documento, Zambelli argumenta que o antissemitismo se equipara ao racismo, conforme a definição da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. “Claramente se trata de incitação deliberada ao ódio contra os judeus.”

O Código Penal classifica a conduta como incitação ao crime. “Ao confessar o roubo em uma rede social com mais de 400 mil seguidores, ele incita publicamente a prática”, diz a deputada. Zambelli solicita a apuração para garantir a proteção da ordem pública e dos direitos da comunidade judaica, além de eventual ação penal contra o professor.

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Leia também: “O Porto de Santos desencalha”, artigo de Bruno Freitas publicado na Edição 127 da Revista Oeste

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