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Política

Vorcaro impõe condição para depor na CPI do INSS

O executivo poderá permanecer em silêncio e se recusar a responder sobre a venda do banco ao BRB, o contrato de R$ 130 milhões com Viviane Barci de Moraes e a sociedade de sua família em um resort ligado à família do ministro Dias Toffoli

daniel vorcaro
O empresário Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Negociações políticas permitiram o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro no âmbito da CPI mista do INSS, sob a condição de que o executivo não acionasse o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o comparecimento e que limitasse suas respostas ao tema dos descontos irregulares em aposentadorias, foco central da comissão.

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Vorcaro, dono do Banco Master, poderá recusar-se a responder questionamentos relacionados à venda do banco ao Banco de Brasília (BRB), ao contrato de R$ 130 milhões firmado com Viviane Barci de Moraes ou ainda a respeito da sociedade de sua família em resort ligado à família do ministro Dias Toffoli. O direito ao silêncio foi reconhecido pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou não pretender constranger o executivo durante a audiência, embora outros parlamentares possam agir de modo diferente.

Restrições judiciais contra Vorcaro e foco da investigação

O ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, autorizou a viagem de Vorcaro a Brasília, mesmo sob restrições judiciais, como uso de tornozeleira eletrônica e limitação para ausentar-se de São Paulo sem autorização. O depoimento, inicialmente previsto para esta quinta-feira, 5, foi remarcado para o dia 26. Até lá, a comissão pretende aprofundar investigações sobre irregularidades em operações de crédito consignado para beneficiários do INSS.

“É preciso ter muita clareza de onde começa e termina a nossa autoridade. Nós temos uma CPMI para investigar descontos irregulares [em aposentadorias]. Gostaria de investigar toda a relação do Master com o mercado financeiro, com nomes importantes da República, mas não está dentro das minhas atribuições na CPMI”, disse o senador Carlos Viana (Podemos-MG) a O Globo. Ele acrescentou: “Os parlamentares podem fazer as perguntas que quiserem”.

De acordo com informações passadas pela defesa de Vorcaro ao presidente da CPI, o executivo não teria responsabilidade direta nas operações de consignado, o que pode amenizar seu impacto diante dos questionamentos dos parlamentares. Entretanto, caso Vorcaro não compareça ao depoimento remarcado, Viana afirmou que solicitará condução coercitiva para garantir sua presença.

Disputa política e prazo da CPI

No cenário político, a oposição ao governo Lula busca ampliar o prazo de funcionamento da CPI por mais dois meses, ultrapassando o limite regimental de 120 dias, com o intuito de apurar suposta ligação de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, no caso. No entanto, a iniciativa enfrenta resistência do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem a decisão final sobre a extensão da comissão.

O prolongamento dos trabalhos poderia prejudicar o presidente Lula às vésperas das eleições de outubro, conforme avaliam opositores. Membros da CPI também reconhecem que a proximidade do período eleitoral dificulta a prorrogação, já que o ritmo intenso das investigações exige a permanência de parlamentares em Brasília, enquanto muitos preferem retornar aos seus Estados para focar suas campanhas de reeleição.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    MANDA PREDER NOVAMENTE PRA VER SE ELE NÃO ABRE O BICO…

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    TEM DE VIR ORDEM DO MINISTRO ANDRE MENDONÇA !
    NÃO TEM ACORDO COM ESSE BANDIDO !

  3. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    O Brasil virou esconderijo de criminoso faz bastante tempo!

  4. Nerivaldo Carvalho dos Santos
    Nerivaldo Carvalho dos Santos

    Será que os Senadores não pode um dar um Chute nesse tal de Acolumbre ? Nosso País não sai desse atraso por causa de alguns poderosos de Brasilia inclusive esses presidente do Senado e da Câmara

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