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Política

Vorcaro acumula visitas de advogados em presídio de Brasília

Autorização do STF amplia acessos ao ex-banqueiro e altera rotina da unidade de segurança máxima

STF O banqueiro Daniel Vorcaro teve o cabelo raspado durante estadia na penitenciária de Potim (SP) | Foto: Divulgação/SAP
A intensificação dessas visitas começou na semana passada, no momento em que Vorcaro alterou sua defesa | Foto: Divulgação/SAP

A Penitenciária Federal em Brasília registrou uma sequência incomum de atendimentos a Daniel Vorcaro ao longo desta semana. Documentos obtidos pela CNN Brasil mostram que advogados realizaram 13 visitas ao ex-banqueiro, apesar de o regulamento das unidades federais limitar esse tipo de contato a um encontro semanal por detento.

O fluxo elevado decorre de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou nove defensores a acessarem Vorcaro sem necessidade de agendamento prévio.

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Na prática, o número de encontros alcançou uma média de três advogados por dia, o que levou à rotina de reuniões com o ex-controlador do Banco Master, diante da possibilidade de um acordo de colaboração premiada.

A intensificação dessas visitas começou na semana passada, no momento em que Vorcaro alterou sua defesa. Ele substituiu Pierpaolo Bottini por José Luís Oliveira, o Juca, que passou a conduzir as tratativas jurídicas.

A movimentação também afetou a rotina interna da unidade. Agentes relataram à CNN que precisaram assumir funções adicionais e reorganizar o esquema de segurança para lidar com a chegada frequente de advogados, muitas vezes sem aviso prévio e por períodos mais longos do que o habitual.

Defesa de Vorcaro diverge sobre delação

Na quarta-feira 18, Juca e outros dois advogados estiveram na penitenciária durante a manhã. Poucas horas depois, a equipe de defesa procurou a Polícia Federal e o gabinete de Mendonça para manifestar interesse em negociar um acordo de delação.

Nem todos os integrantes da defesa acompanham essa estratégia. O advogado Roberto Podval, que já atuava no caso antes da prisão e permanece na equipe, decidiu não participar de eventual negociação. Ele informou a interlocutores que não concorda com a possibilidade de delação.

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