Em mensagem na noite desta sexta-feira, 27, a Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) comunicou a morte de José Éder Lisboa, de 57 anos. Adestrador de animais, Lisboa foi sentenciado a 14 anos de prisão por suposto envolvimento nas invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de janeiro de 2023.
Em razão do que considerou como perseguição política e judicial, Lisboa deixou o país e passou a viver na Argentina. Longe da família e da própria base de apoio, ele enfrentou um período de fragilidade. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, Lisboa ficou doente e permaneceu internado por vários dias em um hospital argentino. Sem conseguir se recuperar, morreu nesta semana.
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Nova vítima expõe atuação do STF
O caso adiciona um componente dramático ao debate sobre as punições impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Críticos das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que as penas são excessivas, fora do devido processo legal e têm provocado consequências que vão além do campo jurídico, atingindo diretamente a vida pessoal e emocional dos condenados. A Asfav, por exemplo, se posiciona nesse sentido.
As condenações relacionadas ao episódio seguem no centro de uma disputa política e institucional. De um lado, o tribunal sustenta que os ataques representaram uma ameaça direta à democracia e exigem resposta rigorosa. De outro, cresce a pressão de setores que questionam a proporcionalidade das penas e denunciam abusos.
A morte de Lisboa, em território estrangeiro e em condições de isolamento, reforça esse embate. Para apoiadores, o episódio simboliza o custo humano das decisões judiciais. Para críticos dessa narrativa, trata-se de um caso individual dentro de um processo mais amplo de responsabilização pelos atos de 8 de janeiro.
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Deus irá vinga-lo.
Em que nível nós INjustiça chegou!