O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nesta sexta-feira, 27, que as acusações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sobre vazamentos de dados sigilosos por membros do colegiado precisam ser comprovadas.
“É uma fala que estranha muito”, disse Viana. “Dizer que os vazamentos vieram dessa comissão sem apontar quem vazou. Porque da mesma maneira que nos disseram que nós, como investigadores, temos que agir como juízes, também quem é juiz tem que agir dentro do que diz a legislação.”
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Segundo Viana, a presidência da CPMI “agiu com responsabilidade em todos os momentos e em respeito ao próprio Supremo Tribunal Federal”.
O senador destacou que assim que foi notificado pelo Supremo, imediatamente mandou fechar a sala-cofre. Nesse sentido, ele quer que o ministro aponte quem, de fato, fez o vazamento: “Isso fica muito ruim na relação nossa de parlamentares com o próprio Supremo”.
“Se houver qualquer vazamento de informações que estiveram na sala-cofre, se houver isso, há uma investigação que está em curso”, ressaltou Viana. “A polícia do Senado tem a ordem de abrir uma investigação para identificar de onde veio. Mas até o momento não houve qualquer manifestação nesse sentido.”

Damares ressalta que fala de Gilmar Mendes foi desrespeitosa
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que a acusação de Mendes “joga na vala a história de profissionais, de homens e mulheres honrados que nós temos aqui nos servindo todos os dias”.
“O ministro Gilmar não tinha o direito de jogar todos os nossos assessores numa vala de lama, especialmente as meninas mulheres assessoras desta casa”, afirmou Damares. “Eu precisava fazer esse registro para honrar o trabalho de nossos fiéis assessores, que deram a vida por essa CPMI.”
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Suposto vazamento da CPMI do INSS
Gimar Mendes, durante o julgamento da prorrogação dos trabalhos do colegiado, disse que “há pessoas já velhas, com mais de 60 anos, entrando na sala-cofre para depois ficar contando coisa que nada tem a ver com a investigação. Isso é indigno”.
O ministro completou ao afirmar que “não é bom para os senhores, para o Parlamento, para as instituições. Os senhores não pediram desculpas ainda por esse episódio lamentável”.





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