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Política

'Veremos quem é a favor da bandidagem', diz Nikolas Ferreira

O deputado do PL de Minas Gerais vai ser o relator de projeto de lei que equipara ações praticadas por organizações criminosas a atos de terrorismo

Nikolas Ferreira assumiu relatoria do projeto que classifica facções como terroristas. | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira assumiu relatoria do projeto que classifica facções como terroristas | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) vai ser o relator do Projeto de Lei n° 1.283/2025, que altera a Lei Antiterrorismo. O objetivo é equiparar as ações de milícias e organizações criminosas a atos de terrorismo. O parlamentar será responsável pelo parecer da proposta no plenário da Câmara. “Veremos quem é a favor da bandidagem”, declarou o político mineiro.

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O projeto contra facções criminosas é de autoria do deputado federal Danilo Forte (União-CE). O texto apresentado prevê, por exemplo, que crimes praticados por organizações criminosas tenham a mesma pena do crime de terrorismo. A punição varia de 12 a 30 anos de prisão.

Relatoria de Nikolas Ferreira depois de validação de comissão

A partir de agora sob relatoria de Nikolas Ferreira, a proposta já foi aprovada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O projeto tramita em regime de urgência, podendo ser pautado a qualquer momento pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

+ Trump quer classificar PCC e CV como terroristas a despeito de oposição de Lula

De acordo com o texto, a Polícia Civil e a Justiça Estadual, respectivamente, terão competência para investigar e processar os crimes cometidos por milícias e organizações criminosas. A exceção se dará para os casos de repercussão interestadual ou internacional que exijam repressão uniforme, quando a competência passará à Polícia Federal.

Na Comissão de Segurança Pública, o relator da proposta foi o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). “Penas mais duras e aplicadas de forma eficiente criarão um ambiente de maior temor para as organizações criminosas”, afirmou o parlamentar fluminense.

Pedido de Trump

Em maio, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas. No entanto, o Executivo brasileiro, sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é contra a esse enquadramento.

Na justificativa do projeto de lei, Forte cita a demanda do governo Trump. De acordo com ele, o exemplo norte-americano pode inspirar ações de segurança pública no Brasil.

“Ressalte-se que a preocupação com a ameaça representada por organizações criminosas que utilizam táticas de terror não é exclusividade do Brasil”, citou Forte. “Nos Estados Unidos da América, o governo Trump designou cartéis e outras organizações criminosas como organizações terroristas, reconhecendo que esses grupos representam uma ameaça à segurança nacional. Essa medida visou a permitir que as autoridades norte-americanas utilizem ferramentas e recursos tradicionalmente empregados no combate ao terrorismo para combater o crime organizado.”

Leia mais: “O efeito Charlie”, artigo de Ana Paula Henkel, publicado na Edição 288 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    A justificativa do governo brasileiro para não equiparar as facções a grupos terroristas foi a de que as ações das mesmas são ligadas a crimes comuns, visando o lucro. Sim, como assassinar policiais fora de serviço, ameaçar sequestrar juízes, matar promotores… se fazem isso para intimidar, estão praticando terror.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Enquanto não definirmos legalmente o terrorismo como facção criminosa, ou o contrário quem faz vista grossa para o terrorismo, o Brasil seguirá refém deste império que destrói gerações.

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