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Política

Vereador interrompe cerimônia no Planalto e relata ameaças de morte

Luciano Demazzi (União-MT) foi intimidado depois de denunciar irregularidades em obras municipais em Aripuanã

Vereador denuncia ameaças de morte
O vereador publicou nas redes sociais um vídeo denúncia em frente às obras | Foto: Reprodução/ YouTube @canalgov

O vereador Luciano Demazzi (União Brasil), de Aripuanã, em Mato Grosso, interrompeu uma cerimônia no Palácio do Planalto, realizada nesta terça-feira, 7, para afirmar que recebeu ameaças de morte. A tentativa de intimidação teria ocorrido depois de o parlamentar denunciar supostas irregularidades em obras da prefeitura do município.

O parlamentar esteve na cerimônia de assinatura do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores. O evento ocorreu em data simbólica, no Dia do Jornalista, e teve transmissão pelo CanalGov no YouTube.

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Vereador denunciou irregularidades ao Ibama

Demazzi apresentou as denúncias ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) depois de identificar mudanças e irregularidades no projeto de instalação de uma usina solar fotovoltaica no município. A partir dali, passou a receber mensagens que o pressionavam a não se envolver com o empreendimento.

Em 23 de março, Demazzi publicou nas redes sociais um vídeo em frente às obras. Na gravação, afirmou que o local da usina foi alterado e cobrava explicações.

Obras em Aripuanã 

Em janeiro deste ano, a Prefeitura de Aripuanã anunciou o começo dos preparativos para a implantação de uma usina de energia solar no município. De acordo com o site da administração municipal, a obra reafirma o compromisso com a modernização, a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade com os recursos públicos.

Leia também: “Em livro, vereador carioca critica a ‘romantização da favela'”

O projeto tem como objetivo reduzir os gastos com energia elétrica. Segundo dados fornecidos pela prefeitura, o município investe cerca de R$ 495 mil por mês nesse serviço, totalizando aproximadamente R$ 6 milhões por ano.

Com a operação da usina, a estimativa é de uma economia mensal de aproximadamente R$ 215 mil, o que representa cerca de R$ 2,5 milhões ao ano.

Até o momento, a prefeitura não se manifestou sobre as denúncias de ameaças de morte feitas pelo vereador.

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