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Política

Valdemar deixa a PF depois de 4 horas de depoimento

Advogado do presidente nacional do Partido Liberal afirma que ele respondeu a todas as perguntas feitas por agentes

Valdemar Costa Neto
Valdemar Costa Neto permaneceu por mais de 4 horas na sede da PF no Distrito Federal | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 22. A oitiva, realizada na sede da corporação em Brasília, ocorreu no contexto da Operação Tempus Veritatis.

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O dirigente partidário prestou depoimento por cerca de quatro horas. Ele chegou à sede da PF às 14h30 e só deixou o local às 18h10.

Segundo o advogado Marcelo Bessa, Valdemar respondeu a todas as perguntas feitas pelos agentes federais. Postura diferente da adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que também compareceu a PF nesta quinta, mas foi liberado 20 minutos depois — e sem responder a questionamentos.

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A defesa de Bolsonaro alegou, em conversa com jornalistas, que a estratégia de permanecer em silêncio se deu em razões de decisões judiciais. Conforme registrou Oeste, os advogados Fabio Wajngarten e Paulo Bueno reclamam de não terem acesso aos autos envolvendo as denúncias feitas pelo tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens da Presidência da República durante o governo Bolsonaro.

Além de Valdemar e de Bolsonaro, outras 12 pessoas prestaram depoimento à PF em Brasília:

  1. General Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
  2. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  3. Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor especial da Presidência da República;
  4. Mário Fernandes; ex-ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República;
  5. Tércio Arnaud, ex-assessor de Bolsonaro;
  6. Almir Garnier, ex-comandante geral da Marinha;
  7. Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  8. Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército;
  9. general Braga Netto, ex-ministro da Defesa, ex-ministro-chefe da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2022;
  10. Bernardo Romão Correia Neto, coronel do Exército;
  11. Bernardo Ferreira de Araújo; e
  12. Ronald Ferreira de Araújo Júnior.

Marcelo Câmara está preso desde 8 de fevereiro, quando a PF deflagrou a Tempus Veritatis. Ex-assessor especial da Presidência da República, Filipe Martins também está detido desde o mesmo dia.

Valdemar presta depoimento depois de prisão

Valdemar Costa Neto
Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto foi preso em flagrante durante operação da PF | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ex-deputado federal e atual presidente nacional do PL, partido que abriga Bolsonaro e alguns de seus principais aliados, Valdemar Costa Neto também chegou a ser detido em meio à deflagração da Operação Tempus Veritatis. Inicialmente, o dirigente partidário seria alvo apenas de mandado de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liberdade provisória a Valdemar no início da noite de 10 de fevereiro.

Leia também: “Perseguição implacável”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 203 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Só contou, um pecado.
    Falta o resto da vida pra contar o resto.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Dizem que o Valdemar estava se sentindo tão bem naquele ambiente da delegacia, onde foi rever velhos camaradas de outrora, que falou mais que o homem da cobra. Será que numa dessas parlapatices, parlapatão que é, não disse alguma merda?. Mas tudo bem, desde que não fale alguma mentira deslavada como aquele milico do Cid El campeón mentiroso, vai estar tudo bem.

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