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Política

TST cancela contrato milionário de sala VIP em aeroporto

O presidente do tribunal, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, justificou que a rescisão ocorreu por ausência de necessidade do uso do espaço

Tribunal Superior do Trabalho (TST)
O TST determinou que os colaboradores retornem ao trabalho a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro | Foto: Divulgação/TST

Uma decisão unânime do Tribunal Superior do Trabalho (TST) encerrou o contrato que previa a construção de uma sala VIP exclusiva para seus 27 ministros no Aeroporto de Brasília. O acordo previa um custo estimado acima de R$ 1,5 milhão ao longo de dois anos.

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O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, justificou que a rescisão ocorreu por ausência de necessidade do uso do espaço. Ele também destacou que a medida não acarretará perdas financeiras para o tribunal.

Justificativas e histórico do contrato do TST

Vieira de Mello Filho explicou que a determinação foi assinada porque o contrato deixou de ser necessário, apesar de, inicialmente, o tribunal apenas acompanhar práticas de outras Cortes. “Naquele momento, o Tribunal simplesmente estava seguindo o caminho dos outros tribunais”, declarou ao portal UOL. “Para nós, é um assunto encerrado.”

Quando o contrato foi firmado, o TST argumentou que a sala VIP tinha o objetivo de aumentar a segurança dos ministros, reduzindo o contato com pessoas consideradas inconvenientes ou mal-intencionadas durante embarques e desembarques. Posteriormente, a assessoria do tribunal retirou essa justificativa de comunicados à imprensa.

Detalhes do contrato e dispensa de licitação

Levantamento divulgado em agosto pelo Poder360 revelou que, na época, os contratos para salas VIP do TST, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) totalizavam R$ 1,6 milhão por ano.

Entre os detalhes do contrato estavam uma sala de 44 m² com piso de granito, copa, banheiros e paredes de gesso, aluguel mensal de R$ 30 mil e despesas operacionais de R$ 2,6 mil. O prazo seria de dois anos, com término previsto para abril de 2027, incluindo serviços como carro privativo, avião e funcionários exclusivos para atendimento aos ministros.

A contratação ocorreu sem licitação, realizada com a mesma empresa responsável pelas salas VIP do público geral no local. O TST embasou a dispensa de licitação na Lei de Licitações, que admite contratações diretas para valores abaixo do limite legal.

Leia também: “A Farra do TST”, artigo de Rachel Díaz publicado na Edição 288 da Revista Oeste

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