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Política

TSE proíbe impulsionamento de críticas no período pré-eleitoral

Texto inicial permitiria a circulação de publicações patrocinadas negativas sobre governos nas redes sociais

Público e autoridades sentados no plenário do Tribunal Superior Eleitoral durante sessão de julgamento, em ambiente formal e institucional.
O TSE é responsável por garantir a lisura e a legalidade das eleições no Brasil | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da versão final das normas que regerão as eleições de 2026 um dispositivo que permitiria o impulsionamento pago de críticas a governos no período pré-eleitoral. A previsão constava de uma minuta inicial elaborada pela Corte para atualizar as regras eleitorais, mas acabou excluída do texto aprovado nesta semana.

A proposta divulgada no início do ano estabelecia que críticas ao desempenho da administração pública feitas por pessoas físicas não configurariam propaganda eleitoral antecipada negativa, mesmo quando impulsionadas nas redes sociais, desde que não houvesse elementos ligados diretamente à disputa eleitoral. Esse trecho, porém, não foi mantido na resolução final.

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Depois da fase de consultas e audiências, o texto foi analisado pelo vice-presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques, antes de ser submetido ao plenário. A versão final das regras foi divulgada nesta quarta-feira, 4.

Ministro Kassio Nunes Marques, do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil bets
Ministro Kassio Nunes Marques vai presidir o TSE em julho de 2026 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

PT atuou para impedir nova regra do TSE

O ponto gerou preocupação entre integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT), que passaram a atuar para que a previsão fosse retirada.

Segundo aliados do Planalto, a possibilidade de impulsionar críticas sem que isso fosse considerado propaganda antecipada poderia provocar desequilíbrio na disputa, já que Lula é o atual presidente e deve buscar a reeleição.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi uma das vozes críticas à proposta. Em fevereiro, depois de participar de evento em comemoração ao aniversário do PT, ela disse a jornalistas que a possibilidade era “muito preocupante”. No mesmo contexto, dirigentes do partido também se reuniram com representantes da Meta para discutir o tema.

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na última terça-feira, 3, o PT acionou o TSE contra políticos que pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente depois do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. A iniciativa teve como base um levantamento elaborado pelo próprio partido, que identifica quem financiou as publicações.

Integrantes do governo avaliam que o alcance dessas postagens pode desgastar a imagem do presidente e enxergam nelas um movimento antecipado da oposição.

Ao todo, o TSE aprovou 14 resoluções que disciplinam o processo eleitoral deste ano. As normas tratam de temas como propaganda, pesquisas eleitorais, fiscalização, auditoria e prestação de contas, além de orientar a atuação de partidos, coligações, federações, candidatos e eleitores.

modelo de urna eletrônica - eleições suplementares - direita x esquerda
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE

Durante as audiências públicas promovidas pela Corte, o dispositivo sobre impulsionamento foi alvo de divergências. Representante do PT, o advogado Miguel Novaes argumentou que permitir a prática comprometeria a igualdade na disputa.

“A totalização de críticas contra um único pretenso candidato à reeleição pode, certamente, causar um desequilíbrio eleitoral”, afirmou.

Já o Partido Liberal (PL) defendeu a manutenção da regra. O advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa sugeriu que a norma fosse alterada para permitir manifestações mesmo em contexto eleitoral, restringindo apenas pedidos explícitos de voto ou de não voto.

4 comentários
  1. Selma Rocha
    Selma Rocha

    Se o ptrevas está chiando, então a proposta é ótima, aliás, as críticas a ORCRIM são feitas com muito esmero, ninguém precisa receber um centavo pra apontar o óbvio, eles são a desgraça da nação, com eles no poder é só miséria e destruição, são mil vezes piores do que pragas de gafanhotos. Minha preocupação, é com a tal resolução de q não se pode sequer falar à respeito das cxas sacrossantas mágicas, veja que coisa maravilhosa, td no Brasil é falho, nada funciona 100%, menos é claro as caixinhas, essas são invioláveis, imaculadas, livres de qlqr “pecado”, td pode sair errado no varzil, até um tiro pode sair pela culatra, menos as cxas mágicas, essas são infalíveis. (várias carinhas de palhaço)

  2. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    A verdade tem que ser dita e não escondida, mas falando bem pode, enredo de escola de samba pago com $ público pode, isso mostra a “legitimidade” do pleito.
    Que tal tirar o tempo de rádio e televisão da oposição, fica a fica

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    A bruxa velha já está favorecendo a mula analfabeta

  4. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    “Desgastar a imagem de Lula.” Lula é produto vencido, sem futuro.

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