A Transparência Internacional criticou nesta sexta-feira, 22, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de arquivar a investigação contra parlamentares no caso que apura a entrada irregular de bagagens de um voo vindo do exterior.
“O presidente da Câmara e outros líderes voam de um paraíso fiscal no jato de um investigado por ligações com o crime organizado, e, na chegada, a tripulação passa sem inspeção da bagagem”, disse a Transparência Internacional em publicação no X. A entidade criticou o fato de apenas o piloto ser investigado.
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Na quinta-feira 21, Moraes entendeu que não há indícios de participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do senador Ciro Nogueira (PP-PI) nem de deputados federais nos crimes investigados pela Polícia Federal (PF). O ministro determinou o envio do caso à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), por considerar inexistentes elementos que justificassem a manutenção do processo no STF.
O inquérito investiga possível facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação. Segundo relatório da PF, apenas o piloto do voo teria passado “pelo lado de fora do equipamento” com malas não fiscalizadas. O documento afirma ainda que “não é possível afirmar categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”.
Entidade compara caso de Motta e Nogueira ao “helicoca”
A organização também comparou o episódio ao caso conhecido como “helicoca”, em 2013.
Naquele ano, um helicóptero foi apreendido com cerca de meia tonelada de pasta-base de cocaína. A aeronave pertencia a uma empresa da família do então senador Zezé Perrella, e o piloto trabalhava no gabinete de seu filho, o então deputado Gustavo Perrella. “Apenas o piloto foi investigado por tráfico”, destacou a entidade.





































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