A organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, que atua no combate à corrupção, cobrou da Procuradoria-Geral da República (PGR) uma reação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Banco Master.
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A instituição bancária, liquidada pelo Banco Central em novembro, é o centro de um escândalo de corrupção que envolve um rombo bilionário e nomes de ocupantes de cargos de alta hierarquia na política brasileira. Um deles é Moraes.
A mais recente revelação é que ele e sua mulher, a advogada Viviane Barci, voaram ao menos oito vezes em aeronaves ligadas ao Master. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, que obteve documentos com a confirmação dos voos e dos passageiros. Em nota, Moraes negou.
Em postagem no X, a Transparência Internacional citou esse e outros casos que ligam Moraes ao Master. Além disso, a ONG cobrou a PGR por uma investigação.
“A imprensa investigou que a mulher de Moraes tinha contrato com o Master com valor muito acima de mercado, que teve aumento patrimonial de 232% em um ano, que Moraes frequentou a casa de Vorcaro, que trocava mensagens com Vorcaro inclusive no dia da prisão, que teve reuniões com o presidente do Banco Central, que a família Moraes voava em aviões de Vorcaro”, escreveu a ONG. “O que a Procuradoria-Geral da República investigou?”
Contrato milionário do Master com a mulher de Moraes
A mulher de Moraes assinou um contrato com o Master de R$ 129 milhões, valor considerado irreal na advocacia brasileira. Há confirmação de apenas duas ações judiciais nas quais Viviane representa o Master. O escritório dela afirmou, no entanto, que prestou serviços de consultoria jurídica e atuação em processos estratégicos ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025.
A mulher de Moraes disse que fez reuniões, emitiu pareceres e atuou na revisão de documentos de governança, compliance, contratos, relações trabalhistas, proteção de dados e regulação financeira. Entretanto, conforme o jornal O Estado de S. Paulo, os registros de metadados de arquivos supostamente produzidos pela equipe de Barci mostram que a autoria seria de funcionários do Master.
Por isso, a principal suspeita é que o contrato de serviços advocatícios com a mulher do ministro do STF seria, na verdade, uma forma de remunerar Moraes por lobby em favor do Master junto de autoridades regulatórias. A imprensa revelou que o ministro ligou para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para falar sobre o Master. Moraes também teria se reunido com o banqueiro na mansão dele em Brasília.
+ Apagar mensagens é argumento seletivo de Moraes no STF
Além disso, dados telemáticos de Vorcaro mostram que Moraes e ele se comunicavam por mensagens de WhatsApp. Moraes, para não ser identificado, fazia um print do que escrevia e mandava a imagem em visualização única. No dia da prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado, em vez de se comunicar com a advogada Viviane Barci, ele mandou mensagem para Moraes.
+ Moraes nega troca de mensagens com Vorcaro
Entretanto, a PGR não instaurou nenhum inquérito para apurar a conduta de Moraes em relação a Vorcaro nem ao Master.
E essa ONG pode ter algum impacto? Assim, isso tudo é tão triste e desanimador…
Está escancarada a corrupção nos três poderes , Ah se tivéssemos os generais de 1964 essa bandidagem não estaria acontecendo.
Dois corruptos sem vergonha, um ladrao descoberto um frouxo que nada faz
Essa ONG conta com o aval de milhões de eleitores brasileiros!
Do jeito que as coisas andam por aqui, vão dar de ombros para essa ONG, e os escândalos vão prosseguir sem punição !!!