O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta sexta-feira, 10, que as investigações sobre o Banco Master devem avançar até as últimas consequências e resultar na punição dos responsáveis. A declaração ocorre em meio à revelação de pagamentos do banco a políticos, incluindo o escritório do próprio Temer.
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Ao falar com jornalistas durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, no Rio de Janeiro, Temer classificou a apuração como positiva. “O tema será superado com apenação em relação a quem deva ser apenado”, disse.
Segundo ele, não há motivo para críticas ao país diante das investigações em curso.
“As apurações vão indo às últimas consequências, não só por força das investigações feitas pela Polícia Federal, como pelos outros setores, como a imprensa”, afirmou.
Para o ex-presidente, o andamento das investigações reforça o funcionamento das instituições e a capacidade de resposta do sistema diante de suspeitas que envolvem o setor financeiro.
Repasses do Master ao escritório de Temer
Dados de declarações de Imposto de Renda do Banco Master revelam que o escritório de Temer recebeu R$ 10 milhões da instituição. Em nota divulgada na última quarta-feira, 8, o ex-presidente confirmou que prestou serviços ao banco, mas contestou o valor. Segundo ele, o contrato de mediação jurídica rendeu R$ 7,5 milhões.
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O caso ganhou repercussão depois da divulgação de documentos que apontam repasses a políticos e escritórios de advocacia, ampliando o alcance das investigações sobre a atuação do banco.
Código de Ética do STF
Temer também comentou a proposta de criação de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal, apontada como resposta à crise na Corte. Na avaliação dele, a medida depende de consenso entre os ministros.
“É preciso que haja concordância de todos. Senão você cria um conflito interno”, afirmou. O ex-presidente citou ainda a existência de instrumentos já em vigor, como a Lei Orgânica da Magistratura e a atuação do Conselho Nacional de Justiça.
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