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Política

TCU vai fazer oitiva de responsáveis por chamamento de formação do Ministério da Saúde

Representação de parlamentares do partido Novo diz que o edital priorizou ‘entidades de esquerda radical’, como o MST

Fachada do Ministério da Saúde, em Brasília
TCU decidiu não suspender o chamamento público antes de realizar as oitivas | Foto: | Foto: Divulgação/Governo Federal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu por realizar uma oitiva, no prazo de cinco dias, dos responsáveis pelo chamamento público do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS), do Ministério da Saúde. A deliberação do ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa foi publicada nesta segunda-feira, 15.

A representação foi aberta em junho no TCU contra o Mistério da Saúde pelos deputados federais do partido Novo, Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC) e Marcel van Hattem (RS), além do senador Eduardo Girão (CE). 

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Os parlamentares destacaram que entidades de “esquerda radical”, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foram os selecionados pelo Ministério da Saúde.

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“A grande questão levantada pelo partido Novo na chamada pública foi o critério de seleção desses grupos que serão beneficiados com um orçamento R$ 23,7 milhões na formação de agentes populares, que atuarão com a promoção do SUS em comunidades carentes”, destacaram os parlamentares ao TCU. 

A sigla alertou na representação para o fato de que acredita que o chamamento do programa do Ministério da Saúde peca “pela ausência de requisitos objetivos de julgamento”, além de “violar o princípio da impessoalidade e indícios de direcionamento.” 

Na decisão desta segunda-feira, o TCU informou que há “insuficiência de elementos para se implementar o pleito acautelatório” da ação movida pelo partido Novo. Mas determinou a “oitiva prévia das unidades jurisdicionadas, nos termos propostos pela área técnica”.

TCU quer oitivas de membros do Ministério da Saúde em cinco dias

Na sua decisão, o ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa acatou em parte a representação do Novo. Disse que não suspenderia o chamamento público das entidades, porém, que a oitiva seria realizada para entender os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde em sua escolha.

“Realizar oitiva prévia da Gerência Regional de Brasília da Fiocruz, com no prazo de 5 (cinco) dias úteis, pronuncie-se, referente ao Edital de Chamada Pública do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS), acerca da existência dos pressupostos da medida cautelar pleiteada na inicial da Representação e acerca dos indícios de irregularidade indicados pela unidade técnica”, afirmou o magistrado.

Os pontos a serem analisados serão:

  • Ausência de critérios objetivos para a avaliação de quesitos do  Barema,descrevendo detalhadamente a metodologia empregada para comprovar se determinado movimento social possui compromisso com a democratização e se atua no combate às fake news;
  • Ausência de critérios objetivos para o impedimento da participação de candidatos, descrevendo detalhadamente a metodologia empregada para comprovar se determinado movimento social se enquadra no conceito de grupos que propagam fake news;
  • Esclarecimento acerca de qual metodologia foi adotada para pontuação e para o peso atribuído ao quesito “carta com o relato do trabalho coletivo realizado pelo movimento”;
  • Justificativa para não exigir, no edital, que os movimentos sociais comprovem –necessariamente- atuação na área da educação popular e desenvolvimento de ações de promoção da saúde;
  • Justificativa  para não exigir, no edital, que os candidatos comprovem experiência em processos formativos na perspectiva da educação popular -especificamente na área da saúde- e não apenas compreensão, mas conhecimento acerca do direito à saúde e do SUS.

1 comentário
  1. R Fortes
    R Fortes

    O que esperar dessa composição do atual do TCU?
    Com certeza muito teatro e encenação.
    Nós sabemos o que “fizeram no último verão”.

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