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Política

TCU não vê irregularidade e aprova acordo entre governo e Âmbar Energia

Tribunal de Contas rejeitou representação movida pelo Ministério Público, que identificou possíveis impasses nos termos acordados

Instalações da Âmbar Energia
Instalações da Âmbar Energia, a Usina Termoelétrica de Araucária | Foto: Divulgação/Âmbar

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira, 9, o acordo entre o governo e a Âmbar Energia, parte do grupo J&F, para a continuidade dos contratos de térmicas do Procedimento Competitivo Simplificado (PCS) de 2021.

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A Corte considerou infundada uma representação, apresentada pelo Ministério Público, que questionava os termos desse processo. O órgão, independente dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sugeriu possíveis irregularidades.

Com a decisão de arquivar o processo, o TCU autorizou o início do acordo. Ele foi assinado em maio entre o Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Âmbar Energia.

Decisão do TCU: benefícios do acordo do governo com a Âmbar

Vista externa (fachada) do prédio do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa repasses do governo federal
Vista externa (fachada) do prédio do Tribunal de Contas da União (TCU) | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O relator, ministro Benjamin Zymler, seguiu a análise técnica do TCU e considerou o acordo benéfico para governo, empresa e consumidores. O magistrado destacou que o vínculo assegura segurança jurídica e estabilidade contratual.

Zymler também mencionou que, devido à escassez de chuvas, que afeta as hidrelétricas, o acordo permitirá que a UTE Cuiabá — uma térmica da Âmbar — entre em operação no próximo mês e, assim, beneficie o sistema elétrico nacional.

Leia também: “Próximo alvo do governo: o setor elétrico”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 228 da Revista Oeste

“Além da previsibilidade dos resultados, o acordo, como visto, também provê o Sistema Integrado Nacional de usinas que possam dar suporte de potência ao sistema”, afirmou o ministro. “Isso deverá ocorrer especialmente na nova condição de baixa afluência hidrológica, já no curtíssimo prazo, em valores deveras mais atrativos.”

Em agosto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou ao TCU análise do caso até o final de outubro. Tal medida ocorreu em razão da “importância do acordo para o fornecimento de energia nos próximos meses”.

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