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Política

TCU fará inspeção no BC sem acesso a dados sigilosos do Master

Corte quer análise rápida para reforçar segurança jurídica do processo

fachada TCU
A nova diretriz prevê uma fiscalização célere, limitada a informações que não estejam protegidas por sigilo legal | Foto: Divulgação/ TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a inspeção sobre a atuação do Banco Central (BC) no caso Master, mas sem acessar dados protegidos por sigilo bancário ou comercial.

O acordo foi firmado nesta segunda-feira, 12, durante reunião entre Vital do Rêgo e Gabriel Galípolo, segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo sob condição de anonimato.

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O objetivo do entendimento é blindar o processo contra futuras alegações de nulidade. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, poderia usar esse tipo de brecha para contestar a liquidação da instituição. Vital do Rêgo afirmou que o próprio BC solicitou a inspeção para garantir segurança jurídica ao processo.

“A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção para lhe dar garantias jurídicas”, declarou o ministro.

Ele também disse que a autoridade monetária “abriu as portas” à fiscalização e busca o “selo de qualidade” da Corte.

O entendimento selou uma trégua institucional. Nas últimas semanas, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, chegou a sinalizar que poderia suspender a liquidação do Master por meio de medida cautelar.

O BC reagiu com um embargo, pedindo que o plenário da Corte decidisse sobre a inspeção, e não apenas um ministro individualmente.

Parecer preliminar enfraquece justificativa do Master

Técnicos da AudBancos, unidade do TCU responsável por fiscalizar bancos públicos, elaboraram uma análise preliminar — ainda sob sigilo — com sinais de que o BC agiu corretamente.

Se essa avaliação se confirmar no parecer final, ela pode enfraquecer os argumentos da defesa de Vorcaro. Os advogados tentam responsabilizar o BC por supostas falhas no processo.

+ Leia também: Estadão vê distorção institucional em caso do Banco Master no STF”

A nova diretriz prevê uma fiscalização célere, limitada a informações que não estejam protegidas por sigilo legal. A estratégia evita o uso da inspeção como argumento contra a legitimidade do processo do BC.

1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    DEPOIS DO OFFICE BOY DO LULA EMPORCALHAR O NOME DO TCU , SÓ RESTOU SAIR PELA PORTA DOS FUNDOS….

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