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Política

TCU abre investigação contra Ministério de Minas e Energia

Área técnica aponta falta de fundamentação em reajuste de teto para certame de reserva de capacidade

Fachada do prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília
Fachada do prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, ao qual o Conselho Nacional de Política Energética é vinculado | Foto: Divulgação/Gov.Br

O TCU (Tribunal de Contas da União) formalizou a abertura de um processo para investigar indícios de irregularidades em decisões do Ministério de Minas e Energia (MME). A auditoria foca no aumento dos preços máximos estabelecidos para o segundo leilão de reserva de capacidade, o certame mais importante do setor elétrico em 2026. Segundo a unidade técnica AudElétrica, a pasta não apresentou justificativa técnica suficiente para elevar os valores, o que pode gerar uma alta injustificada nas tarifas de energia pagas pela população.

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De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o tribunal designou o ministro Jorge Oliveira como relator para conduzir a apuração detalhada. O entendimento preliminar do órgão de controle é que a manobra do MME fere o princípio da modicidade tarifária e coloca em risco o equilíbrio econômico do setor. Procurado, o ministério chefiado por Alexandre Silveira não respondeu aos questionamentos até a publicação deste texto.

Reação do Ministério de Minas e Energia

A polêmica em torno dos preços-teto começou depois de o setor empresarial e analistas de mercado classificarem os valores originais como insuficientes para viabilizar novos projetos. A reação negativa chegou a provocar queda nas ações de empresas do setor na Bolsa de Valores. Por outro lado, entidades de defesa do consumidor haviam aprovado os índices iniciais, alegando alinhamento com certames anteriores.

Diante da pressão, o ministro Alexandre Silveira anunciou a reavaliação dos preços durante um evento no Banco BTG, prometendo respeitar os critérios de modicidade. Contudo, é justamente a falta de embasamento técnico para esse novo cálculo que motivou a intervenção da Secretaria de Controle Externo de Energia e Comunicações (SecexEnergia) do TCU.

O leilão de reserva de capacidade tem como objetivo garantir um backup para o sistema elétrico nacional, especialmente para compensar a intermitência da energia solar. O governo pretende contratar usinas hidrelétricas e térmicas (novas e antigas) para assegurar estabilidade e evitar apagões em momentos críticos de demanda.

Leia também: “STJ: ministérios têm 29 parentes que atuam como advogados em processos na Corte”

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1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Os corruptos do governo estão percebendo qua a mula analfabeta pode perder as eleições , então vão roubar tudo p puderem durante este ano

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