A eleição que define a lista para a escolha do próximo procurador-geral de Justiça de São Paulo ocorre neste sábado, 11, e tem apenas dois candidatos. Concorrem o atual chefe do Ministério Público estadual, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, e o procurador Marco Antônio Ferreira Lima.
Cerca de 2 mil integrantes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) podem participar da votação, que acontece de forma remota entre 9h e 17h.
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Depois da votação, o órgão deve encaminhar os nomes ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), responsável por escolher o procurador-geral para o próximo biênio. A legislação estadual exige a formação de lista tríplice.
Mesmo com apenas dois concorrentes, o processo indica o mais votado entre os membros da instituição. Ainda assim, Tarcísio pode escolher qualquer um dos nomes apresentados.
Paulo Sérgio de Oliveira e Costa ocupa o cargo desde 2024. Ele construiu carreira de quase 40 anos no Ministério Público, onde exerceu funções como subprocurador-geral de Justiça, diretor da Escola Superior da instituição e dirigente da associação da categoria.
Fora do MPSP, também atuou na administração pública. Trabalhou como secretário de Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo na gestão de Gilberto Kassab e comandou a antiga Febem, hoje Fundação Casa, no governo de Geraldo Alckmin.
Ao jornal Folha de S.Paulo, ele afirmou que, se permanecer no cargo, pretende reforçar políticas voltadas às vítimas, reduzir a revitimização e ampliar ações de controle para atingir financeiramente o crime organizado.
Marco Antônio critica estrutura e gestão do MPSP
Marco Antônio Ferreira Lima representa a única alternativa na disputa. Integrante do Ministério Público desde 1989, ele já participou do Conselho Superior da instituição, de 2022 a 2023, e atuou como procurador do Estado.
O candidato critica a situação estrutural e financeira do órgão. Ele relata problemas em prédios e questiona a gestão de recursos.
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Ferreira Lima também comentou o debate sobre benefícios dentro da carreira. Para ele, há situações em que a crítica é válida, mas defende cautela ao tratar casos de acúmulo de funções sem remuneração adequada.




































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