Em entrevista concedida à estreia do programa Conversa com Augusto Nunes, na noite desta terça-feira, 8, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reafirmou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda que seja cotado como um possível presidenciável.
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21h31 — Encerra-se a entrevista. Muito obrigado por acompanhar a cobertura minuto-a-minuto de Oeste.
21h30 — Daqui a cem anos, o governador espera ser lembrado como alguém que buscou o melhor para seu país. “Alguém que trabalhou, foi sério, honesto e acreditava no Brasil e no serviço público”, resume.
21h27 — A figura histórica que Tarcísio mais admira é o imperador Dom Pedro II. “Era preparado para exercer o cargo, estudioso, de vanguarda, moderno, e um democrata acima de tudo”, diz. “Ele conhecia os vícios do sistema eleitoral e alternava os gabinetes entre conservadores e liberais.”
21h24 — O governador conta que, quando criança, sonhava em ser motorista — seja de ônibus, seja de caminhão de lixo. No entanto, desde que viu soldados em sua infância, quis ser militar. “Estudei pra caramba para entrar no colégio militar e veio esse negócio de ir para as Forças Armadas”, recorda.
21h21 — A primeira memória de Tarcísio é com seu pai, quando viviam em Brasília. “Ele me levava para ver a troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, que acabava com um desfile militar”, lembra. “Aquilo mexia tanto comigo, que eu, pequenininho, furava o cordão e ia para o meio da tropa para tentar marchar com os soldados.”
21h20 — Augusto pergunta qual a memória mais antiga que Tarcísio tem de sua vida.
21h14 — Tarcísio considera que a imprensa tradicional não cobre a segurança pública da maneira correta. “O debate é muito contaminado por ideologia, e isso não ajuda”, critica. “Eles não estão entendendo nem a raiz do problema nem o tamanho do risco.”
21h11 — O cerco à lavagem de dinheiro é um dos exemplos citados pelo governador. “O tráfico internacional de drogas, o grande câncer do Brasil, gera muito dinheiro”, afirma. “Eles começam a lavar o dinheiro com transações com aparência lícita, e é aqui que temos que entrar.”
21h10 — Neste âmbito, Tarcísio criticou a omissão do governo Lula no tema. “O combate ao crime organizado vai funcionar se tivermos o Coaf integrado à Receita Federal, à Receita estadual, à Polícia Federal, Polícia Civil”, defende. “A gente tem que beber da mesma fonte.”
21h07 — O governador destacou os avanços na segurança pública. “Tivemos uma recuperação de efetivo muito forte, a gente autorizou 24 mil vagas e já incorporamos 9 mil homens”, enumera. “Estamos com o menor índice de homicídios de todos os tempos, o menor do Brasil.”
21h06 — Tarcísio também elogia as características de São Paulo. “É um Estado muito pujante, com um agro muito diversificado, com quase 300 produtos, e cada região tem o seu produto importante”, contabiliza. “É um Estado que consegue ser rico, ao mesmo tempo, no agronegócio, na indústria e no setor de serviços.”
21h04 — Além disso, muitos desses cenários devem sofrer alterações. “O Nordeste vai mudar absolutamente com a irrigação e o agronegócio, que estão chegando no Matopiba, no oeste da Bahia, no sul do Piauí e no sul do Maranhão”, destaca. “Se você andar de Imperatriz para Açailândia [ambas no Maranhão], você vai ver como a indústria da celulose está transformando aquela região.”
21h03 — “São vários Brasis dentro do Brasil”, diz Tarcísio. “A beleza é o povo brasileiro. Por mais que sejam geografias diferentes, cenários diferentes, culturas diferentes, sotaques diferentes, culinárias diferentes, uma coisa é igual: a receptividade, o calor humano, o sincretismo, a tolerância.”
21h02 — O governador comenta a importância de uma visão ampla de Brasil no setor da infraestrutura. “Depois de ter nascido no Rio, morado em Brasília, passado pelo Nordeste, pela Amazônia, pelo Centro-Oeste, estar em São Paulo, ter trabalhado no Brasil inteiro, não tem um Estado da Federação que a gente não tenha uma obra”, considera. “Trabalhar com infraestrutura dá uma vivência nacional, trabalhar no Exército também.”
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20h59 — Intervalo.
20h58 — “Isso tudo vai passar”, enxerga Tarcísio. “O mandato vai acabar, vou sair, vou voltar para a vida que eu tinha. Por isso tenho que fazer o melhor que eu posso enquanto estou aqui, construir o legado, deixar a história, tentar fazer a diferença, mas tudo passa. A vida política vai acabar, precisa ter renovação, as amizades de conveniência vão embora, porque elas vão embora junto com o poder. O que fica é sua família, é isso que vou levar. Quero ser uma referência para meus filhos e minha esposa.”
20h57 — Para ele, no entanto, morar hoje em um palácio pouco difere de sua residência da infância. “Passei 17 anos no Exército, e nesse tempo morei em um monte de lugares”, diz. “Já morei na barraca, no barco, no contêiner, e sei que isso tudo vai passar.”
20h56 — Tarcísio lembrou as origens humildes de sua família. “Minha mãe era muito pobre, veio para o Brasil para tentar ganhar a vida”, recorda. “Meu pai também de origem muito humilde, terminou o ensino médio adulto.”
20h55 — Apaixonado por futebol, seu pai era torcedor do São Cristóvão, tradicional clube carioca. O governador, por sua vez, torce para o Flamengo e, em São Paulo, para a Portuguesa. “Minha mãe é portuguesa, nasceu em Santa Maria da Feira, Distrito de Aveiro”, conta.
20h54 — No campo musical, Tarcísio recorda que seu pai era amigo pessoal e letrista do compositor Pixinguinha, uma das maiores figuras do chorinho. “Meu pai era um grande camarada, a gente conversava muito”, lembra. “Um grande amigo, um cara muito carinhoso e um grande incentivador.”
20h53 — Um de seus hobbies é cantar com sua filha, que é instrumentista. “Canto mal pra caramba”, brinca. “É o famoso fim de festa: se o cara me chama pra cantar é para espantar todo mundo.”
20h53 — “Dedico o final de semana à família”, revela Tarcísio. “Sou bem reservado, não sou muito de sair, e gosto de ficar em casa, com a família. Final de semana é quando tiro para conversar com meus filhos.”
20h53 — A vida pessoal de Tarcísio também é pauta do Conversa com Augusto Nunes. O jornalista perguntou se o governador consegue tempo para atividades de lazer, como teatros e cinema.
20h52 — A conversa com os políticos locais é fundamental para isso, segundo Tarcísio. “A gente tem conversado muito com lideranças locais, prefeitos, temos desenvolvido as políticas públicas”, afirma. “A gente vai rodar o Estado todo agora para ouvir e levar alguns programas e a mão do Estado.”
20h50 — Antes dessa experiência, Tarcísio admite que não conhecia o Estado tão bem. “Morei em Campinas há muitos anos atrás, mas conhecia poucas cidades”, recorda. “Hoje, a gente já conhece bem o Estado.”
20h49 — Tarcísio descreve como começou sua pré-campanha. “Passei um mês e meio entrevistando pessoas”, conta. “Gente que conhecia a educação de São Paulo, as contas de São Paulo, a segurança pública de São Paulo, a habitação de São Paulo”, entre outros.
20h49 — “Na vida política, você exercita muito a capacidade do diálogo”, diz o governador. “Ainda mais quando você eleva tudo a um prisma técnico.”
20h47 — Oficialmente convidado por Bolsonaro, Tarcísio aceitou o desafio. “Não sabia o que era fazer campanha, estar em partido, tudo do zero”, recordou.
20h46 — O governador também detalhou a conversa com sua mulher, Cristiane Freitas. “Ela disse para mim: ‘Você não vai fazer isso com a gente, né?’, e eu respondi: ‘Se ele pedir, como vou negar?'”
20h44 — “Quando ele falou que eu iria ser o candidato ao governo do Estado de São Paulo, achei a ideia tão absurda que concordei”, lembra. “Pensei que amanhã ele esqueceria do assunto, não fazia o menor sentido.”
20h43 — Tarcísio avalia que um dos pontos fortes de Bolsonaro é a valorização de sua equipe. “Ele trazia a porrada para si, mas creditava os louros e as vitórias do governo aos seus ministros”, recorda. “Ele sempre estava transmitindo o crédito para o seu time e foi criando lideranças.”
20h41 — “Nunca imaginei na minha vida que iria ser ministro”, revelou. “Minha mãe empregada doméstica, meu pai carregou caixa de sapato no comércio. De repente, eu estava ministro de Estado.”
20h40 — Augusto Nunes pergunta se Tarcísio esperava se tornar um político, e o governador disse que nunca imaginou que isso aconteceria.
20h40 — Para Tarcísio, a presença de sete governadores no ato pela anistia demonstra a união da direita. “Tivemos um recado claro: está todo mundo junto e ninguém tem o interesse de ser protagonista desse processo, todo mundo quer construir uma alternativa para o Brasil”, considera. “Quem aposta na fragmentação da direita, está apostando errado.”
20h39 — Tarcísio diz “ter fé” na reabilitação política de Bolsonaro. “Ele é a grande liderança da direita e é o dono do capital político”, avalia. “Ele, no final, que vai dizer como a eleição de 2026 vai ser configurada.”
20h39 — Ao comentar os inquéritos judiciais que pesam contra Bolsonaro, Tarcísio recorda situações de perseguição ao ex-presidente. “Bolsonaro tem sido muito perseguido desde sempre, tem sofrido muito”, diz Tarcísio, que recorda o atentado a faca em Juiz de Fora (MG). “Tentaram tirar a vida dele.”
20h39 — “Ninguém tem a capacidade de mobilizar que ele tem, ninguém consegue reunir tanta gente”, diz o governador, ao citar o ato pela anistia na Avenida Paulista.
20h38 — Tarcísio reafirma sua fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Sou absolutamente leal ao presidente Bolsonaro, que para mim foi um cara que transformou nossa maneira de ver a política”, elogiou. “Eu acredito muito na capacidade de reabilitação do Bolsonaro, e minha aposta é nele.”
20h36 — “Sou governador de primeiro mandato e sempre levo em consideração a questão do legado”, diz Tarcísio, ao citar alguns de seus projetos em andamento. “Presidência da República é destino.”
20h35 — Augusto pergunta se Tarcísio cogita a possibilidade de ser candidato a presidente, em vez de buscar a reeleição como governador em São Paulo.
20h32 — Vídeo apresenta a trajetória do convidado, que serviu ao Exército, participou de missões internacionais e foi ministro da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro na Presidência da República.
20h30 — Estreia o mais novo programa de Oeste no YouTube: Conversa com Augusto Nunes. Seu primeiro convidado é Tarcísio de Freitas, governador do Estado de São Paulo.
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