O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira, 14, que os áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, por pagamentos ligados ao filme Dark Horse são “preocupantes”, mas não comprometem a pré-candidatura presidencial do parlamentar.
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Apesar disso, durante entrevista coletiva, o líder destacou a necessidade de esclarecimentos, ao afirmar que “o escândalo do Master está no centro das atenções de todos os brasileiros. “O brasileiro não tolera mais a corrupção, o brasileiro está cansado”, declarou. Entretanto, Tarcísio ressaltou que não vê impacto negativo sobre a pré-campanha do senador.
O governador afirmou que Flávio Bolsonaro tomou a iniciativa de esclarecer os fatos assim que o caso ganhou repercussão. “O Flávio imediatamente procurou dar os esclarecimentos, falou do que se tratava”, explicou Tarcísio. “Acho que o Flávio precisa continuar dando os esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo.”
Tarcísio Governador Flávio Bolsonaro Presidente. pic.twitter.com/Yu31Ph20M5
— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) May 14, 2026
Os áudios em questão mostram quando Flávio cobra Vorcaro por pagamentos atrasados que envolvem a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Daniel Vorcaro, atualmente preso, é acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões. Depois da exposição das conversas, a Goup Entertainment, responsável pela produção do longa, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, divulgaram notas em que negaram aporte financeiro de Vorcaro no projeto.
Posição de Flávio Bolsonaro sobre os áudios

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que trocou mensagens com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apenas para buscar financiamento privado para o filmar Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista à GloboNews, Flávio negou ter usado recursos do ex-banqueiro para custear despesas do irmão Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Segundo o senador, ele destinou integralmente os valores recebidos à produção do longa-metragem.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar o filme de pé”, disse o senador fluminense. “Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme.”
Flávio também afirmou que eventual transferência de recursos para advogados estaria relacionada à estrutura financeira responsável pela gestão do fundo de investimento do filme. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.
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O senador negou ter relação próxima com Vorcaro fora das negociações que envolvem a produção cinematográfica. “Não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme”, disse. “As conversas mostram isso.”
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