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Política

Tarcísio considera PL da Dosimetria como solução 'possível no momento'

Senado recebe o texto que substituiu a tentativa frustrada de anistia integral

Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), em ato na Avenida Paulista - 6/4/2025 | Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), em ato na Avenida Paulista - 6/4/2025 | Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

O PL da Dosimetria virou o centro da articulação política em Brasília, e Tarcísio de Freitas (Republicanos) reforçou nesta quinta-feira, 11, que o projeto reflete o cenário possível. O governador de São Paulo afirmou que o Senado precisa aprovar o texto, porque o acordo atual oferece uma saída viável diante do impasse sobre a anistia.

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Defensor da anistia para os manifestantes do 8 de janeiro e para os acusados de suposta tentativa de golpe, Tarcísio disse que reduzir as penas é possível no momento. “Eu acho que é assim: é o possível no momento. Eu entendo que a gente precisa buscar um caminho de pacificação, um restabelecimento da justiça, temos que dar os passos possíveis. O que era possível politicamente era isso. Então vamos avançar com esse passo e vamos pensar depois nos próximos.”

A inflexão começou em setembro, quando Paulinho da Força (Solidariedade-SP) discutiu com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) a substituição não apenas do rótulo, mas também do conceito central da proposta. A articulação trocou a anistia pela dosimetria como eixo do projeto, movimento que esvaziou a tentativa de manter vivo o perdão amplo no Congresso.

Tarcísio aposta em ‘caminho de pacificação’

A Câmara validou o texto na madrugada de quarta-feira 10, por 291 a 148, e enviou o assunto aos senadores. O PSD já informou que não haverá orientação unificada. Gilberto Kassab (PSD-SP) disse que concorda com o projeto, mas liberou a bancada.

Tarcísio comentou o tema durante a entrega de moradias populares em Carapicuíba (SP). Ele disse que o país precisa “buscar um caminho de pacificação, o restabelecimento da justiça” e afirmou que a política exige avanços graduais. “Temos que dar os passos possíveis. E o que era possível politicamente era isso. Então, vamos avançar com esses passos e pensar depois nos próximos.”

Leia mais: “Paulo Eduardo Martins, sobre união da direita em 2026: ‘Vai chegar num candidato só'”

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