Eduardo Tagliaferro acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de conduzir processos de forma acelerada e irregular para garantir condenações rápidas. O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral afirmou que o magistrado tinha pleno conhecimento de seu endereço na Itália, mas, ainda assim, determinou sua citação por edital, alegando local incerto e não sabido.
Moraes, em dezembro, citou Tagliaferro por edital. “Ele sabe o meu endereço desde setembro. Está nos autos da extradição, foi informado pelo meu advogado”, disse o ex-assessor em entrevista ao Faroeste à Brasileira desta quarta-feira, 28. “Não faz sentido dizer que eu estou em local desconhecido.”
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Para Tagliaferro, a medida teve como objetivo evitar o trâmite mais lento de uma carta rogatória internacional. “O que ele quer é celeridade”, afirmou. “A carta rogatória leva meses, e ele quer decisão para ontem.” A defesa do ex-assessor tenta anular a decisão do ministro do STF.

Segundo Tagliaferro, a estratégia permitiria ao ministro nomear a Defensoria Pública da União para representá-lo e dar andamento ao processo sem sua manifestação direta. “É óbvio que não vamos responder a edital”, declarou. “Aí ele [Moraes] nomeia um defensor e toca o processo do jeito que quer. Mas, desta vez, vamos brigar até o último instante.”
O ex-assessor disse enxergar um “padrão” de atuação do juiz do STF, citando casos anteriores, como o do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. “Ele usa os próprios precedentes para normalizar absurdos judiciais”, analisou. “Faz a besteira e depois cita a si mesmo como referência.”
Tagliaferro chegou a dizer que Moraes já teria a condenação definida antes mesmo da conclusão de investigações da Polícia Federal. “O que existe é sede de punição”, afirmou.

Moraes tem medo de repercussão midiática, afirma Tagliaferro
Na entrevista ao Faroeste à Brasileira, Tagliaferro traçou um paralelo entre sua situação e reportagem recente do portal Metrópoles sobre supostos encontros de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — informação negada pelo STF, que classificou a matéria como “falsa e mentirosa”.
Para o ex-assessor, a diferença de tratamento indicaria receio do ministro em relação ao alcance do veículo. “O Metrópoles tem público grande, a informação vai longe.”
Ao comentar seu processo de extradição na Itália, Tagliaferro afirmou que a audiência está marcada para 11 de fevereiro, mesma data de audiência sobre a ex-deputada Carla Zambelli, na qual ele foi arrolado como testemunha. Segundo ele, a Justiça italiana poderá negar o pedido, autorizá-lo ou solicitar mais informações ao Brasil. “Estamos preparados para tudo”, conclui.
Indagado sobre a possibilidade de reação interna no STF às decisões de Moraes, Tagliaferro disse ver poucas alternativas. “Está muito difícil.” Ainda assim, citou os ministros Luiz Fux e André Mendonça como nomes em quem, no passado, chegou a depositar alguma expectativa. “Mas depois do que estou vendo, passei a não acreditar tanto.”






































O careca não explica os 129 milhões do master para a mulher dele porque??