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Política

STJ manda Crivella deixar cadeia e determina domiciliar com tornozeleira

A nove dias de deixar o cargo, Crivella foi preso acusado de chefiar o "QG da Propina" instalado na prefeitura do Rio

A nove dias de deixar o cargo, Crivella foi preso acusado de chefiar o “QG da Propina” instalado na prefeitura do Rio

| Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

​​​Em liminar dada na noite desta terça-feira, 22, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, substituiu a prisão preventiva do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), pela prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

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Após passar por uma audiência de custódia, ele foi encaminhado ao presídio de Benfica.

Leia mais: “Preso com Crivella, ex-delegado ostenta vida de luxo nas redes sociais”

O prefeito está proibido de manter contato com terceiros; terá que entregar seus telefones, computadores e tablets às autoridades; está proibido de sair de casa sem autorização e não pode usar telefones.

As medidas cautelares são válidas até que o ministro Antonio Saldanha Palheiro, relator do habeas corpus impetrado pela defesa de Crivella, analise o mérito do pedido – o que deverá acontecer após o fim do recesso.

A nove dias de deixar o cargo, Crivella foi preso acusado de chefiar o “QG da Propina” instalado na prefeitura do Rio.

“Não obstante o juízo tenha apontado elementos que, em tese, justifiquem a prisão preventiva, entendo que não ficou caracterizada a impossibilidade de adoção de medida cautelar substitutiva menos gravosa”, observou Martins.

Em sua decisão, Martins observou que Crivella tem mais de 60 anos, o que o coloca no grupo de risco de contaminação do novo coronavírus.

Segundo a investigação, ao menos R$ 53 milhões teriam sido arrecadados pelo esquema. Além dele, oito pessoas foram alvo de pedidos de prisão preventiva, incluindo o empresário Rafael Alves, apontado como operador.

Ao todo, a denúncia atingiu 26 investigados. Os crimes imputados são corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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1 comentário
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Terá que entregar todos os equipamentos de mídia eletrônica que dispuser, pois bem, garanto que já deve ter tudo isso arquivado em algum dispositivo externo, pronto para ser reinstalado em outros computadores ou usar computadores de terceiros, pode ser até o da igreja dele. Enfim, o maior castigo para um traste desses é o confisco de seus bens e cassação de sua cidadania. Deixa a cadeia de Benfica para outros elementos mais letais. Esse daí é só mais um ladrão safado do Rio de Janeiro.

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