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Política

STJ afasta ministro que teria cometido assédio sexual

Tribunal informou que a punição é temporária e 'excepcional'

FILHA DO MINISTRO DO STJ 2
Indústria de Mineração e Construção Brasil também quer que o ministro Marco Buzzi se declare suspeito | Foto: STJ/Sérgio Amaral

Nesta terça-feira, 10, por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou o ministro Marco Buzzi, em virtude de suposto assédio sexual. Essa era a posição defendida por colegas do magistrado.

Conforme a Corte, o ato é “temporário e excepcional”. “Neste período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, informou o tribunal.

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Apesar da determinação, Buzzi vai receber, normalmente, o salário de R$ 44 mil. Isso porque, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, afastamento preventivo durante a fase de investigação não permite a interrupção do salário.

Participaram da sessão extraordinária os ministros Herman Benjamin, Luís Felipe Salomão, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Humberto Martins, Maria Thereza de Assis, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis, Marco Aurélio Bellizze, Sérgio Kukina, Moura Ribeiro, Rogério Schietti, Gurgel de Faria, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha Palheiro, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay, Paulo Sérgio Domingues, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela, Daniela Teixeira, Maria Marluce Caldas e Carlos Brandão.

Denúncias contra Marco Buzzi, ministro do STJ

marco buzzi
Sessão no CNJ | Foto: Flickr/CNJ

Buzzi se viu em meio a um escândalo, depois de uma mulher de 18 anos tê-lo denunciado por importunação sexual.

A situação teria ocorrido em Balneário Camboriú (SC), em 9 janeiro deste ano, durante período de férias na casa do juiz do STJ. Os pais da jovem, que são advogados, estavam na residência, porém, só descobriram mais tarde.

Posteriormente, uma ex-funcionária do gabinete de Buzzi decidiu revelar que também fora vítima do crime quando trabalhou para o magistrado. Diante dos casos, o STJ abriu uma sindicância, que culminou na reunião de hoje.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que rege a magistratura, informou que acompanha o caso de Buzzi em um procedimento sigiloso. Ainda de acordo com o CNJ, providências serão tomadas depois da conclusão de diligências.

Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Poxa!
    Juíz….só pode soltar traficantes, faccionados, esquerdistas corruptos ou pedófilos…
    Vê se aprende com o stf viu.

    1. Marcelo DANTON Silva
      Marcelo DANTON Silva

      Missão dada…missão cumprida! Cadê a Pricila do mourão o carvahal tupiniquim!?

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